Cine Doppelgänger: Brasil partido

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Eis o papo que tive com a Joyce na última sessão da primeira temporada do Cine Doppelgänger, há quase um ano, quando discutimos falamos sobre o Brasil aos Pedaços a partir dos filmes Autoria em Xeque a partir dos filmes O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, e Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra.

O Cine Doppelgänger entrou em estado de suspensão porque a Joyce tá com muitas coisas pra fazer – e todas as discussões da primeira temporada podem ser assistidas neste link. E já já tenho mais novidades sobre cinema…

Cine Doppelgänger: Deserto Interior

O Céu de Suely (2006) e Homem Morto (1995)

O Céu de Suely (2006) e Homem Morto (1995)

Encerrando a segunda temporada do Cine Doppelgänger, eu e a Joyce Pais, do site Cinemascope, falamos sobre dois filmes que atravessam desertos existenciais: O Céu de Suely (2006), do diretor cearense Karim Aïnouz, e Homem Morto (1995), dirigido pelo norte-americano Jim Jarmusch, duas viagens por paisagens áridas que traduzem sentimentos fortes e íntimos de protagonistas em crise. A sessão Deserto Interior acontece neste sábado, a partir das 14h, de graça, na Casa Guilherme de Almeida (mais informações aqui) – e as inscrições podem ser feitas aqui.

Cine Doppelgänger: Aquele maio

No Intenso Agora (2017) e Tudo Vai Bem (1972)

No Intenso Agora (2017) e Tudo Vai Bem (1972)

E na penúltima sessão da segunda temporada do Cine Doppelgänger, eu e a Joyce Pais, do site Cinemascope, falamos sobre dois filmes associados ao mítico maio de 1968: Tudo Vai Bem (1972), dirigido pela dupla de cineastas e ativistas franceses Jean-Luc Godard e Jean-Pierre Gorin recapitula os feitos do mês em Paris de um ponto de vista quase didático, enquanto o documentário brasileiro No Intenso Agora (2017), de João Moreira Salles, revê o mesmo período de um ponto de vista estritamente pessoal. A sessão Aquele Maio acontece neste sábado, a partir das 14h, de graça, na Casa Guilherme de Almeida (mais informações aqui) – e as inscrições podem ser feitas aqui.

Cine Doppelgänger: O Meio é a Mensagem

Cidadão Kane (1941) e O Bandido da Luz Vermelha (1968)

Cidadão Kane (1941) e O Bandido da Luz Vermelha (1968)

Indo para a quarta sessão da segunda temporada do Cine Doppelgänger, eu e a Joyce Pais, do site Cinemascope, discutiremos dois clássicos que contam histórias de protagonistas inspirados em personalidades reais a partir das principais mídias de seu tempo: o Cidadão Kane (1941), de Orson Welles, é contado a partir do império de jornais de seu protagonista, enquanto O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla, nos é apresentado pelo rádio. A sessão O Meio é a Mensagem acontece neste sábado, a partir das 14h, de graça, na Casa Guilherme de Almeida (mais informações aqui) – e as inscrições podem ser feitas aqui.

Cine Doppelgänger: Uma Pequena Sociedade

Entre os Muros da Escola (2006) e Má Educação (2004)

Entre os Muros da Escola (2006) e Má Educação (2004)

Na terceira sessão de 2019 do Cine Doppelgänger, eu e a Joyce Pais, do site Cinemascope, discutiremos dois filmes que falam sobre a escola para comentar a sociedade: enquanto o francês Entre os Muros da Escola (2006), dirigido por Laurent Cantet, mostra como a sala de aula apenas reflete o que acontece fora dela, o espanhol Má Educação (2004), dirigido por Pedro Almodóvar, investiga esta influência além da questão curricular. A sessão Uma Pequena Sociedade acontece neste sábado, a partir das 14h, de graça, na Casa Guilherme de Almeida (mais informações aqui) – e as inscrições podem ser feitas aqui.

