Jornalismo-Arte

Maior prazer em receber o mestre Calbuque, o pai do jornalismo dub, na edição desta semana do Jornalismo-Arte e ele recupera sua trajetória desde as primeiras vezes em que começou a procurar saber mais sobre música e, mesmo com formação acadêmica indo para o lado da biologia, como isso o levou para o jornalismo, onde começou a reinvenção da linguagem ao comandar o Rio Fanzine ao lado de Tom Leão, com a benção de Ana Maria Bahiana, inspirando novos jornalistas em todo o país. Ele também fala de sua aproximação com as picapes e seus projetos para além do jornalão, tanto na curadoria musical quanto na internet.

Dissecando mais uma vez a relação da música com o jornalismo no Brasil, chamei a querida carioca Kamille Viola para contar sua trajetória – ela que está lançando seu primeiro livro, sobre o disco África-Brasil de Jorge Ben e aproveita esta deixa para voltar para o início da internet no Brasil,. quando redações de jornais ainda eram objetivo de estudantes de jornalismo, e traça sua carreira cobrindo música para a Bizz, o jornal O Dia e suas duas revistas eletrônica, Bala e Vertigem, lançadas em momentos muito distintos. Ainda falamos sobre a dificuldade da vida como autônomo e da precarização do jornalismo cultural nas últimas décadas, além de lembrar de nosso querido irmão Fred Leal.

jornalismo-arte-06-gaia-passarelli

E pela primeira vez neste programa dedicado a falar sobre o jornalismo que cobre música, convido alguém que começou já na internet. Embora Gaía Passarelli tenha passagens pelo impresso e pela TV, foi na internet que ela começou e onde se estabeleceu. Primeiro com o primordial Rraurl, site referência na divulgação e cobertura do início da música eletrônica e sua cultura intensa no Brasil, para depois passar pela MTV, se aventurar pelo YouTube, lançar um livro sobre viajar sozinha – o que a fez refletir sobre o papel da mulher nesta cena jornalística – até chegar ao Buzzfeed Brasil, onde trabalha atualmente. Refaço esta trajetória com sua ajuda buscando também refletir sobre seu interesse por música, se tornar uma personalidade televisiva e entender o que estamos atravessamos durante esta quarentena.

jornalismo-arte-05-luciano-matos

Em mais um programa dedicado à dissecar as idas e vindas do jornalismo que cobre música no Brasil, faço a conexão com Salvador para falar de um jornalistas mais influentes em cenas locais dos últimos anos, embora seu baixo perfil pareça colocá-lo alheio à cena. Luciano Matos cobre a cena soteropolitana há décadas em seu Elcabong e vem mexendo com a autoestima da cena da capital baiana para além do texto de seu site, em outras encarnações que vão para outros formatos, como festa, programa de rádio, festival e agora livro, uma novidade que ele conta em primeira mão.

jornalismo-arte-04-guilherme-werneck

Em mais um programa dedicado a contar o estado da imprensa que cobre música, converso desta vez com Guilherme Werneck, que depois de passar por algumas das principais redações do Brasil, tanto como repórter, editor e executivo, atravessou as transformações nas duas áreas nos últimos trinta anos e agora lidar a Bravo reinventando inclusive o conceito original da revista de cultura. Falamos sobre como o modelo atual de jornalismo acaba tornando a cultura coadjuvante, sobre a necessidade da crítica musical, a chegada da internet à profissão e uma uma barriga que derrubou meia direção do BNDES, entre outras lembranças e observações sobre uma mudança inevitável nesta área.

jornalismo-arte-02-lorena-calabria

Sigo investigando o jornalismo que cobre música no Brasil a partir de papos com alguns de seus principais protagonistas – e na segunda edição do Jornalismo-Arte, chamo a querida Lorena Calábria para conversar sobre sua trajetória na área, que começou na TV aberta e passou por revista, rádio, livro, TV por assinatura e sites, sempre buscando brechas para emplacar a música brasileira, usando isso como desculpa para desbravar fronteiras e formatos. Ela passou pela Bizz, pelo ClipClip, pelo Programa Livre, pela Oi FM, pelo Metrópolis, pelo Ensaio Geral e pela MTV, sempre aprendendo a fazer nossa cultura se espalhar mais por aí – e está prestes a reunir toda essa história num mesmo lugar, sem contar os projetos futuros e o astral sempre no alto. Que mulher!

jornalismo-arte-01-ricardo-alexandre-1

A primeira novidade da terceira temporada do CliMatias é um programa para discutir, mais que jornalismo e música, seus protagonistas. Ainda não defini se o programa é semanal ou quinzenal, mas começamos com um longo papo com o mano Ricardo Alexandre, o jundiaiense mais prolífico do nosso jornalismo, que já editou o Zap no Estadão, o site da Som Livre, a finada Usina do Som, a última fase da Bizz, a Época São Paulo, a Trip, sem contar seus livros e documentários. Atualmente apostando suas fichas num podcast recém-lançado, aproveitei essa deixa para ouvi-lo contando sobre sua carreira e mostrando o caminho das pedras – se é que existe um – para quem quiser trilhar por esse rumo.