Música

Phil Spector, produtor que ajudou a definir o som da segunda metade do século, morreu neste sábado, na cadeia. Ele inventou a produção “wall of sound”, que dava um ar grandiloquente e suntuoso para pequenas joias pop – a mais conhecida, deste período, é a imortal “Be My Baby”. Ajudou a parir clássicos como “You’ve Lost that Loving Feeling” e “River Deep, Mountain High”, além de ter produzido o último disco dos Beatles – o único a não ser produzido por George Martin -, o póstumo Let it Be. Também trabalhou com John Lennon, George Harrison, Leonard Cohen e com os Ramones. Junto de sua fama de produtor espartano, vinha junto a péssima reputação como ser humano – misógino e paranoico, ia armado para todas as gravações e apavorava músicos e intérpretes ameaçando-os de morte, além de ter torturado psicologicamente sua esposa Ronnie Spector, uma das Ronettes, que teve de fugir de casa para salvar-se, e ser acusado por dois de seus filhos de tê-los molestados quando ainda eram crianças. Sua carreira terminou a partir da morte de outra esposa, Lana Clarkson, em 2003, que finalmente o levou à cadeia em 2009, onde permaneceria preso até 2024, quando poderia sair sob condicional. Mas foi vítima do covid-19 e morreu devido a complicações após ter contraído a doença.

Como é bom conversar sobre música, não é? Começo o ano com mais uma edição de um programa dedicado a isso, chamando a querida Dora Guerra, da newsletter Semibreve, para conversar sobre Beatles, Fiona Apple, a ascensão do pop e a decadência do rock, o TCC que ela escreveu sobre a Beyoncé, pista de dança, os discos indies da Taylor Swift e a volta da disco, entre vários assuntos que surgiram num programa dedicado a isso.

Assista aqui: Continue

Chamei o autor do melhor disco de 2020, o grande Kiko Dinucci, para discutir a história deste seu Rastilho e sua reconexão com o violão, contando como o disco se materializou de um acidente de skate ao seu lançamento no início do ano. Falamos sobre como o disco capturou o clima da quarentena antes de ela começar, dos bastidores da primeira live deste novo momento e, inevitavelmente, da situação política e social do Brasil.

Assista aqui: Continue

Na primeira edição do ano do Artejornalismo, programa dedicado a falar sobre profissionais que cobrem música já na época da internet, converso com Diego Pessoa, pernambucano que nem mesmo se considera jornalista, mesmo que seu trabalho esteja entre as principais referências online deste século, seja antecipando lançamentos ou fazendo registros não-oficiais no site Hominis Canidae. Também falamos sobre seu interesse original por música e como ele começou no jornalismo, ainda no tempo dos fanzines, sua atuação na revista Mi, a mudança de Recife para Teresina e os planos futuros do site, que agora também é um selo.

Assista aqui: Continue

“It was a dark day in Dallas, November ’63…”

Foto: José de Holanda

“…”

“Every time I think that I’ve been takin’ the steps, you end up mad at me for makin’ a mess”

“You say my name like I have never heard before”

“My dog and my man and my music is my holy trinity”

Foto: Vitória Proença

kiko

“Queima, deixa arder, virar cinza, fumaça…”