Loki

radiohead-2016

O Radiohead está fazendo sua parte para manter todos em casa e começou a abrir seu baú de memórias publicando apresentações ao vivo na íntegra em seu canal no YouTube: “Agora que você não tem opção a não ser curtir uma noite tranquila em casa, apresentamos os primeiros de uma série de shows ao vivo da Radiohead Public Library que vão para o nosso canal no YouTube”, avisou o grupo em sua conta no Instagram. Eles começaram com um show em Dublin, na Irlanda, no ano 2000…

….e depois com um show em Berlim em 2016.

Que venham outros tantos!

jamie-xx

O produtor inglês Jamie Xx aproveitou a quarentena para oficializar o lançamento da surpreendente “Idontknow”, que já havia mostrado no ano passado mas nunca tinha lançado de fato. A faixa aponta um novo rumo para suas produções, mas ninguém sabe se vem disco novo por aí.

Tomara que venha. pois seu último disco, o ótimo In Colour, foi lançado há cinco (!) anos.

jamie-xx-idontknow

the-streets-2020

Sem lançar disco desde 2011, o rapper inglês Mike Skinner, que também atende pelo codinome The Streets, anunciou uma mixtape cheia de convidados, None of Us Are Getting Out of This Life Alive (eis a capa acima), que será lançada no próximo mês de julho. E para iniciar os trabalhos, ele chamou ninguém menos que Kevin Parker, do Tame Impala, para mostrar o tom deste trabalho. “Call My Phone Thinking I’m Doing Nothing Better” abre a mixtape, que ainda conta com participações de nomes como o grupo Idles, Ms Banks, entre outros. A improvável colaboração, que pode ser ouvida abaixo, não chega a empolgar, mas funciona, principalmente levando em conta os extremos reunidos nesta equação.

A mixtape já está em pré-venda.

moraes-moreira

Que tristeza começar a semana com uma notícia dessas… Mais que peça central em um dos grupos mais importantes da nossa música, Moraes Moreira ampliava o cancioneiro nordestino para além das fronteiras estaduais e compôs algumas das canções mais bonitas e fortes da música brasileira. Vai em paz…

aphextwin

Pouco antes da última vez que anunciou um novo álbum (Syro foi lançado em 2014 – já vão seis anos!), o produtor inglês Aphex Twin começou dar sinal de vida soltando faixas inéditas aleatórias em uma conta quase anônima no Soundcloud, user18081971. Mesmo após o lançamento do álbum, a conta continuou ativa e vez por outra o produtor lança algo novo por lá, tornando este perfil em sua fonte mais confiável de notícias, uma vez que tornou-se recluso inclusive digitalmente.

Mas há poucos dias ele começou a soltar algumas faixas, possivelmente motivado pela morte do pai, Derek, que chegou inclusive a colaborar em algumas faixas do filho, com vocais sampleados. Mas o conjunto de novas canções, sempre com títulos enigmáticos, como “s8v1 [brooklyn]”, “prememory100N pt2” ou “m11st lon” vão para o extremo oposto onde o produtor estava nos últimos anos, apostando no ambient mais delicado ou em faixas de baixa densidade que mesmo quando o BPM pega, apontam para a contemplação.

Numa delas, a belíssima “qu1”, em que havia dedicado para seu pai, apagando o comentário depois, ele chega a conversar com os fãs inclusive sobre a morte do pai: “Não faz sentido preparar-se para a morte de seus pais, é um desperdício completo de tempo pois você não sabe como vai ser, você não tem ideia e precisa passar seu tempo apreciando seus queridos enquanto você pode, se puder. Eu sei que isso parece óbvio, mas eu pensava muito nisso… Tentar me preparar para isso, mas fui burro.” Anteriormente, ele havia falado que a morte de seu pai não estava ligado à epidemia do coronavírus.

