Vida Fodona #322: A madrugada promete

E hoje tem ANALÓGICODIGITAL na madrugada da Paixão. Quem vai?

Erva Doce – “Amante Profissional”
Juliana R. – “Dry These Tears”
Foster the People – “Pumped Up Kicks”
Shawn Lee + AM – “Somebody Like You”
Smiths Western – “Weekend”
Cee-Lo – “Fuck You”
Garotas Suecas – “Batmacumba”
Fever Ray – “Seven (Twelves Remix)”
Azealia Banks – “Fuck Up the Fun”
DJ Jak – “Para Nossa Alegria Epic”
Holy Ghost – “Jam for Jerry”
Teen Daze – “The Future”
JJ – “Beautiful Life”
Edward Sharpe & the Magnetic Zeros – “That’s What’s Up”
Lana Del Rey – “Blue Jeans (RAC Remix)”
Charlotte Gainsbourg + Beck – “Paradisco”

Vamo aê!

O que você perdeu ao não assistir ao Superbowl de ontem

O “grande acontecimento” da final do campeonato de futebol norte-americano de ontem foi o fato da M.I.A. ter dado o dedo do meio para as câmeras…

…no meio da apresentação que fez no show da Madonna (que foi bem mezza boca…).

Mas além do dedo polêmico (ah, os americanos…), também teve o Keyboard Cat…

…e monte de comercial, veja abaixo:

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O dedo do meio

Uma compilação de ofensas.

United State of Pop 2011

Mais uma retrospectiva-mashup do DJ Earmworm, com os 25 maiores hits nos EUA no ano que termina. Impressionante como o que é hit nos EUA cada vez importa menos pro resto do mundo…

A lista com todos os hits segue abaixo:

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4:20

On the run 86: The Hood Internet Mixtape Volume 5

Indie + hip hop = The Hood Internet. A equação já é um clássico nas mãos da dupla Derek Becker e Steven Matrick – e eis mais uma mixtape dos caras, que pode ser baixada aqui.


The Hood Internet Mixtape Volume 5 (MP3)

Intro [R. Kelly x Drake x Ally Sheedy x Tim Blaney]
Bars In The AM [Ninjasonik x !!!]
L is For Love Junkie [Donwill x Harlems Cash x Peter Hadar x El Perro Del Mar x Caribou]
Hot Tub Freaks Like You [Slug x MURS x Tobacco]
Rude Baptism [Rihanna x Crystal Castles]
Ariel Pink’s Haunted Grafitti – Round And Round (The Hood Internet remix)
Moar Doo Wop N Whatever [Lauryn Hill x Deadmau5]
Show Me Red Lights [Robin S. x Holy Fuck]
Psycho Break [Talking Heads x Ellen Allien & Apparat]
Show Me The O.N.E [Yeasayer x Jump Jump Dance Dance x Grum]
Back You [Cee-Lo Green x Sir Mix-a-Lot]
Freeze, Barbra! [Young Dro x Gucci Mane x Duck Sauce]
Blowin’ Money At The Deli [Drake x Birdman x Delorean]
It’s Front Row Love [Metric x Treasure Fingers]
Giving Up The Sunshowers [M.I.A. x Vampire Weekend]
Ignition (Keep It Remixing Louder) [R. Kelly x Major Lazer]
Chi Citizens [BBU x Broken Bells]
How Purple Can You Go [Ludacris x Joker & Ginz]
Swag Boost [Soulja Boy x Rusko]
Lorem Ipsum Dolor Sit Amet [Waka Flocka Flame x Flock Of Seagulls]
Cards And Quarters And Green Lights [Local Natives x John Legend x Andre 3000]
Oh My Kids [Usher x Sleigh Bells]
Virginia Is For Cameras [Clipse x Matt & Kim]
Dougie Vision [Cali Swag District x Toro Y Moi]
This Shit Was (All I Know) [Drake x Free Energy]
Brigade & Yellow [Wiz Khalifa x The Go! Team]
Shutterbugg In Miami [Big Boi x Foals]
Nuthin’ But A Journal Thang [Dr. Dre x Snoop Dogg x Class Actress]
The XX Gon Give It To Ya [DMX x The XX]
Outro [John Barry x Faith No More x Larry David x Robin Bartlett]

On the run 84: Donde Estás Lo Set?


