Vida Fodona #701: O início da fase imperial

Virando o disco, entrando em uma nova fase…

U2 – “Lemon”
Incredible Bongo Band – “Apache”
Kylie Minogue – “Where Does The DJ Go?”
Tame Impala – “Let It Happen”
Michael Jackson – “Billie Jean”
Talk Talk – “It’s My Life”
Thundercat – “Friend Zone”
Nelly Furtado + Timbaland – “Give It To Me”
Todd Terje – Preben Goes to Acapulco (Prins Thomas remix)
Ting Tings – “Shut Up And Let Me Go”
Primal Scream – “Kowalski”
Underworld – “Born Slippy”
Death in Vegas + Iggy Pop – “Aisha”

O último show dos Stooges com a formação original

stooges-1970

Não bastasse lançar todas as gravações do clássico Fun House em uma caixa, vem aí mais uma raridade do baú dos Stooges: o único show do grupo gravado em uma mesa de som, o último com a formação original da banda, vai virar disco! Live at Goose Lake: August 8th, 1970 será lançado exatamente 50 anos depois desta apresentação e reúne Iggy Pop (claro) nos vocais, o guitarrista Ron Asheton, o baterista Scott Asheton e o baixista Dave Alexander, que foi expulso da banda após este mesmo show (como reza a lenda, por não ter conseguido tocar, o que o disco acaba desmentindo). Para antecipar o disco, eis uma versão turbo para “T.V. Eye”.

O grupo tocou a íntegra do recém-lançado Fun House e a gravadora de Jack Black Third Man, responsávek pelo lançamento e que já o colocou em pré-venda em vinil, brinca que algumas perguntas sobre aquela apresentação finalmente serão respondidas: Iggy Pop incitou o público a depredar o lugar? Por isso mesmo, a organização do evento cortou a energia do show da banda antes do fim? A ouvir – por enquanto, segue o repertório do show e do disco.

“Intro”
“Loose”
“Down On The Street”
“T.V. Eye”
“Dirt”
“1970 (I Feel Alright)”
“Fun House”
“L.A. Blue”

Já imaginou o Iggy Pop cantando “Family Affair”, do Sly?

iggypop

Iggy Pop resolveu dar o presente pros fãs ao completar 73 anos nesta terça-feira, ressuscitando uma versão que nunca tinha lançado para a clássica “Family Affair”, do Sly & The Family Stone, gravada em 1985 – e que contou com ninguém menos que Bootsy Collins no baixo e Bill Laswell na produção. Muito fino.

E não custa lembrar que ele acabou de anunciar o lançamento de uma caixa de sete CDs que cobre o período que gravou dois discos clássicos na Alemanha (The Idiot e Lust for Life) sob a tutela de David Bowie.

Quando David Bowie salvou Iggy Pop

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Obcecado por resgatar ícones musicais que fizeram sua cabeça, David Bowie mergulhou na música norte-americana durante os anos 70 e depois de ressuscitar a carreira de Lou Reed com o impecável Transformer, conseguiu ressuscitar os Stooges para um último terceiro álbum em estúdio, o histórico Raw Power. Seu líder, Iggy Pop, já estava trabalhando em sua carreira solo e conseguiu mudar o nome da banda para Iggy and the Stooges e aquele foi o primeiro trabalho que uniu os dois ícones, cuja amizade se esticaria para o resto da vida. Um gesto de generosidade de Bowie, que, vendo o amigo se afundar na heroína, conseguiu não apenas inclui-lo na turnê de lançamento de seu Station to Station, como assegurar a produção de dois discos solo de Iggy, que na época já morava em Londres. Bowie que, por sua vez, também precisava sair do atoleiro de drogas que havia se enfiado, pegou o amigo pelo braço e foi morar com ele em Berlim, na Alemanha, onde produziria sua antológica trilogia alemã, além de produzir dois clássicos de Pop: The Idiot e Lust for Life.

Iggy Pop volta a esta época de sua vida na recém-anunciada caixa The Bowie Years, que em sete CDs, reúne tanto os três discos produzidos no período (acrescentando o ao vivo T.V. Eye Live) quanto um CD com apenas versões alternativas e demos das faixas daquela época e mais três shows de 1977 na íntegra, um na Inglaterra e dois nos EUA. A caixa, que ainda traz um livro de quarenta páginas com entrevistas sobre esta fase, será lançada no final de maio e já está em pré-venda. E para começar os trabalhos, antecipam uma versão alternativa para a clássica “China Girl”, um dos muitos hits de Iggy Pop desta época.