Cine Doppelgänger: O Comum Bizarro

Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965) e Pink Flamingos (1972)

Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965) e Pink Flamingos (1972)

Na segunda sessão de 2019 do Cine Doppelgänger, eu e a Joyce Pais, do site Cinemascope, discutiremos duas joias do cinema de baixo orçamento norte-americano, concebidas por dois autores, Russ Meyer e John Waters, cujos nomes são associados à compensação da falta de investimentos em ultraje encarnado em personalidades extravagantes. Exibiremos trechos de suas obras mais icônicas, Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965), e Pink Flamingos (1972), em que é possível ver o apreço dos dois diretores pelo ordinário e pela vida simplória a partir de personagens e atitudes imorais em diversos níveis. A sessão O Comum Bizarro acontece neste sábado, a partir das 14h, de graça, na Casa Guilherme de Almeida (mais informações aqui) – e as inscrições podem ser feitas aqui.

Cine Doppelgänger: Bloqueio criativo

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Eis a íntegra do papo que tive com a Joyce na penúltima sessão da primeira temporada do Cine Doppelgänger, quando discutimos Autoria em Xeque a partir dos filmes 8 e 1/2 do Fellini e Adaptação do Spike Jonze.

Lembrando que já estamos em plena segunda temporada da sessão de cinema na Casa Guilherme de Almeida e com um novo formato (sem a exibição dos filmes na íntegra e com mais debates): a próxima acontece no dia 23 de fevereiro e o tema é O Comum Bizarro, reunindo os filmes Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965), de Russ Meyer, e Pink Flamingos (1972), de John Waters. As inscrições podem ser feitas no site da Casa Guilherme e há mais informações aqui.

Cine Doppelgänger: De Salto Alto

Quanto Mais Quente Melhor (1959) e The Rocky Horror Picture Show (1975)

Quanto Mais Quente Melhor (1959) e The Rocky Horror Picture Show (1975)

Na primeira sessão do Cine Doppelgänger de 2019, eu e a Joyce Pais, do site Cinemascope, discutiremos dois clássicos sobre homens que vestem roupa de mulher – Quanto Mais Quente Melhor, de 1959, com Tony Curtis, Jack Lemmon e Marilyn Monroe, e The Rocky Horror Picture Show, de 1975, com Tim Curry – e explicamos como eles impactaram na sociedade de seus tempos. A sessão De Salto Alto acontece neste sábado, a partir das 14h, de graça, na Casa Guilherme de Almeida (mais informações aqui) – e as inscrições podem ser feitas aqui.

Cine Doppelgänger: segunda temporada

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É com imensa satisfação que apresentamos, eu e a Joyce Pais do Cinemascope, a segunda temporada do Cine Doppelgänger, série de debates sobre cinema que apresentamos desde o meio de 2018 na Casa Guilherme de Almeida, em São Paulo. E a segunda temporada vem com grandes novidades – a primeira delas é que não vamos mais exibir os dois filmes na íntegra, deixando mais tempo para o debate sobre as duas películas que escolhemos para comparar diferentes aspectos de títulos conhecidos e desconhecidos do público que, aos poucos, vai sendo formado aos sábados. Por isso, a partir do dia 19 de janeiro começamos a dissecar duas produções por sábado em quatro horas de conversa, mostrando cenas dos filmes, entrevistas, comentários e ensaios sobre a dupla que escolhemos para cada sessão. E nessa segunda temporada tem de tudo: do Bandido da Luz Vermelha a Quanto Mais Quente Melhor, passando por filmes de Almodóvar, Godard, John Waters, Karim Aïnouz, Orson Welles, João Moreira Salles, Russ Meyer, Jim Jarmusch e mais. Comentamos a nova temporada no vídeo abaixo e você pode confirmar a presença na primeira edição aqui (além de confirmar presença no evento que criamos no Facebook). O melhor é que é de graça.

19 de janeiro: De Salto Alto

Quanto Mais Quente Melhor (1959) e The Rocky Horror Picture Show (1975)

Quanto Mais Quente Melhor (1959) e The Rocky Horror Picture Show (1975)

Dois clássicos extravagantes de épocas diferentes contam com protagonistas masculinos que, por diferentes motivos, usam roupas femininas. Como a imagem feminina mudou ao olhar masculino entre a deliciosa fuga de Tony Curtis e Jack Lemmon ao lado de Marilyn Monroe em Quanto mais quente melhor (1959), de Billy Wilder, e o universo kitsch do clássico cult de Jim Sharman, em The Rocky Horror Picture Show (1975)?