Ju, Bia e eu

E por falar em festa boa, quando fui discotecar em Floripa, conheci a Bia e a Ju, que tocam o Donde Estás Corazon, blog de moda, música e tendências que vez por outra anima as pistas. Logo que elas assumiram a pista, vieram dizer que eu havia esgotado o set delas porque tinha tocado um monte que elas tocariam – como percebi logo que elas assumiram os CDJs (começando a tocar um mone de músicas que eu também toco). Curti tanto o set delas que pedi pra elas fazerem um pra cá – e elas nunca haviam feito! Por isso a estréia delas no MP3 quase não tem música mixada uma na outra, de tão nervosas que elas ficaram (que onda…). E como fui eu que pilhou a existência desse set, nada mais justo que eu o batizasse com um trocadilho com o nome do blog delas. Sente só:

Donde Estás Corazón – Donde Estás Lo Set? (MP3)

Oh My! – “Run this Town”
Cee Lo – “Fuck You”
Julian Casablancas – “11th Dimension”
Miami Horror – “I Look to You”
Cansei de Ser Sexy – “Move”
Depeche Mode – “Just Can’t Get Enough”
Junior Senior – “Move Your Feet”
Muse – “Supermassive Black Hole”
Fall Out Boy + John Mayer – “Beat It”
Mika – “Love Today”
Michael Sembello – “Maniac”
Two Door Cinema Club – “What You Know”
Mando Diao – “Dance With Somebody”
Martin Solveig + Dragonette – “Hello”
Janelle Monae – “Cold War”
Justice – “D.A.N.C.E”
Florence and The Machine – “Dog Days are Over”
Edward Sharpe & The Magnetic Zeros – “Home”

Vida Fodona #273: Desculpe o microfone

Retomando a rotina…

Leandro Correa – “One More Avassalador”
Norwegian Recycling – “Mash It Up”
Chromeo – “I’m Not Contagious”
Stereo Maracanã – “Freestyle Love”
Junio Barreto – “Qualé Mago?”
Reptilians – “Born”
Destroyer – “Kaputt”
Mundo Livre S/A – “Pastilhas Coloridas”
Human Beinz – “Nobody But Me (Pilooksi Remix)”
Metronomy – “The Look”
Yeasayer – “Madder Red”
Erasmo Carlos – “Mundo Cão”
Air – “Ghost Song”
Boards of Canada – “Sunshine Recorder”

Bambora.

Cee-lo mata

Clipe novo total anos 80.

Preguiça de Grammy

A marginal Tietê no horizonte foi um programa mais interessante

Não costumo ver o Grammy: acho chato e sem graça, como qualquer premiação de qualquer indústria. “E o prêmio de melhor radiologista do ano vai para…”. Poizé, bem nessas. Mas, depois de todo alarido sobre a edição deste ano (fãs do Arcade Fire em puro delírio Double Rainbow, que porra), me deparei com a reprise da premiação ontem à noite e, de vacilo, assisti. E nem precisava ter visto para saber que era uma premiação da indústria chata e sem graça como sempre. Lady Gaga agradecendo Whitney Houston? Cee-Lo Bornay com o hit da autocensura, Muppets e a mulher do Coldplay querendo abrir uma carreira de cantora? Norah Jones é um remédio pra dormir? E a Rihanna com o Eminem (zero química, música insuportável)? Katy Perry é tipo Hole disfarçado de pop. Mick Jagger soulman depois de velho? Nem Bob Dylan depois da tosse conseguiu segurar cantando sua própria “Maggie’s Farm” com os Avett Brothers e os Mumford & Sons (estes, vale frisar, fizeram bonito em seu momento). Não é nem que tudo estivesse errado – e esse era o problema -, tudo estava certo DEMAIS.

