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Matrix 4 está vindo aí e funcionou como gancho para que eu e André Graciotti voltássemos no tempo na edição desta semana do Cine Ensaio para rever como o filme dos irmãos – hoje irmãs – Wachowski parece mais importante hoje do que quando foi lançado há vinte anos. Na época, imaginávamos que iríamos entrar em um ambiente cibernético a partir de conexões neurológicas, mas o que vimos foi este mundo digital invadindo o que nos referimos como realidade, misturando conceitos e nos fazendo pensar ainda mais no tal deserto do real.

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Mais uma novidade por aqui: além da seção On the Run, em que compilo, sazonalmente, mixtapes, DJ sets e outras sequências de músicas enfileiradas por DJs e produtores, desta vez transformo a hashtag que usava pra fotografar minhas caminhadas pelo bairro em outra seção de música contínua: The Walk é a trilha sonora dos meus passeios diários pelo bairro, caminhadas em que delimito as fronteiras do meu território ao mesmo tempo em que desbravo calçadas por aí – e podem ser mixtapes e DJ sets, Vidas Fodonas antigos ou apenas discos inteiros. Caminho todos os dias, mas os posts pintam aqui sempre que aparecer inspiração. E começo com esse DJ set maravilhoso que os Chemical Brothers lançaram no final dos anos 90, Brothers Gonna Work it Out. A foto dos posts é sempre uma imagem que tiro no passeio.

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Os manos químicos sacodiram o pó que juntou em cima dos discos durante a quarentena e solta esse DJ set precioso, lançado no final do ano passado como um presente de natal aos fãs. Na mistura, os Chemical Brothers – que são tão fodas produzindo quanto discotecando – soltam John Lyndon com Afrika Bambaataa, James Brown com Sault, Undisputed Truth, Instant Funk e algumas faixas misteriosas que eles nem dizem quais são. E, com eles, você sabe: ninguém fica parado – nem os quadris, os pés ou os neurônios.

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E essa pérola desenterrada pelo Pedro Fontes e destacada pelo André Paste em seu blog Fuleiragem? Nosso pai João Gilberto descortina na França, em 1989, uma versão maravilhosa para “Caymmi Mostra Ao Mundo O Que A Bahia E A Mangueira Tem”, samba-enredo com o qual a Mangueira venceu do carnaval de 1986 no Rio de Janeiro.

Uma maravilha pra ser ouvida repetidas vezes… Continue

O primeiro grande disco de 2021 já está pintando no horizonte. Já no ano passado mesmo o produtor norte-americano Madlib acendeu a luz amarela nos radares dos caçadores de música boa ao anunciar que iria lançar um disco em colaboração com o inglês Four Tet. A parceria foi anunciada com a excelente “Road Of The Lonely Ones”, uma das melhores músicas do ano passado, e agora ele segue mostrando “Hopprock”, além de anunciar a capa e o nome das faixas de Sound Ancestors, que foi gravado por ele em Los Angeles por anos e editado pelo compadre transatlântico em sua casa na Inglaterra ou em voos cruzando o mundo. O disco sai no dia 29 de janeiro e já está em pré-venda – saca a música nova aqui. Continue

Sempre no começo de todo ano, o Poolside do californiano Jeffrey Paradise lança algo para já deixar todos no ritmo da nova jornada – e este ano ele resolveu abrir com essa deliciosa “I Feel High”, que apare com duas versões, uma ao lado da dupla Drama e outra com vocais de Ben Browing. Difícil escolher a melhor.

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Nunca fui muito chegado nessa banda Fountains D.C., mas não tem nada que um bom remix não faça, né? Ainda mais quando este vem pelas mãos da nossa dupla de irmãos favorita – e esse trato que o Soulwax deu em “A Hero’s Death” deu à canção um rumo completamente novo – e fodaço.

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Em mais um programa dedicado a conversar sobre música, chamei minha querida amiga Mariana “Piky” Candeias, para puxar por sua memória musical e reconstruir sua relação com discos e artistas a partir de sua trajetória. Ela, que tem a empresa de assessoria de imprensa Batucada Comunicação (https://www.batucadacomunicacao.com/site/), trabalhou com diferentes gravadoras, como Warner, Abril, Trama e Deck, além de ter passado pela fase áurea da MTV nos anos 90. Ela aproveita para recapitular a evolução de seus hábitos musicais e como eles moldaram seu próprio gosto.

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Thiago França me chamou para participar mais uma vez de seu podcast – e além de ter sido o primeiro convidado a participar mais de uma vez do programa, ainda pude participar da primeira edição presencial do Sabe Som depois do início da pandemia – cuidando, claro, dos protocolos de segurança. O papo foi sobre a produção musical do ano passado e ainda contou com participações remotas de GG Albuquerque, Isabela Yu, Bernardo Oliveira e Pérola Mathias. Confere aí embaixo. Continue

Finalmente consegui conversar com Anelis Assumpção sobre seu agitado 2020 – um ano que começou com o encerramento da peça musical que fez em homenagem a seu pai Itamar Assumpção – a arrebatadora Pretoperitamar – e seguiu com o lançamento de sua discografia em todas as plataformas digitais para finalizar com o Museu Itamar Assumpção, projeto em que trabalhava há anos – uma oportunidade também de criar outros pontos de conexão com a vida e a obra do próprio pai. Na edição desta semana do meu programa sobre música brasileira Tudo Tanto também falamos sobre como ela está encarando a quarentena, sobre processo criativo nestes dias estranhos e sua incursão pelo universo dos livros, um deles em parceria com Kiko Dinucci.

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