Arte contemporânea pelas capas do Sonic Youth

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A Ana Dienstmann fez um belo post no Medium indicando como o Sonic Youth deu aos seus fãs uma pequena aula sobre arte do fim do século a partir das capas de seus discos:

“Certo dia eu percebi que, praticamente todo o meu interesse em arte contemporânea tinha sido criado e/ou melhorado pelas capas dos discos do Sonic Youth. E até hoje, geralmente quando me refiro a algum artista que eu gosto, complemento com ‘ele fez a capa do tal álbum do Sonic Youth’. (…) mesmo que você não goste da música, o Sonic Youth é definitivamente uma ótima referência para entender o mundo da arte contemporânea das últimas décadas.”

Dá uma sacada lá no post original. A imagem que ilustra esse post é uma das obras do norte-americano Mike Kelley, que foi parar na capa do Dirty, de 1992.

Alice no País da Arte Moderna

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O programador Gene Kogan aplicou cores, formas e texturas de diferentes telas clássicas do século passado à memorável cena em que Alice se encontra com o Chapeleiro Maluco na versão de Disney da obra-prima de Lewis Carroll. E, ao incluir autores tão distintos como Picasso, De Kooning, Frida Kahlo, Basquiat, Munch, Van Gogh e a nossa Tarsila do Amaral, acrescenta uma outra dimensão psicodélica à cena.

O Grande Come-Come de Kanagawa

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Um usuário do Reddit mashupou o clássico A Grande Onda Kanagawa do artista japonês Katsushika Hokusai com o Come-Come da Vila Sésamo, que as novas gerações conhecem apenas como “Cookie Monster” (essa geração que chama o Iron de Maiden…). E o resultado diz bastante sobre a cultura pop japonesa do século passado: a colisão da cultura norte-americana sobre uma tradição reverente e detalhista.

Sobre a importância de Andy Warhol

Se você ainda acha que Andy Warhol é um picareta que só pintava produtos e celebridades, saiba por esse pequeno documentário (em inglês) da PBS norte-americana porque o maior discípulo de Marcel Duchamp é um dos maiores artistas do século passado.

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Tumblr do dia: Vida sem glúten

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Esse Gluten Free Museum é um tributo à recente histeria a respeito da presença do trigo em nossa alimentação – e como sua ausência seria sentida em diferentes momentos de nossa cultura.

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Lá no tumblr tem mais.

Björk em exposição no MoMA

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É uma idéia óbvia e, no caso dela, inevitável: o Museum of Modern Art de Nova York convidou Björk para criar uma exposição sobre sua carreira, que reúne objetos pessoais, memorabilia de clipes, discos e turnês, além de filmes e sons tirados do disco-aplicativo Biophilia e uma peça central chamada Black Lake, descrita como uma “experiência imersiva de filme e música de dez minutos” criada em parceria com o diretor Andrew Thomas Huang e a empresa de 3D Autodesk. O escritor islandês Sjón também foi convocado para dar uma nova dimensão à narrativa da exposição, que ficará em cartaz a partir de março até junho desse ano, além de dar origem ao catálogo Mid-Career Retrospective with New Comissioned Piece for MoMA.

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Avisem ao André do MIS!

Pixel Pantone Arte

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O designer escocês Nick Smith recriou quadros clássicos usando exemplos de escala de Pantone, criando quadros em pixel art que não pertencem ao mundo digital. E agora ele está vendendo versões impressas das imagens em seu site. Vale emoldurar:

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Kurt Vonnegut: “Faça sua alma crescer”

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Em 2006, um ano antes de morrer, o escritor Kurt Vonnegut recebeu envelopes contendo convites de cinco alunos da Xavier High School de Nova York que eram dever de casa: os estudantes deveriam escrever para seu autor favorito e convencê-lo a fazer uma apresentação na escola apenas com uma carta. Kurt não pode ir devido à idade, mas deixou seu recado na carta que enviou de volta à escola (que vi no Letters of Note e traduzi abaixo):

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“Cara Escola Xavier de Segundo Grau, senhorita Lockwood e senhoras Perin, McFeely, Batten, Maurer e Congiusta:

Obrigado por suas cartas amigáveis. Vocês realmente sabem como animar um velho sujeito (84) em seus anos de crepúsculo. Eu não faço mais aparições públicas porque hoje pareço uma iguana.

O que devo dizer a vocês, aliás, não levaria muito tempo. A saber: pratique qualquer tipo de arte, música, canto, dança, teatro, desenho, escultura, poesia, ficção, ensaios, reportagens, não importa se forem boas ou ruins, não para ganhar dinheiro ou fama, mas pela experiência transformadora, para saber o que há dentro de você e fazer sua alma crescer.

Sério! Estou falando para começarem agora, façam arte e façam pelo resto de suas vidas. Faça um desenho bonito ou engraçado da senhorita Lockwood e entregue a ela. Dance em casa depois da escola e cante no chuveiro e siga por aí. Faça uma cara no purê de batatas. Finja que é o Conde Drácula.

Eis uma tarefa para hoje à noite e espero que a senhorita Lockwood os reprove se não a fizerem: escreva um poema de seis linhas, sobre qualquer coisa, mas rimado. Nenhum tênis é justo sem rede. Torne-o tão bom quanto você possivelmente pode. Mas não conte a ninguém o que está fazendo. Não mostre nem o recite para ninguém, nem para sua namorada, para seus pais, para ninguém, nem para a senhorita Lockwood. Ok?

Rasgue-o em pedacinhos minúsculos e os separe em lixeiras que estejam amplamente separadas umas das outras. Você encontrará que você já foi gloriosamente recompensado por seu poema. Você experimentou a transformação, aprendeu muito sobre o que há dentro de você e fez sua alma crescer.

Deus abençoe a todos!

Kurt Vonnegut”

No Open Culture eu vi um vídeo com a carta narrada, e abaixo segue o texto original em inglês):

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