As 75 melhores músicas de 2020: 11) Taylor Swift + Bon Iver – “Exile”

“I think I’ve seen this film before and I didn’t like the ending”

Outro disco de Taylor Swift!

Taylor Swift, Taylor Swift… Ela se recuperou bonito do tombo que tomou a ver todas as datas da turnê de seu Lover do ano passado sendo canceladas por causa da pandemia, lançando um disco introspectivo e folk – com um pé no indie – que se tornou o disco mais vendido nos EUA de 2020. E pouco mais de um semestre após o lançamento do disco-surpresa Folklore, ela agora surge com outro – e se o anterior foi avisado com um dia de antecedência, este novo, Evermore, foi anunciado poucas horas antes de seu lançamento, nessa sexta. Produzido pelo mesmo Aaron Dessner, da banda The National, que a ajudou a compor o primeiro volume (desta vez com a participação menor do produtor de estimação de Taylor, Jack Antonoff), este novo disco aprofunda-se ainda mais da sonoridade indie, repetindo mais um vez um dueto com Bon Iver, chamando as irmãs Haim e o próprio grupo de Dessner para participar do disco. Há algumas notas de anos 80 (reflexos tardios de seu icônico 1989) em certas faixas, como “Gold Rush” e “Long Story Short”, que certamente crescerão bem nos shows do futuro, mas sem perder o vínculo mais introspectivo, como em “Marjorie” (composta para sua avó) e o dueto com o National, “Coney Island”. Se duvidar é até melhor que o disco anterior…

Dá licença, Beyoncé

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Taylor Swift mostra a força de seu Folklore, o disco mais vendido nos EUA este ano, ao emplacar seu próprio especial no Disney+, colocando-se ombro a ombro ao lado de Beyoncé, até então a única artista pop que havia sido lançado material exclusivo para o serviço de streaming do Mickey. Folklore: Sessões no Long Pond Studio é dirigido pela própria Taylor (bem como o Black is King é dirigido pela rainha Bey) e traz Taylor ao lado dos produtores Aaron Dessner e Jack Antonoff tocando as canções do ótimo disco que compuseram em estúdio no primeiro semestre. E ela escolheu o dueto que gravou com Bon Iver, “Exile”, como a música de apresentação do filme, que já está disponível no serviço.

Vida Fodona #686: Festa-Solo (19.10.2020)

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Esse foi o último Festa-Solo na segunda-feira – agora ele acontece sempre nas sextas, às 23h45, na twitch.tv/trabalhosujo.

Beabadoobee – “Care”
Smashing Pumpkins – “Cherub Rock”`
Pavement – “You Are a Light”
Astromato – “Não Sei Jogar”
Pixies – “U-Mass”
Jesus & Mary Chain – “Vegetable Man”
Pere Ubu – “Navvy”
Fall – “C.R.E.E.P.”
B-52’s – “Private Idaho”
Blitz – “Você Não Soube Me Amar”
Pretenders – “Brass in Pocket”
Rolling Stones – “Start me Up”
Led Zeppelin – “The Crunge”
Mutantes – “It’s Very Nice Pra Xuxu”
Yes – ” I’ve Seen All Good People”
Yo La Tengo – “Blue Line Swinger”
Thin Lizzy – “Whiskey in the Jar”
Wilco – “Theologians”
BNegão e os Seletores de Frequência – “V.V.”
De Leve – “Essa É Pros Amigos”
Cassiano – “Onda (Poolside & Fatnotronic Edit)”
Lincoln Olivetti & Robson Jorge – “Eva”
A Cor do Som – “Palco”
Letrux – “Coisa Banho de Mar”
Spoon – “Rhthm & Soul”
Lou Reed – “Vicious”
Eurythmics – “Sweet Dreams”
Human League – “Don’t You Want Me”
Cure – “Let’s Go to Bed”
Daryl Hall & John Oates – “I Can’t Go For That (No Can Do)”
David Bowie – “Cat People (Putting Out Fire)”
Radiohead – “Bodysnatchers”
Dua Lipa – “Pretty Please”
Jessie Ware – “Adore You”
Chromatics – “Twist The Knife”
Tame Impala – “Borderline (Blood Orange Remix)”
Lana Del Rey – “Venice Bitch”
Pelados – “Entalhado na Carteira”
Fleet Foxes + Tim Bernardes – “Going-to-the-Sun Road”
Taylor Swift + Bon Iver – “Exile”
Bonifrate – “100%”
Red Hot Chili Peppers – “Breaking the Girl”
Sebadoh – “2 Years 2 Days”
R.E.M. – “Low”
Nick Cave – “Cosmic Dancer”
Fiona Apple – “Ladies”
PJ Harvey – “Down By The Water (Demo)”
Carabobina – “Pra Variar”
Warpaint – “Whiteout”
Angel Olsen – “Lark Song”
Joni Mitchell – “Day After Day”
Beatles – “Long Long Long”
Beatles – “Cry Baby Cry”

