Jornalismo

Segunda pérola de João Gilberto que ressurge em 2021 pelas mãos do produtor e pesquisador Pedro Fontes. Ele primeiro foi linkado por André Paste, que mostrou João na França, no fim dos anos 80, tocando sozinho um hino da Mangueira. Agora é o GG Albuquerque que pinça uma gravação feita na TV Tupi no início dos anos 70, quando João se dispôs a gravar com Caetano Veloso e Gal Costa num momento em que Caetano ainda estava no exílio. Ele voltou ao país para o aniversário de 40 anos do casamento dos pais, em um movimento armado por Maria Bethania, que conseguiu autorização com os militares para que ele pudesse retornar, ao menos temporariamente. Além da festa familiar na Bahia, a visita também rendeu um especial feito para a TV Tupi, em São Paulo, quando João, Gal e Caetano gravaram uma hora e meia de clássicos da música brasileira com a participação do guitarrista Lanny Gordin tocando violão. É justamente este material que Pedro teve acesso e disponibilizou em seu canal no YouTube. Infelizmente, a última parte da gravação se perdeu, mas seus dois primeiros terços reúnem pérolas como “Retrato em Branco e Preto”, “Chega de Saudade”, De Noite na Cama”, “Você Já Foi à Bahia?”, “Baby”, “Saudosismo”, “Falsa Baiana”, “Asa Branca”, “Saudosismo”, “Desafinado” e tantas outras.

Clássico é pouco – ouça aqui. Continue

Mais uma novidade por aqui: além da seção On the Run, em que compilo, sazonalmente, mixtapes, DJ sets e outras sequências de músicas enfileiradas por DJs e produtores, desta vez transformo a hashtag que usava pra fotografar minhas caminhadas pelo bairro em outra seção de música contínua: The Walk é a trilha sonora dos meus passeios diários pelo bairro, caminhadas em que delimito as fronteiras do meu território ao mesmo tempo em que desbravo calçadas por aí – e podem ser mixtapes e DJ sets, Vidas Fodonas antigos ou apenas discos inteiros. Caminho todos os dias, mas os posts pintam aqui sempre que aparecer inspiração. E começo com esse DJ set maravilhoso que os Chemical Brothers lançaram no final dos anos 90, Brothers Gonna Work it Out. A foto dos posts é sempre uma imagem que tiro no passeio.

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Os manos químicos sacodiram o pó que juntou em cima dos discos durante a quarentena e solta esse DJ set precioso, lançado no final do ano passado como um presente de natal aos fãs. Na mistura, os Chemical Brothers – que são tão fodas produzindo quanto discotecando – soltam John Lyndon com Afrika Bambaataa, James Brown com Sault, Undisputed Truth, Instant Funk e algumas faixas misteriosas que eles nem dizem quais são. E, com eles, você sabe: ninguém fica parado – nem os quadris, os pés ou os neurônios.

Aumenta o som e ouve aqui! Continue

E essa pérola desenterrada pelo Pedro Fontes e destacada pelo André Paste em seu blog Fuleiragem? Nosso pai João Gilberto descortina na França, em 1989, uma versão maravilhosa para “Caymmi Mostra Ao Mundo O Que A Bahia E A Mangueira Tem”, samba-enredo com o qual a Mangueira venceu do carnaval de 1986 no Rio de Janeiro.

Uma maravilha pra ser ouvida repetidas vezes… Continue

O primeiro grande disco de 2021 já está pintando no horizonte. Já no ano passado mesmo o produtor norte-americano Madlib acendeu a luz amarela nos radares dos caçadores de música boa ao anunciar que iria lançar um disco em colaboração com o inglês Four Tet. A parceria foi anunciada com a excelente “Road Of The Lonely Ones”, uma das melhores músicas do ano passado, e agora ele segue mostrando “Hopprock”, além de anunciar a capa e o nome das faixas de Sound Ancestors, que foi gravado por ele em Los Angeles por anos e editado pelo compadre transatlântico em sua casa na Inglaterra ou em voos cruzando o mundo. O disco sai no dia 29 de janeiro e já está em pré-venda – saca a música nova aqui. Continue

Sempre no começo de todo ano, o Poolside do californiano Jeffrey Paradise lança algo para já deixar todos no ritmo da nova jornada – e este ano ele resolveu abrir com essa deliciosa “I Feel High”, que apare com duas versões, uma ao lado da dupla Drama e outra com vocais de Ben Browing. Difícil escolher a melhor.

Saca só. Continue

Nunca fui muito chegado nessa banda Fountains D.C., mas não tem nada que um bom remix não faça, né? Ainda mais quando este vem pelas mãos da nossa dupla de irmãos favorita – e esse trato que o Soulwax deu em “A Hero’s Death” deu à canção um rumo completamente novo – e fodaço.

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Thiago França me chamou para participar mais uma vez de seu podcast – e além de ter sido o primeiro convidado a participar mais de uma vez do programa, ainda pude participar da primeira edição presencial do Sabe Som depois do início da pandemia – cuidando, claro, dos protocolos de segurança. O papo foi sobre a produção musical do ano passado e ainda contou com participações remotas de GG Albuquerque, Isabela Yu, Bernardo Oliveira e Pérola Mathias. Confere aí embaixo. Continue

Era inevitável que entrevistasse o Marcelo Costa, capo do site Scream & Yell, no meu programa dedicado ao jornalismo que cobre música, por isso dediquei o primeiro Jornalismo-Arte de 2021 a repassar sua trajetória, começando nos tempos de quando o site ainda era um fanzine impresso distribuído gratuitamente a partir do interior de São Paulo, a se tornar uma das principais referências do jornalismo independente que cobre música e cultura no país. Marcelo aproveita para falar das aulas que tomou durante a vida, assume que nunca teve iniciativa como gostaria (mas que sempre seguiu as que a vida lhe apresentou), repassa diferentes fases do site e como consegue geri-lo há mais de vinte anos.

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Eis o resultado do prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, que foi divulgado na noite desta segunda-feira.

Artista do ano: Teresa Cristina
Artista revelação: Jup do Bairro, pelo álbum Corpo sem Juízo
Melhor live: Caetano Veloso
Melhor disco: Rastilho, de Kiko Dinucci

Faço parte da comissão julgadora de música popular, que escolheu os vencedores acima, ao lado de Roberta Martinelli, Marcelo Costa, Adriana de Barros, Pedro Antunes e José Norberto Flesch.