Agora… Se vem disco aí ou não é sempre uma dúvida…

Como se fosse 1995

pavement1995

O Pavement preparava-se para fazer mais shows este ano – a princípio nas duas edições, a lusitana e a catalã, do festival Primavera -, mas, como todos os artistas, teve que segurar as pontas, cancelar os shows e repensar seu futuro próximo. E como 1995 marca o 25° aniversário de seu clássico Wowee Zowee, sua gravadora Matador inventou um item colecionável para atiçar os ímpetos consumistas de seus fãs e criou um compacto em vinil em formato de balão – como o nome do grupo originalmente aparece no disco – reproduzindo a pintura da capa em um picture disc que traz duas músicas que ficaram de fora do álbum, “Sensitive Euro Man” e “Brink of the Clouds/Candylad”. As duas faixas já haviam sido reveladas quando o grupo revisitou o álbum na edição Sordid Sentinels em 2006, mas este formato é uma novidade para o grupo:

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O disco já está à venda no site da gravadora Matador – e tem edição limitada.

washedout2020

Ernest Green, que responde pelo Washed Out, tinha planos de lançar um novo single no final de março, após filmar um clipe para sua nova música, “Too Late”, que iria fazer na costa italiana, tendo como inspiração o por do sol no Mar Mediterrâneo. Mas a pandemia do coronavírus o fez cancelar seu plano original, que foi transferido para a Espanha… logo que o país entrou também em quarentena. Uma última tentativa foi feita na Inglaterra, que também começou a sofrer com a doença, o que o fez mudar completamente de ideia. Publicou em seu Instagram um pedido para os fãs enviarem cenas do por do sol, mesmo que fossem feitas fora da quarentena, e a partir de mais de 1.200 vídeos, ele montou o clipe, que traz sua atmosfera tranquila para este momento tão bizarro que vivemos.

Mas ele também não sabe quando irá lançar mais algo, embora esteja otimista em relação ao futuro de sua banda após toda essa situação que estamos passando.

rita-lee-saude

Nossa Senhora do Rock Brasileiro deu notícias neste sábado de aleluia: Rita Lee, que cada vez tem se tornado mais reclusa, usou seu Instagram para dar uma mensagem de otimismo e pra mostrar que, apesar de tudo, ela está ótima, cantando a clássica “Saúde” acompanhada do marido Roberto de Carvalho.

“Enquanto estou viva e cheia de graça, talvez ainda faça um monte de gente feliz” – esse “talvez” é pura modéstia, diz aí…

thenational2020

O grupo norte-americano The National estava preparando o lançamento da edição de aniversário de dez anos de seu disco de 2010 High Violet e pretendia começar a aquecer a expectativa do público lançando online o registro que os documentaristas D.A. Pennebaker e Chris Hegedus fizeram do show que o grupo fez para lançar o disco na suntuosa Brooklyn Academy of Music, em Nova York, quando a pandemia obrigou todo mundo a mudar seus planos uma vez que apresentações ao vivo tinham sido riscadas da programação do planeta. Aproveitando o material que tinha na agulha, o grupo lançou o show de 2010 na última segunda de março e estabeleceu o dia da semana como o dia do lançamento das íntegras de seus shows em seu canal no YouTube.

A sacada do grupo foi participar da primeira transmissão, fazendo os fãs do grupo assistirem ao show na hora em que ele é lançado, pois seus integrantes estariam online em suas casas comentando o show em tempo real. Batizaram o evento de An Exciting Communal Event e toda segunda, às 18h, eles comentam apresentações ao vivo de outras fases da banda. Baita ideia – simples e eficaz.

Como se não bastasse isso, o grupo ainda anunciou que reverteria todo o lucro de sua loja online para os doze integrantes de sua equipe ao vivo. “Nossa equipe é a alma das nossas turnês e se tornou uma família ao longo dos muitos anos em que trabalhamos juntos”, explicou o grupo em um anúncio. Belo gesto, ainda mais que a própria edição de dez anos do High Violet (que já está em pré-venda) também entra nesta conta. Muito bem.

pipo

O músico e produtor paulista Pipo Pegoraro começou o ano lançando seu ótimo Antropocósmico, disco de jazz funk instrumental que passeia pela música eletrônica, o pop do inicio dos anos 80 e pelo trip hop em uma viagem pesada ao lado do baterista Daniel Pinheiro, do trombonista Victor Fão e do percussionista Ricardo Braga. Pilotando sintetizadores e baixo, o músico e produtor lança o primeiro clipe deste trabalho em primeira mão no Trabalho Sujo, uma versão visual para a faixa-título em que o animador Vital Pasquale transformou o groove repetitivo da faixa em uma jornada retrô e psicodélica, misturando o espaço sideral, a geometria e o corpo humano como elementos de uma viagem intergalática – para dentro.