Michael Stipe está chegando…

stipe2020

Depois de mostrar três canções solo após um longo período longe da música, Michael Stipe parece estar próximo de lançar seu primeiro disco solo. Primeiro foram as faixas “Your Capricious Soul” e “Drive to the Ocean” e depois a demo de “No Time for Love Like Now”, lançada já durante a quarentena, que agora ganha um novo corpo ao lado do grupo Big Red Machine, que reúne o homem-Bon Iver Justin Vernon e o guitarrista e tecladista do grupo National Aaron Dessner, que também produziu a faixa, que ficou ainda mais linda, como eu tinha imaginado.

Bon Iver x Spoon

bon-iver-spoon

Eu não sou muito fã do Bon Iver, mas essa versão que ele gravou para essa “Inside Out” do Spoon só ao piano, quase solta no espaço, ficou fodaça.

Bon Jovi + Bon Iver: Bon Joviver

Putalamierda.

Vi lá no Stereogum.

Nesse frio, Bon Iver

E o cara tá de disco novo

Mais Anna Scouten

Ok, mais alguns minutos com a canadense que faz covers indies olhando pra webcam.


“Lovin’s For Fools” – Sarah Siskind


“I Don’t Know” – Lisa Hannigan


“Not Fire, Not Ice” – Ben Harper


“Lua” – Bright Eyes


“Between the Bars” – Elliot Smith


“The Park” – Feist

É tudo tão certinho, tudo tão bem feito e escolhido (olha esse Warhol atrás dela no vídeo da Feist!), que às vezes parece uma versão indie pro LonelyGirl15.

La Maroquinerie, Paris

Esse La Maroquinerie que eu linkei no post sobre a Céu e o Martinho da Vila é uma casa noturna exemplar em Paris, onde assisti ao show do Bloody Red Shoes (vídeo acima) que eu falei na terça. Fica num minicomplexo todo bonitinho (ah, Paris…) escondido numa rua que parece uma Teodoro Sampaio que fica bem vazia de noite. Num corredorzinho de nada, você entra numa espécie de vilinha que tem uma área de convívio a céu aberto e um lugar em que dá pra comer um lanche rápido, tomar um café ou comer um prato pequeno. Os shows começam cedo (às oito) e às dez e meia o lugar já está vazio. O palco fica em uma portinha pequena que leva a um enorme porão, que tem sua base inclinada – de forma que os artistas ficam no centro de uma espécie de teatro grego (imagine a metade do teatro do Sesc Pompéia só que com a metade da lotação). Todas as luzes ficam no palco – os artistas estão quase em cima do público. É um lugar feito para artistas de pequeno e médio porte, perfeito para os novos tempos. Achei uns showzinhos filmados na casa pra dar uma idéia do clima… Gente do tamanho do Datarock, Battles, General Elektrics, Bon Iver, Janelle Monàe, Why?, Radio 4, Joakim, J-Rocc, Little Joy, e até artistas que depois cresceram, como o Peter Doherty e a Katy Perry. Saca só:

Isso tudo pra falar três coisas: 1) São artistas deste porte que irão movimentar o mercado de música do futuro, quem crescer muito mais do que isso vai ter que lidar com publicidade, marketing e contas que vão além da música – de vez. 2) Por que São Paulo não tem mais espaços deste tipo? e 3) Quando for a Paris, dê um pulo no Maroquinerie. Depois conta.