“Como se fossem formigas ao redor de um iPhone tocando”

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Não sei por quê ,mas esse vídeo me fez lembrar do monolito de 2001:

iPod (2001-2014)

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É tão bom não ter que me preocupar em cobrir lançamentos da Apple (ou de qualquer outra empresa de tecnologia) depois de anos fazendo isso no Link e, em menor escala, na Galileu. Mas uma coisa parece ter passado batido em relação ao anúncio que a empresa fez esta semana.

Além do novo iPhone e de apresentar o Apple Watch, a empresa, sem muito alarde, matou o iPod. Tá certo que a era de ouro do MP3 player da Apple já tinha passado há tempo (até dei uma capa pra isso num Link de 2009), mas vale o sublinhar o óbito.

Afinal, a morte do iPod não marca só o fim do aparelho que começou a transformar a Apple no gigante de tecnologia que ela é atualmente – uma empresa que, apesar de ter ajudado a criar o mundo de desktops que ainda vivemos, quase faliu nos anos 90, além de ter demitido seu fundador, o hoje santo-porque-morto Steve Jobs. Ela também sublinha a arrogância da empresa frente a seus clientes/fãs, que agora só podem armazenar no máximo 64 gigabytes em seus iPhones (o iPod clássico permitia até 160 GB de armazenamento). “Estamos na era do streaming, a era do download acabou”, vão dizer os fãs – e eu discordo, não confio em rede social nem em nuvem nenhuma, gratuita ou paga, pra guardar meus conteúdos digitais. E nessa “era do streaming” vão te enfiar conteúdo goela abaixo, mesmo que você não queira, como a própria Apple fez nesse mesmo lançamento dessa semana, com o disco novo do U2 pra todos seus fãs/clientes (o Camilo ensina como deletar lá no Link).

Pode ser que essa morte seja o começo de um novo fim, este da própria Apple. Vamos ver…

Link – 12 de outubro de 2011

Sem quererMeme acidentalHomem-Objeto (Camilo Rocha): Maior, mais leve e quase igual • Entre boatos e a verdade • E o vencedor das eleições nos EUA foi o TwitterImpressão Digital (Alexandre Matias): Jornalismo, tecnologia, web e o que eu tenho a ver com isso • Marco Civil: Em busca de consenso • No Arranque (Filipe Serrano): Os novos programas de escritório na era da mobilidade • O fim do Messenger e o início do Instagram na web

Link – 15 de outubro de 2012

Guerra de dados100 dias sem FacebookImpressão digital (Alexandre Matias): Tudo é tão incrível, e ninguém está felizHomem-Objeto (Camilo Rocha): Volta ao instantâneoNo arranque (Filipe Serrano): A evolução da tecnologia virá das empresas menoresNovo iPhone: Sensação únicaO genoma da arteAnálise: Arte brasileira é representada pelos artistas mais jovens

Do cassete ao MP3

Outro dia eu tava dando uma geral nas minhas fitas e pensando no futuro distante em que eu vou ter tempo para digitalizá-las – e a Bianca me mandou o link desse aparelhinho

Demais, hein?

Impressão digital #123: Apple pós-Jobs

E na minha coluna desta edição do Link, falei sobre como a Apple de Tim Cook vai aos poucos perder o encanto e o aspecto visionário de seu fundador, morto no ano passado.

Sem Jobs, Apple volta a ser uma empresa como as outras
O ciclo iniciado em 2007 se fechou neste ano

Desde que se soube a gravidade da doença de Steve Jobs, uma espécie de maldição parecia pairar sobre a Apple. A empresa sempre foi associada ao seu fundador mais pop. Suas decisões como executivo – inusitadas, improváveis – eram coerentes com sua personalidade.

Áspero e simpático na mesma medida, sua personalidade se refletia na condução de uma empresa que, em dez anos, deixou de ser uma tradicional fábrica de computadores para reinventar os mercados de música, de telecomunicações e de entretenimento digital. A lógica fez que ela se tornasse a marca mais valiosa do planeta.

A maldição apontava dois caminhos. Na primeira hipótese, fatal. A empresa degringolaria administrativamente sem seu líder. Esta possibilidade perdeu força à medida que nos acostumamos a Tim Cook, apresentado em janeiro de 2011 – com Jobs ainda vivo – como o novo condutor da empresa. A transição ocorreu tão bem que a coroa definitiva de CEO depois da morte de Jobs não pesou na cabeça de Cook. Foi sob sua administração que a Apple atingiu seus maiores trunfos como empresa.

