Quando Madlib encontra com o Four Tet

Kieran Hebden, o gênio inglês da eletrônica que todos conhecemos pelo apelido de Four Tet, revelou, em sua conta no Instagram, que está finalizando um disco ao lado de seu compadre Madlib, um dos principais produtores de hip hop de todos os tempos. abriu os trabalhos de seu próximo álbum, Sound Ancestors, em parceria com o compadre inglês, deve ser lançado em janeiro pelo selo do próprio produtor norte-americano e os trabalhos foram abertos com esta deliciosa “Road of the Lonely Ones”:

Que belezura.

Polimatias: Organizar e classificar

Instigado por um comentário de um espectador, eu e Polly Sjobon explicamos a forma como organizamos nossas coleções e nossos mergulhos culturais, cada um à sua maneira: ela, arquiteta de formação, supermetódica e eu, jornalista por vocação, completamente caótico. E explicamos melhor porque nos organizamos desta forma e como isso ajuda inclusive a melhorar essa nossa capacidade de fruição no último Polimatias de 2020.

Canta, James Blake

O cantor e compositor inglês James Blake dedica-se à sua faceta como intérprete, que exerceu em diversos momentos desta quarentena, apresentando o EP Covers, que traz versões para Billie Eilish (“When the Party’s Over”), Stevie Wonder (“Never Dreamed You’d Leave in Summer”), Joy Division (“Atmosphere”), Frank Ocean (“Godspeed”) e Roberta Flack (“The First Time Ever I Saw Your Face”), além de uma versão para “When We’re Older”, da trilha sonora do filme Black is King, que Beyoncé lençou no meio deste ano e que Blake batizou de “Otherside”.

Coisa fina.

Bom Saber #034: Ramon VItral

Vamos falar de quadrinhos? Juntei a necessidade de ampliar as pautas do Bom Saber, meu programa semanal de entrevistas, com a vontade de voltar a conversar com um velho amigo e convidei o jovem Ramon Vitral para falar tanto sobre sua trajetória como referência crítica brasileira nas HQs quanto para comentar a excelente fase que ele vem atravessando, tanto do ponto de vista criativo quanto do ponto de vista do mercado editorial – ele que é fruto justamente desta mudança que vem acontecido com o meio nos últimos vinte anos. E, claro, pedi para que ele desse algumas dicas pra quem quiser se inteirar mais sobre as novidades desta arte atualmente.

Vida Fodona #702: Festa-Solo (21.12.2020)

O Festa-Solo volta às segundas – e esse foi inteirinho de música brasileira…

Jorge Ben – “Minha Teimosia, uma Arma pra te Conquistar”
Juçara Marçal + Kiko Dinucci – “São Jorge”
Maria Bethania – “Festa”
Gilberto Gil – “Back in Bahia”
Rita Lee – “Agora Só Falta Você”
Mopho – “Nada Vai Mudar”
Jupiter Apple – “Over the Universe”
Chico Science & Nação Zumbi – “Criança de Domingo”
Céu – “Comadi”
Anelis Assumpção – “Receita Rápida”
BaianaSystem – “Cigano”
Marcos Valle – “Mentira (Chega de Mentira)”
DJ Cremoso – “Modern Love”
Tulipa Ruiz – “A Ordem Das Árvores”
Elizangela – “Pertinho de Você”
Lulu Santos – “Advinha O Quê”
Erasmo Carlos – “Eu e Maria”
Marina Lima – “Corações a Mil”
Maglore – “Me Deixa Legal”
Letrux – “Coisa Banho de Mar”
Ana Frango Elétrico – “Devia Ter Ficado Menos”
Fagner – “Cartaz”
Gonzaguinha – “Lindo Lago do Amor”
Caetano Veloso – “A Litle More Blue”
Marechal – “Primeiro de Abril”
Flora Matos – “Perdendo o Juízo”
Garotas Suecas – “Bucolismo”
Beto Cajueiro – “Sistema da Vida”
Cassiano – “Central do Brasil”
Curumin – “In The Hot Sun of a Christmas Day”
Bruno Schiavo – “Lambada”
Pelados – “Sozinho”

É tão bom ver os Beatles se divertindo…

O diretor neozelandês Peter Jackson cumpre a promessa que fez quando anunciou o documentário Get Back, sobre a última gravação que os Beatles fizeram juntos, que gerou o infame e tenso filme Let it Be, e mostra John, Paul, George e Ringo se divertindo pacas enquanto gravam o que seria o disco Get Back, nas primeiras cenas que ele apresenta de seu filme, que estreará no ano que vem.

E além dessas cores e definições maravilhosas, é tão bom ver os Beatles se divertindo… Eu chorei duas vezes.

DM: Dezembro, esse inferno

Dez

Será que esse último mês foi o pior mês deste bizarro 2020? O quanto a expectativa sobre o fim do ano e a negação do brasileiro em relação à quarentena transformou estes últimos trinta dias num dos períodos mais desgastantes de um ano pra lá de exaustivo. Eu e Dodô Azevedo embarcamos no último DM de 2020 puxando referências tão díspares quanto como a revolução industrial matou a noite, o Popol Vuh, Carl Jung, Tenet, nosso histórico de natais e reveillons, o From Hell colorido, a solidão do fim de ano e as adversidades que nos unem.

Vida Fodona #701: O início da fase imperial

Virando o disco, entrando em uma nova fase…

U2 – “Lemon”
Incredible Bongo Band – “Apache”
Kylie Minogue – “Where Does The DJ Go?”
Tame Impala – “Let It Happen”
Michael Jackson – “Billie Jean”
Talk Talk – “It’s My Life”
Thundercat – “Friend Zone”
Nelly Furtado + Timbaland – “Give It To Me”
Todd Terje – Preben Goes to Acapulco (Prins Thomas remix)
Ting Tings – “Shut Up And Let Me Go”
Primal Scream – “Kowalski”
Underworld – “Born Slippy”
Death in Vegas + Iggy Pop – “Aisha”

Aparelho: A grande mentira sobre o brasileiro

Mais uma vez reunidos, eu, Vladimir Cunha e Emerson Gasperin seguimos uma nova reunião do Aparelho: Jornalismo-Fumaça, desta vez partindo do compasso de espera pela vacinação para bater de frente em uma mentira contada sobre o brasileiro nos últimos anos – a de que um povo esculhambado e sem vergonha como esse fosse moralista e que abre mão de um estado forte para ficar na mão-boba invisível do mercado. No meio do caminho, falamos sobre pornografia sueca, passar a mão na bunda do guarda, mendigos empreendedores, o disco mais censurado depois da ditadura militar, Genival Lacerda, a grande lição da fábula capitalista, o fim do funk proibidão, como o Paulo Guedes parece com o Mxyzptlk, qual a relação entre jingle bell e o fim do papel, a guinada à direita (?!) de Luciano Huck, onde o comunismo deu certo, a iminência dos saques, a música de duplo sentido como música de protesto e como pagar as contas com o poder da mente.

Vários Artistas: Luciano Kalatalo

Seguindo mais uma edição do meu novo programa dedicado às conversas sobre música, desta vez chamei outro compadre de noites de festa: o conterrâneo Luciano Kalatalo, com quem dividi as cabines de discotecagem pelo país como a dupla Gente Bonita. A festa que começamos em 2006 é o começo do papo, que inevitavelmente vai para outra de suas grandes realizações, que é a fundação de um dos fanzines mais importantes dos anos 90, o mitológico Tupanzine, além de suas novas descobertas musicais – ele que segue discotecando na quarentena, nem que apenas para os vizinhos.