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Democracia em Preto e Branco tem pré-estréia hoje de graça

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Estamos, eu e minha mulher, desde o mês passado, cuidando das mídias sociais do documentário Democracia em Preto e Branco, de Pedro Asbeg. O filme conta a história da democracia corinthiana de Sócrates, Wladimir e Casagrande, que peitou a hegemonia de Vincente Matheus ao mudar a hierarquia de funcionamento da equipe. Mas o documentário não é só futebol e observa o que aconteceu no Corinthians no início dos anos 80 sob dois outros prismas: o político, quando a ditadura militar começava a perder forças, principalmente a partir do movimento Diretas Já, e o cultural, quando uma nova geração de bandas começa a questionar o autoritarismo dos dias de chumbo.

Narrado por Rita Lee e com uma das últimas entrevistas do grande Sócrates, o filme vai ser exibido apenas em sessões fechadas nesse fim de semana em algumas cidades (saiba mais como comprar seu ingresso pelo site oficial do documentário) e tem pré-estréia gratuita hoje, às 20h, no Museu do Futebol, ali no Estádio do Pacaembu. É só chegar uma horinha antes pra garantir seu ingresso de graça. Olha o trailer, que delírio:

Curta a página no Facebook do documentário aqui, aqui tem o Twitter, aqui o Instagram e aqui o canal do YouTube. E dá uma fuçada porque tem bastante conteúdo!

O que Mujica realmente disse sobre a mordida de Suárez

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A mordida que o jogador uruguaio Suárez deu no italiano Chiellini já é um dos marcos desta Copa do Mundo, mas o Globo Esporte manchetou a reação do presidente uruguaio Mujica sobre a mordida dando a entender que ele concordava com o comportamento animalesco do jogador. Mas a entrevista em vídeo que o Estadão fez com o melhor presidente do mundo hoje mostra que não é bem assim – e que Mujica não concorda com o uso de gravações para determinar punições que deveriam ser dadas em campo, o que é uma oooutra história.

Agradeço ao Flavio, que deu a dica do vídeo via Facebook.

Uma explosão de barulho em São Paulo durante o Brasil x Croácia

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Não tinha visto esse vídeo que filmaram em Moema, aqui em São Paulo, durante o Brasil x Croácia, registrando apenas o barulho da torcida em seus apartamentos:

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Seleção Pokémon

Tudo bem que a gente tem o avião grafitado pel’Os Gêmeos, mas esse avião da seleção japonesa estampado de Pokémon é demais…

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Vi aqui.

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Agora sim, o papo com Richard Swarbrick

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O papo com o animador Richard Swarbrick, que iria acontecer no domingo, foi remarcado para esta terça, às 19h, no Itaú Cultural. Quem vai?

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Mais uma atração do Festival Cultura na Rede, realizado dias 29 e 30 de junho, acontece nesta terça-feira, dia 2 de julho, às 19h, no térreo do Itaú Cultural.

O ilustrador e videoartista inglês Richard Swarbrick promove um ciclo com alguns dos seus curtas-metragens sobre futebol. Ao final da mostra, o público poderá participar de um bate-papo com Swarbrick, mediado pelo jornalista Alexandre Matias.

O Festival Cultura na Rede – encontro sobre literatura e futebol, mostra de curtas-metragens, show e performance que abordam a relação entre o esporte e a cultura – está alinhado com o encontro internacional Cultura na Rede, que aconteceu no Museu de Arte do Rio (MAR), nos dias 27 e 28 de junho, no Rio de Janeiro, em parceria com a Fundação Roberto Marinho.

Festival Cultura na Rede – Richard Swarbrick
terça 2 de julho de 2013
às 19h
Piso Térreo

Mais informações no site do Itaú Cultural.

A popularidade de Margaret Thatcher

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Não que torcidas de futebol possam funcionar como medida de qualquer coisa para além de seu próprio universo, mas não é todo dia que se vê tanta gente comemorando a morte de um político, como a torcida do Liverpool nessa segunda-feira:

A foto saiu do site da ESPN.

Retrospectiva OEsquema 2012: #vaicorinthians

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Eu ia em estádio, lia caderno de esportes, acompanhava escalação, discutia passionalmente em mesa de boteco. Era um corinthiano típico, sofredor, nos anos 90. Vibrei ainda em Brasília com o primeiro Brasileirão em 1990, perdi aposta nos dois campeonatos paulistas que perdemos pro Palmeiras no início da década, finais assistidas quando ainda estudava na Unicamp, estava no estádio em Ribeirão Preto quando Marcelinho Carioca encaixou aquele gol que nos garantiu a Copa do Brasil em 1995 e lamentei não ter estado nas finais de 98 e 99, quando ganhamos outros dois títulos nacionais. Mas mudei-me para São Paulo e o primeiro emprego na nova cidade, como editor-executivo na redação da Conrad (e editor da saudosa revista Play) me drenou completamente o tempo que eu dedicava ao futebol. Dois anos de abstinência que me fizeram descobrir o quanto tempo eu perdia acompanhando o esporte tão de perto – e desde 2002 passei a acompanhar o futebol mais à distância, deixando as birras intratorcidas em segundo plano. Mas a paixão corinthiana seguia intacta e não consigo assistir a nenhum jogo decisivo sem travar os dentes e fechar os pulsos. Não foi diferente em 2012, quando finalmente levamos Libertadores e o Mundial para casa. Um ano de quebra de tabus, em que o estigma de sofredor de décadas passadas – que ainda carrego – finalmente cedeu ao híbrido do “bando de loucos” e “maloqueiros” que hoje paira sobre o time. Bando de loucos e maloqueiros sim, mas sem mais ouvir aquela ladainha de que não tínhamos peso internacional. Aconteceu deste estigma ser quebrado no ano seguinte à morte do maior ícone do Corinthians e o doutor não pode compartilhar a alegria que hoje carregamos, embora sempre soubesse que bando de loucos sim, maloqueiros sim, sofredores sim – mas sem nunca desistir. Lealdade, humildade e procedimento sempre.