A outra possibilidade é o cenário atual: a empresa apenas cuidaria do que já havia sido criado para não correr riscos. Este ano assistimos à conclusão de um processo iniciado em 1999, quando Steve Jobs voltou à empresa que criou (e que o demitiu). Ele começou com a criação do iPod e a transformação do iTunes de programa de computador para loja online, no vácuo deixado pelos erros da indústria fonográfica.

Depois veio o iPhone, que sucateou celulares com botões, tornou plausível o termo smartphone e reinventou o conceito de software para celulares que resultou na criação da economia dos aplicativos. A penúltima peça foi o iPad, que não só abriu uma nova categoria de aparelhos como tornou a possível um mundo sem computadores tradicionais para milhões de pessoas.

O ano de 2012 viu surgir uma nova linha de laptops e a aposta em um sistema de armazenamento online (o iCloud), que torna a comunicação entre Macbooks, iPads e iPhones mais intuitiva. Aos poucos o ecossistema se fecha. O iPhone 5, que seria lançado no ano passado caso Jobs não tivesse morrido, finalmente saiu na semana passada. Todas estas novidades eram previsíveis.

Pior: o iPhone 5 talvez seja o produto da empresa que menos emocionou as pessoas. Todas as suas novidades já haviam sido antecipadas, quebrando um padrão de sigilo que não era apenas rigoroso nos tempos de Jobs – era parte do show. Todo novo anúncio é cercado de mistério. O da quarta-feira passada trazia o “5” no próprio convite.

Falta uma peça para fechar o ecossistema doméstico digital bolado por Steve Jobs. É a Apple TV. Hoje, o aparelho é um hub de mídia que distribui conteúdo, comprado via iTunes, para todos os aparelhos da casa. Mas Jobs queria que este aparelho fizesse com o televisor o mesmo que o iPhone fez com o celular – o reinventasse. Uma das novidades do último aparelho lançado quando Jobs ainda era vivo, o iPhone 4S, foi algo pensado para a Apple TV: a Siri. Para Jobs, o assistente pessoal que conversa com o usuário seria o fim do controle remoto.

Para a Apple, como empresa, tudo bem. As ações sobem, os produtos vendem, os clientes ficam satisfeitos. Mas e agora? iPad 4 e iPhone 6? Até quando?

Talvez a resposta venha já no próximo mês. Rumores indicam que a empresa lançará um novo iPad, menor, talvez chamado Mini. Uma invenção que era menosprezada pelo próprio Jobs – que, contudo, não chegou a ver o sucesso feito pelo Kindle Fire, o tablet da Amazon (talvez a principal concorrente da Apple, nos próximos anos). Mas ainda é um iPad, não é um aparelho inesperado.

O desafio proposto a Tim Cook é o desafio de qualquer empresa, seja uma startup ou multinacional: quando vale a pena correr riscos para tentar crescer ainda mais? Jobs se antecipava a essa hora e simplesmente se desafiava continuamente. Sem ele, a Apple caminha para ser apenas uma empresa como as outras. Forte e líder, mas passível de queda, caso alguém tenha uma nova ideia que ninguém ainda havia imaginado.

Link – 17 de setembro de 2012

iPhone 5: Uma pausa na revoluçãoImpressão digital (Alexandre Matias): Sem Jobs, volta a ser uma empresa como as outras • Homem-objeto (Camilo Rocha): Velozes e tediosos • Tecnologia da desinformaçãoNo arranque (Filipe Serrano): Empresas brasileiras começam a se voltar para o exterior • Reino de engenheiros • O brasileiro que começou o Grooveshark

Link – 10 de setembro de 2012

Em fase de migraçãoEscritório abertoIFA 2012: Classificação livreHomem-objeto (Camilo Rocha): Sucesso quase garantido • Impressão digital (Alexandre Matias): Como computadores, tempo e dinheiro moldam nosso futuro • Uma maratona para espalhar a cultura hackerP2P (Tatiana de Mello Dias): Bibliotecas virtuais não podem ser passadas de pai para filho • A segunda geração de tablets da Amazon • Os piratas sempre vencem

Link – 3 de setembro de 2012

Além do game overVida digital: Phil Libin (Evernote)Novo iPhone novoImpressão digital (Alexandre Matias): A Gina Indelicada e os dilemas superficiais do novo séculoHomem-Objeto (Camilo Rocha): Entrevista com Reed Hastings (Netflix)No Arranque (Filipe Serrano): O efeito social ultrapassa os limites do FacebookA garota que mudou a escola pelo Facebook, o MIT no Brasil, lei apressada para crimes digitais e Obama25 anos de Street Fighter

“SAY ‘WHAT’ AGAIN! I DARE YOU! I DOUBLE DARE YOU, MOTHERFUCKER!”

Jules Winnfield tem problemas com o aplicativo de reconhecimento de voz do novo iPhone…

Dica do Murilo.