23 de fevereiro: O Comum Bizarro

Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965) e Pink Flamingos (1972)

Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965) e Pink Flamingos (1972)

Russ Meyer e John Waters são autores associados a filmes de baixo orçamento com personalidades extravagantes, mas a partir de suas obras mais icônicas, Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965) e Pink Flamingos (1972), é possível ver seu apreço pelo ordinário e pela vida simplória.

23 de março: Uma Pequena Sociedade

Entre os Muros da Escola (2006) e Má Educação (2004)

Entre os Muros da Escola (2006) e Má Educação (2004)

Enfoques diferentes sobre como o ambiente escolar influencia a socialização dos jovens: enquanto o francês Entre os Muros da Escola (2006), dirigido por Laurent Cantet, mostra como a sala de aula apenas reflete o que acontece fora dela, o espanhol Má Educação (2004), dirigido por Pedro Almodóvar, investiga esta influência além da questão curricular.

13 de abril: o meio é a mensagem

Cidadão Kane (1941) e O Bandido da Luz Vermelha (1968)

Cidadão Kane (1941) e O Bandido da Luz Vermelha (1968)

Dois marcos do cinema, a obra-prima que inaugura o cinema moderno, Cidadão Kane (1941), de Orson Welles, e o ápice do cinema marginal, O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla, contam histórias de protagonistas inspirados em personalidades reais a partir de como suas vidas foram retratadas pelas principais mídias de seu tempo.

18 de maio: Aquele Maio

No Intenso Agora (2017) e Tudo Vai Bem (1972).

No Intenso Agora (2017) e Tudo Vai Bem (1972).

Duas testemunhas diferentes do histórico maio de 1968 em Paris contam suas histórias: o documentarista brasileiro João Moreira Salles revê sua infância e família à luz daqueles acontecimentos no excelente No Intenso Agora (2017), enquanto um dos principais protagonistas daquela época, o cineasta francês Jean-Luc Godard, registra os acontecimentos em tempo real em seu Tudo Vai Bem (1972).

15 de junho: Deserto Interior

O Céu de Suely (2006) e Homem Morto (1995)

O Céu de Suely (2006) e Homem Morto (1995)

Duas jornadas para dentro de existências solitárias, o O Céu de Suely (2006), do diretor cearense Karim Aïnouz, e Homem Morto (1995), dirigido pelo norte-americano Jim Jarmusch, exprimem o sentimento de distância da realidade a partir de locais ermos do nordeste brasileiro e do faroeste dos EUA.

18 de 2018: Cine Doppelgänger

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Eu não esperava que o Cine Doppelgänger se materializasse tão rápido. Conheci a Joyce Pais no tempo em que trabalhava no Estadão e vinha acompanhando o crescimento do trabalho dela no Cinemascope ao mesmo tempo em que começava a tornar o Trabalho Sujo mais central na minha carreira, por isso sempre falávamos sobre sustentar um canal de comunicação e cultura de forma independente que não traísse o que queríamos fazer. Falávamos em fazer algo que juntasse os dois canais num mesmo espaço e aproveitasse nossa dinâmica pessoal, que torna nossos papos tão agradáveis quanto construtivos. Até que a partir do encontro em uma premiação de cinema brasileiro, começamos a conversar mais a sério em trabalhar juntos e, depois de participar de um vídeo em seu canal sobre Twin Peaks, levamos a ideia do Cine Doppelgänger para a Casa Guilherme de Almeida, que acolheu a primeira temporada oferecendo-a de forma gratuita para o público. Cada um de nós escolhe um filme sob um determinado tema e dissecamos os dois após exibi-los no terceiro sábado de cada mês. Conseguimos reunir um público aplicado, uma pequena comunidade de entusiastas em cultura que sabe da importância do encontro presencial e de assistir a um filme numa sala de cinema em vez de estar no sofá da sala de estar de casa. Foram seis sessões e seis conversas ótimas, que resumiram a temporada com obras de nomes como Orson Welles, Stanley Kubrick, Woody Allen e Kleber Mendonça Filho. E, com isso, finalmente voltei a falar sobre cinema, que havia deixado em segundo plano quando determinei o novo foco da minha carreira especificamente em música.

E a partir disso reestruturamos a sessão para um novo formato, que anunciaremos logo no início do ano que vem.