Zeitgeist – Moving Forward

Quando muita gente começa a falar de um determinado assunto, é bom ir atrás. Na correria, dei mole e deixei o conselho de umas seis pessoas – amigos, leitores, conhecidos – e só assisti ao terceiro volume da série Zeitgeist, de Peter Joseph, há pouco. O filme, que foi lançado no início do ano, já está no YouTube legendado em vários idiomas e dá passos largos em direção ao clima apocalíptico pesado dos filmes anteriores, ao se dispor a diagnosticar os problemas de larga escala do planeta sob óticas menos abstratas que as de hoje em dia, dissecando conceitos econômicos e interesses políticos para, ao mesmo tempo, apresentar uma possilibidade palpável de mudança. O filme é longo, é chato ver um filme inteiro no YouTube, cada trecho tem 15 minutos, é basicamente um monte de caras dando entrevistas e a legenda às vezes derrapa feio (dá pra sacar, mesmo quem não sabe inglês), mas nada que comprometa. Por isso assiste com calma, com tempo, parando para ver de vez em quando ao invés de mergulhar uma só sessão de cinema na frente do computador. Inevitavelmente vou voltar ao tema do documentário (já o abordo há um tempo, vão perceber), mas como viajo agora no finde, prefiro deixar o papo pra depois que mais gente assistir ao filme. Até segunda.

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Sem Resultados

  1. Marcio disse:

    Ainda não vi inteiro, até porque é difícil engolir tanta besteira de uma vez. Essa série de documentários do Zeitgeist está no mesmo nível científico que O Segredo.

    O capítulo sobre economia chega a dar vergonha alheia de tanta propaganda ideológica besta. Culpam o livre mercado pela situação atual, apontando erros governamentais como a guerra, a medição do PIB – macroeconomia não existe no livre mercado- , o sistema de saúde e a alta inflação pelo banco central. Alias, o próprio sistema aonde o consumo desenfreado é valorizado e não a poupança, vem de teorias intervencionistas keynesianas e não do livre mercado.

    Esquecem que a própria concorrência é quase inexistente no mundo atual, já que o próprio estado garante o monópolio com suas políticas intervencionistas e de coerção, como por exemplo o direito de patente e o copyright.

    Esse vídeo é filosofia barata para o mesmo nível de gente que acredita em reptlianos. Se querem por exemplo uma boa crítica sobre o consumo fetichista na sociedade atual, ao menos leiam caras com o Guy Debord.

  2. Bruno disse:

    Precisa assistir os Vol. I e II antes?

  3. Vini Sat disse:

    Obrigado pela preciosa dica!! Abraço!

  4. PT disse:

    Dá pra justificar qualquer coisa com um monte de cenas roubadas de documentários fajutos do History Channel e alguma habilidade de narração.

  5. Yan disse:

    O melhor mesmo foi o 2… O 1 é mais ou menos e o 3 os caras tão se achando os superstars.

  6. Anahi disse:

    Toda essa estória do Zeitgeist é bem complexa, porque apesar de até ter alguns assuntos bem interessantes no meio de tudo que é falado nos filmes, eu imagino que os caras só estejam fazendo propaganda pra o tal do Projeto Venus (http://www.thevenusproject.com/), e aí sim é um lance meio medonho, que não diz muito bem a que veio e que na verdade, não dá nenhuma solução de fato. É toda uma viagem retro-futurista.

  7. Thiago disse:

    Galera, vocês podem assistir qualquer tipo de conteúdo e extrair somente o que for bom para a vida de vocês e aprender. Gosto muito dos documentários “Zeitgeist” porque trazem novas ideias, entrevistas com pessoas inteligentes. Estudo no Mackenzie e ouço besteira de professsor a todo tempo, faço um curso que carregam as besterias capitalistas em quase todas as matérias e nem por isso concordo com tudo que os professores falam. Penso que precisamos sim ser mais críticos e mais céticos em relação a esse bando de besteiras que nos fazem engolir na TV e em tudo que nos ensinam desde criancinhas. Acho também que os caras vão longe em muitas partes dos documentários e viajam bastante, porém, o mais importante é filtrar o que penso ser bom e o que entendo como absurdo. Portanto galera, esses documentärios não são religiosos e não é preciso ter medo, assistam e parem para pensar um pouco em tudo que fazemos com o nosso planeta e se essa ganância capitalista é realmente um sinônimo de qualidade de vida e felicidade. Abraços!!!

    • Marcio Santos disse:

      Concordo com sua opinião, caro Thiago.

