Jornalismo-Arte

Capo do site Radiola Urbana, Ramiro Zwetsch está também à frente da loja Patuá Discos e está envolvido com um novo programa da TV Cultura, depois de anos longe do estúdio da Fundação Padre Anchieta, onde trabalhou por anos no Metrópolis e participou da criação do Manos e Minas. Mas isso é só o que ele tem feito atualmente – aproveito esta edição do Jornalismo-Arte para ouvi-lo falar sobre a Festa Fela, o projeto Rotações e outras invenções que criou nos últimos anos, sempre filtrando-os com o olhar jornalístico.

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Vamos às origens daquilo que a gente chama de jornalismo musical moderno com um longo papo com um dos pilares do gênero. Alex Antunes dividia-se entre o ativismo político, o início do punk e a cobertura das transformações culturais que aconteciam no fim da ditadura militar no final dos anos 70 até que misturou estes três polos ao começar a escrever sobre música, primeiro em fanzines e na ancestral Somtrês até ser um dos primeiros grandes nomes da recém-lançada revista Bizz. Com passagens por algumas das principais redações do país, ele equilibrava-se entre o jornalismo, a vida de artista underground (à frente dos grupos Akira & As Garotas Que Erraram e Shiva Las Vegas) e o xamanismo, que lhe rendeu seu primeiro romance. Uma viagem no tempo que dá a esta edição do Jornalismo-Arte ares de arqueologia, mas sem que nunca fique uma sensação de nostalgia ou saudade, afinal o bom é ouvir Alex contar histórias sensacionais, que vão de como ele parou de falar com Mario Sergio Conti, como fundou a revista Set, como lançou a carreira de produtor do Miranda ou como fez o último passeio de carro ao lado do mitológico Celso Pucci.

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Em mais uma edição do meu programa sobre jornalismo e música, convido a querida Patrícia Palumbo para repassar sua trajetória e contar suas incríveis aventuras no rádio brasileiro, contando também como criou seu tradicional Vozes do Brasil e se reinventou mais uma vez ao criar, logo no início da quarentena, o podcast Peixe Voador.

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Toda semana estou aqui em meu canal conversando sobre jornalismo e música e desta vez convoquei o chapa Lúcio Ribeiro para contar sua trajetória profissional, que culminou com uma das principais referências musicais da internet, seu site Popload, que aos poucos começou a realizar shows, programas de rádio e, finalmente, tornou-se um dos principais festivais do país. O papo volta para o início dos anos 90, fala sobre a chegada da internet às redações, como ele entrou em contato com os Strokes antes do primeiro disco e como tornou-se DJ sem querer.

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Em mais um programa dedicado a jornalismo e música, converso com o compadre Camilo Rocha, pilar da dance music brasileira, quando convergiu crítica e reportagem ao redor da então incipiente música eletrônica. Jornalista e DJ, ele trouxe o conceito de rave para o Brasil ao mesmo tempo em que abriu espaço para estes artistas pelos veículos que passou, da Bizz ao Vírgula, passando pela fundação do clássico Rrraurl, UOL, Estadão e finalmente o Nexo, onde trabalha hoje. E antecipa o livro que está terminando, com previsão de lançamento ainda para este ano.

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Em mais um programa dedicado a cobrir o jornalismo que cobre música, desta vez vou ao Rio Grande do Sul, conversar com o compadre Marcelo Ferla, que passou por rádio e gravadora antes de começar a escrever reportagens e fazer entrevistas. Colunista da Zero Hora nos anos 90, ele logo entendeu a mudança na área com a chegada da internet e passou a produzir conteúdo para diferentes projetos enquanto conseguia tocar suas próprias iniciativas – e repasso sua trajetória numa conversa que tenta expandir os horizontes da área.

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Era inevitável que entrevistasse o Marcelo Costa, capo do site Scream & Yell, no meu programa dedicado ao jornalismo que cobre música, por isso dediquei o primeiro Jornalismo-Arte de 2021 a repassar sua trajetória, começando nos tempos de quando o site ainda era um fanzine impresso distribuído gratuitamente a partir do interior de São Paulo, a se tornar uma das principais referências do jornalismo independente que cobre música e cultura no país. Marcelo aproveita para falar das aulas que tomou durante a vida, assume que nunca teve iniciativa como gostaria (mas que sempre seguiu as que a vida lhe apresentou), repassa diferentes fases do site e como consegue geri-lo há mais de vinte anos.

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Maior prazer em receber o mestre Calbuque, o pai do jornalismo dub, na edição desta semana do Jornalismo-Arte e ele recupera sua trajetória desde as primeiras vezes em que começou a procurar saber mais sobre música e, mesmo com formação acadêmica indo para o lado da biologia, como isso o levou para o jornalismo, onde começou a reinvenção da linguagem ao comandar o Rio Fanzine ao lado de Tom Leão, com a benção de Ana Maria Bahiana, inspirando novos jornalistas em todo o país. Ele também fala de sua aproximação com as picapes e seus projetos para além do jornalão, tanto na curadoria musical quanto na internet.

Dissecando mais uma vez a relação da música com o jornalismo no Brasil, chamei a querida carioca Kamille Viola para contar sua trajetória – ela que está lançando seu primeiro livro, sobre o disco África-Brasil de Jorge Ben e aproveita esta deixa para voltar para o início da internet no Brasil,. quando redações de jornais ainda eram objetivo de estudantes de jornalismo, e traça sua carreira cobrindo música para a Bizz, o jornal O Dia e suas duas revistas eletrônica, Bala e Vertigem, lançadas em momentos muito distintos. Ainda falamos sobre a dificuldade da vida como autônomo e da precarização do jornalismo cultural nas últimas décadas, além de lembrar de nosso querido irmão Fred Leal.

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E pela primeira vez neste programa dedicado a falar sobre o jornalismo que cobre música, convido alguém que começou já na internet. Embora Gaía Passarelli tenha passagens pelo impresso e pela TV, foi na internet que ela começou e onde se estabeleceu. Primeiro com o primordial Rraurl, site referência na divulgação e cobertura do início da música eletrônica e sua cultura intensa no Brasil, para depois passar pela MTV, se aventurar pelo YouTube, lançar um livro sobre viajar sozinha – o que a fez refletir sobre o papel da mulher nesta cena jornalística – até chegar ao Buzzfeed Brasil, onde trabalha atualmente. Refaço esta trajetória com sua ajuda buscando também refletir sobre seu interesse por música, se tornar uma personalidade televisiva e entender o que estamos atravessamos durante esta quarentena.