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Disco 1: The Idiot

“Sister Midnight”
“Nightclubbing”
“Funtime”
“Baby”
“China Girl”
“Dum Dum Boys”
“Tiny Girls”
“Mass Production”

Disco 2: Lust For Life

“Lust for Life”
“Sixteen”
“Some Weird Sin”
“The Passenger”
“Tonight”
“Success”
“Turn Blue”
“Neighborhood Threat”
“Fall in Love With Me”

Disco 3: TV Eye Live

“T.V. Eye”
“Funtime”
“Sixteen”
“I Got A Right”
“Lust for Life”
“Dirt”
“Nightclubbing”
“I Wanna Be Your Dog”

Disco 4: Demos and Rarities

“Sister Midnight (Mono Single Edit)”
“Sister Midnight (Single Edit)”
“China Girl (Single Edit)”
“Dum Dum Boys (Alt Mix)”
“Baby (Alt Mix)”
“China Girl (Alt Mix)”
“Tiny Girls (Alt Mix)”
“I Got A Right (Single)”
“Lust for Life (Edit)”
Entrevista com Iggy sobre as gravações de The Idiot

Disco 5: Live at The Rainbow Theatre – Finsbury Park, London 07/03/1977

“Raw Power”
“T.V. Eye”
“Dirt”
“1969”
“Turn Blue”
“Funtime”
“Gimme Danger”
“No Fun”
“Sister Midnight”
“I Need Somebody”
“Search and Destroy”
“I Wanna Be Your Dog”
“Tonight”
“Some Weird Sin”
“China Girl”

Disco 6: Live at The Agora – Cleveland 21/03/1977

“Raw Power”
“T.V. Eye”
“Dirt”
“1969”
“Turn Blue”
“Funtime”
“Gimme Danger”
“No Fun”
“Sister Midnight”
“I Need Somebody”
“Search and Destroy”
“I Wanna Be Your Dog”
“China Girl”

Disco 7: Live at Mantra Studios – Chicago 28/03/1977

“Raw Power”
“T.V. Eye”
“Dirt”
“Turn Blue”
“Funtime”
“Gimme Danger”
“No Fun”
“Sister Midnight”
“I Need Somebody”
“Search and Destroy”
“I Wanna Be Your Dog”
“China Girl”

Vida Fodona #553: Onze anos de Vida Fodona

vf553

Aniversário com introdução curtinha.

Tim Maia – “Márcio Leonardo e Telmo”
A Extraordinária Charanga do França – “Chão Molhado da Roça”
Real Estate – “Stained Glass”
Gilberto Gil – “Back in Bahia”
Rádio Táxi – “Garota Dourada”
Spoon – “Can I Sit Next To You?”
Frito Sampler – “Cosmic Damião”
Boogarins – “No Return”
Chaz Bundick + Mattson 2 – “JBS”
Fleet Foxes – “Third of May” / “Ōdaigahara”
Elo da Corrente – “Mariana”
Iggy Pop – “Lust for Life (Prodigy Remix)”
Lorde – “Green Light”
Soulwax – “Missing Wires”
Elza Soares – “Mulher do Fim do Mundo”
Thurston Moore – “Cease Fire”
Afghan Whigs – “Demon In Profile”
Xx – “Say Something Loving”
Tennis – In The Morning I’ll Be Better”

E aqui tá a versão via Spotify, que não tem algumas músicas…

Trainspotting 2 está chegando…

Trainspotting-2

Mark Renton volta pra casa na continuação de Trainspotting, que estreia este mês no Brasil, e a trilha sonora conta com Clash, Iggy Pop remixado pelo Prodigy, Blondie e Run DMC, entre outros… Escrevi sobre o filme lá no meu blog no UOL.

Eis o último trailer de Trainspotting 2, que mostra o protagonista Mark Renton (vivido por Ewan McGregor) voltando para sua cidade-natal depois de morar um tempo em Amsterdã, na Holanda. Os flashbacks são inevitáveis, bem como as referências ao primeiro filme e os reencontros, que parecem dar a tônica da continuação do clássico que Danny Boyle dirigiu no meio dos anos 90.