O grande momento da noite foi a apresentação de Justin Bieber e Usher, a própria indústria lustrando suas engrenagens e colocando dois jovens talentos do showbusiness pra exibir seus dance moves. É o momento Off the Wall/Thriller de Justin Bieber sendo preparado a fogo brando, mas se o moleque tem carisma o suficiente para sobreviver à sua falta de talento (Bieber é, basicamente, ensaio, ensaio e ensaio), ele devia não assumir o paralelo tão evidente com Michael Jackson, imitando vários de seus trejeitos no palco. Tudo bem que Michael ajudou a inventar este gênero, afinal toda coreografia teen pós-Take That é descendente direta do livro escrito por Michael, Prince e Madonna nos anos 80, mas é só ver Usher (ou lembrar de outro Justin – Timberlake), para lembrar que não é preciso citar o rei do pop para reverenciá-lo. Bieber ainda serviu de escada pro Jaden Smith, o filho do Will, brilhar. Enquanto preparam a maturação de Bieber, que aos poucos, er, “engrossa” a voz, esquentam a chegada desse mini Will Smith, que é um geninho do showbusiness. Sério, quando chegar a vez dele, aí sim temos um candidato ao trono de MJ em ação.

E entre estes medalhões e sumidades, um monte de prêmios sem graça pra artistas sem graça que só dizem respeito ao mercado norte-americano. Nesse sentido, o grande vencedor da noite não foi o Arcade Fire e sim o tal Lady Antebellum (quem?) e a dualidade entre artistas tão diferentes (quem porra é esse tal de Arcade Fire?, perguntam-se ouvintes por todos os EUA) mostra o verdadeiro tom da premiação. Desculpem-me os fãs, mas Arcade Fire é tão mingau de música quanto o Lady Antebellum ou qualquer outra cantora country desconhecida que subiu para receber seus prêmios. Não é à toa que ganhou o prêmio de álbum do ano.

Não me impressiona, porém, o fato de a decadente indústria da música recorrer ao indie rock para tentar preservar alguns de seus valores, muitos celebrados na festa de domingo. Na verdade, estão mordendo a própria língua. Afinal, o rock alternativo só começou a existir enquanto gênero e indústria depois que as grandes gravadoras se voltaram para um formato mais palatável e massificado para a música que merecia ser vendida, deixando para trás referências como autoria, arranjo, letras, personalidade e sensibilidade (qualidades que tiveram que fugir para um mercado menos competitivo para sobreviver). Começou com a disco music, teve o auge com Michael Jackson e Madonna nos anos 80, colidiu com o grunge (motivo da existência de nulidades como Nickelback e Creed) e depois misturou tudo com o caldo do hip hop.

No topo do pop, a música é cada vez menos personalizada e mais genérica, reduzindo-se a um meio-termo entre o ringtone, o jingle e o grito de torcida. Basta um refrão insistente com uma frase idiota repetida mil vezes sobre uma batida reta e coberta de efeitos especiais e, pronto, eis um hit, um popstar, um fenômeno, uma carreira, uma discografia. “Baby Baby”, de Justin Bieber, é o melhor exemplo do fundo do poço autoral em que se encontra a indústria musical. Então o jeito é apelar pros indies, para não ter que prever um futuro em que os principais hits da semana serão “ÔÔÔÔÔÔ”, o nome de um refrigerante repetido mil vezes e a regravação daquela música que já foi regravada tantas vezes que você nem mais lembra de quem era.

E, no meio da reprise do Grammy, lembrei que perdi o programa ao vivo porque estava na estrada, voltando da praia. Me pareceu um programa mais interessante – a Carvalho Pinto de noite, aquele monte de pedágios, a marginal surgindo no horizonte – e não tive dúvida: mudei de canal pra assistir o Land of the Dead, que também estava passando na TV. Show de horror por show de horror…