      O documentário não é propaganda religiosa, é apenas uma análise científica do mundo.

      Acho impossível criar uma sociedade sem o uso de dinheiro, a curto e longo prazo, devido a nós mesmos rejeitar esta proposta em diferentes níveis,

      Mesmo para uma pessoa “antenada” em ecologia será complicado aderir a uma idéia de total cooperação. Pois, todos nós temos desejos individuais, seja sobre que roupa usar, seja qual carro ou casa comprar.

      Mas, o documentário toca nas feridas que todos nós sabemos que existem. A pergunta é: Por quê é tão díficil erradicar a miséria que alguns povos passam? Levemos em consideração que temos tecnologia suficiente pra isso.

      Um abraço a todos.

      • Willian disse:

        Documentário interessante, igualmente digo ao seu comentário e ao do Thiago. O capitalismo não nos protege de uma depressão igual a ocorrida em 1929… e como ficam as pessoas? É notório que o capitalismo não é o meio correto, mas infelizmente é o que esta instituído.

        Temos que tomar providencias, como sitado, o projeto Venus é uma. Não que tenhamos que aceitar tudo, mas devemos analisar de forma coerente. Outra forma bem interessante é o uso da tecnologia existente. Hoje é possível não depender das companhias elétricas, dos alimentos industrializados, e até mesmo da aguá, pois temos tecnologias que podemos aplicar em nossas casas.

        Quando se fala em trabalhar para a comunidade, as pessoas pensam que todos tem que ter o mesmo carro usar as mesmas roupas ou terem os mesmos gostos…isso não verdadeiro…é possível criar algo sem dinheiro que se possa usar de forma a respeitar a individualidade humana, no entanto nenhuma mudança assim ocorrera do dia para a noite .

  8. Will disse:

    Concordo que o filme possui um pouco de “propaganda conspiracionista”, mas muita coisa nele mostrada é para nos fazer pensar e refletir, sim senhor.

    A maioria de nós já está totalmente envolvida pelo sistema, vivendo vidinhas medíocres naquela famosa imagem do asno correndo atrás da cenoura pendurada por uma varinha à sua frente, à qual nunca alcançará. Vivemos um renascimento do ideal yuppie, patrocinado pela banalização do crédito e popularização dos meios de investimento. E não me venha com a balela de poupar ou que o consumismo atual é fetichista e distorcido: o mundo capitalista só subsiste por que gastamos nos endividamos.

    A grande Maya (deusa da ilusão hindu) do capitalismo é a mobilidade social e a possibilidade de enriquecer. Infelizmente o que todos nós assistimos é o de sempre: poucos ganhando muito; muitos ganhando pouco. O paradoxo do livre mercado persiste: se o estado não intervém ficamos nas mãos de meia-dúzia, e se o estado intervém a liberdade é atingida.

    A verdade que muitos não querem enxergar é que o capitalismo está ruindo. A crise de 2008 ainda foi conjectural, mas a atual já demonstra ser estrutural. Não se trata de uma visão comunista, pois este sistema de governo, à despeito de sua beleza teórica, mostrou-se catastrófico na prática. Um novo paradigma irá surgir: onde antes o nome do jogo era LUCRAR agora é COMPARTILHAR. Lucre menos, divida mais. Ao invés de “poucos ganhando muito e muitos ganhando pouco”, surgirá a era de “todos ganhando o suficiente”.

  9. yo disse:

    Esse pessoalzinho que critica o Zeitgeist sem nem mesmo assistir, são os mesmos que acreditam que a Veja e o Jornal Nacional fazem jornalismo.

    O Almanacão de Férias da Turma da Mônica tem mais credibilidade do que a Veja e o JN juntos.

  10. Israel disse:

    O documentário é muito interessante pois, foca exatamente nos problemas sociais atuais e a podre concorrência que vivemos em busca do lucro. Lembro que quando estava terminando o ensino médio, os meus professores falavam que o vestibular era tudo na nossa vida e que estaríamos condenados se não passassémos nesse maldito exame. Passaram-se alguns anos entrei na faculdade, e tive aula sobre fundamentos da Economia e a professora foi muito idiota em defender o capitalismo. É impressionante como existem pessoas até desse nível acreditam nessa rede globo, religião, leis, etc. Alguém Já leu os livros de Carl Sagan, jiddu Krisnhnarmuti?

  11. Marcelo disse:

    Procurem no Youtube por “O Curso de Crash”, a respeito da falência do sistema financeiro…