Acompanhando a trajetória de uma turma de viciados em heroína na capital escocesa, Edimburgo, o filme de 1996 entrou para a história do cinema ao capturar a sensação dos anos 90 como poucos filmes conseguiram – e nisso a trilha sonora funcionava como uma arma secreta, misturando hits da época com clássicos de outras eras para traduzir em música a colagem de sensações proposta pela história, inspirada no hoje clássico livro homônimo de Irvine Welsh. A continuação, que conta com todos os atores do elenco original, segue as pegadas do primeiro filme e escala uma trilha igualmente misturada, que conta com o clássico de Iggy Pop, “Lust for Life” (trilha da antológica cena de abertura, citada no novo trailer), desta vez remixado pelo Prodigy, uma das principais bandas de música eletrônica da década do primeiro filme. O resultado é uma pedrada:

Mas o carro-chefe da trilha do novo filme é a contagiante “Shotgun Mouthwash”, do High Contrast, alter ego do produtor Lincoln Barrett, que recria a base de “Ooh La La“, do grupo Goldfrapp, como se fosse um riff de rock, capturando o clima sujo, dance e violento que paira sobre o que associamos a Trainspotting.

A trilha oficial ainda conta com três faixas dos novatos Young Fathers, Run DMC remixado por Jason Nevins e hits imbatíveis do Queen, Blondie e Clash, além de uma resposta do próprio Underworld para a música que o catapultou para o sucesso junto com o filme, “Born Slippy”. “Slow Slippy” parece que foi remixada pelo Primal Scream do início dos anos 90:

A trilha completa é esta:

Iggy Pop – “Lust For Life (The Prodigy Remix)”
High Contrast – “Shotgun Mouthwash”
Wolf Alice – “Silk”
Young Fathers – “Get Up”
Frankie Goes To Hollywood – “Relax”
Underworld & Ewen Bremner – “Eventually But”
Young Fathers – “Only God Knows”
The Rubberbandits – “Dad’s Best Friend”
Blondie – “Dreaming”
Queen – “Radio Ga Ga”
RUN-DMC vs. Jason Nevins – “It’s Like That” –
The Clash – “(White Man) In Hammersmith Palais”
Young Fathers – “Rain or Shine”
Fat White Family – “Whitest Boy On the Beach”
Underworld – “Slow Slippy”

Trainspotting 2 está previsto para estrear no Brasil no dia 23 de março. Também não vejo a hora.

As 75 Melhores Músicas de 2016 – 48) Iggy Pop – “Gardenia”

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“There’s always a catch in the darkness when you when you turn the lights on”

Os 75 Melhores Discos de 2016 – 11) Iggy Pop – Post Pop Depression

11-iggypop

O blues do século 21.

Jim Jarmusch ♥ Stooges

stooges

O maior ídolo da banda de Iggy Pop no cinema conta a história do grupo que encerrou os anos 60 – assista ao trailer no meu blog no UOL.

Entre os muitos marcos zero do punk rock, os Stooges foram o mais barulhento e descontrolado. Saído da cidade de Ann Harbor, na região da grande Detroit no final dos anos 60, o grupo liderado por Iggy Pop era apenas mais uma das inúmeras bandas que apareceram nos Estados Unidos em meio à aurora hippie. Mas o estigma da caos e destruição que pairava sobre a região em que surgiram (vítima da primeira crise industrial dos EUA) afetou sua sonoridade e performance, que aos poucos foi ganhando uma reputação equivalente a de um rolo compressor de carne e eletricidade. As paredes de ruído elétrico e o peso industrial transformaram o rhythm’n’blues psicodélico original proposto pelo grupo em uma máquina de demolição que, aliada às viscerais performances de Iggy Pop (que brigava com o público aos socos, destruía o palco e imolava-se rolando sobre cacos de vidro enquanto berrava sua voz no limite do suportável), transformaram os Stooges em uma das maiores lendas da história do rock.

Esta lenda agora vai ser contada por um de seus maiores fãs, o cineasta Jim Jarmusch, que considera o grupo “a maior banda de rock de todos os tempos”. O documentário Gimme Danger conta com entrevistas com Iggy e os integrantes originais do quarteto – o guitarrista Ron Asheton, seu irmão baterista Scott Asheton e o baixista Dave Alexander -, todos mortos atualmente, além de cenas de arquivo que consolidam sua reputação destrutiva. O filme estreia em outubro no circuito internacional de festivais e não há previsão de lançamento no Brasil. Mas tem tudo para ser um filmaço, como seu trailer parece indicar.

Vida Fodona #527: Viajar sob o sol

vf527

Deixando aí uma playlist pra vocês antes de ficar umas duas semaninhas mezzo fora do ar… Volto no início de junho.