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Sem Resultados

  1. Daniel Araujo disse:

    A coisa mais genial da campanha do Kony 2012 foi que ela conseguiu transformar o ativismo de mouse em uma coisa efetiva. Tudo que é preciso fazer para chegarem ao objetivo traçado é divulgar o video e, para os mais empolgados, comprar o tal kit. Tudo pela internet. Com uns clics no mouse todo mundo já se sente super militante anti-Kony.

    A campanha tem muitas outras virtudes, mas tem um porém que invalida tudo que ela possa ter de bom: o objetivo dela nao é fazer Kony famoso, é descolar apoio mundial pra uma intervenção militar americana em outro país. E isso, por mais bonito que seja o video, é uma merda.

    ———————

    Mas aí o moço bonzinho do video foi preso pelado na rua, transformando o maior viral do mundo no maior WTF do mundo.

  2. Mateus disse:

    Concordo com o Daniel Araújo quando ele diz que o objetivo real da campanha é dar legitimidade a uma eventual intervenção dos EUA em Uganda.

    Ri demais com as referências (e escrachos) a Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi no início do programa! Babacas reacionários.

    Cultura pop é um grande culto à repetição mesmo. Como o Ronaldo comentou, o início dos Rolling Stones teve muito chupinhado do blues norte-americano, até o nome da banda veio daquela canção do Muddy Waters. Outros artistas usando a fórmula de repetição de um jeito escancarado: Nirvana e Pixies, The Tallest Man on Earth e as primeiras gravações de Bob Dylan, Adele e Etta James, Black Mountain e Black Sabbath… E tem ainda aquela frase que o Matias disse no Vintedoze com o Rogério de Campos, “todo o rock nacional dos anos 80 é plágio”.

  3. mauro disse:

    arsene lupin não é “outro personagem, detetive famoso”. ele é o “ladrão de casaca”.

  4. mauro disse:

    o cara se atrapalhou de novo: ao falar do final de assassinatos na rua morgue, mencionou sherlock. tá ficando confuso isso aí.

  5. Não sei se a cultura pop toma outra cara, talvez no momento mais digital ela dê mais espaço pra nichos que antes ou não tinham como se conectar ou essa conexão era muito difícil. Talvez mais do que a facilidade de produção, a facilidade de conexão abre portas pra troca de ideias que gera mais produção como consequência. Não que o barateio da tecnologia não tenha um papel talvez fundamental, mas maiores do que as ferramentas são aqueles que sabem usá-las.

    Essa ideia de que a troca de ideias gera melhores ideias é o que Steven Jonson apresenta na sua palestra do TED (que é explorada mais a fundo no livro Where good ideas come from, que ainda não li), segue o link: http://www.ted.com/talks/steven_johnson_where_good_ideas_come_from.html

  6. Leonardo disse:

    Muito bom esse programa, o Camilo Rocha foi o cara que me fez ouvir (e gostar) do Simple Minds (o dos primeiros discos, que fique claro).

    Se não fosse vocês teria passado batido por esse negócio de Kony, fiquei até meio frustrado, faltou a plaquinha de spoiler!!!

    E toda essa discussão sobre a cultura pop e os tempos atuais, culto ao passado e falta de quebra de paradigmas, isso talvez se explique pela (quase) inexistência de novas possibilidades, pode ser que as fórmulas sejam efetivamente uma fonte esgotável. Ainda não tenho total certeza, mas fica a reflexão.

  1. 09/04/2012

    […] para Rolling Stone e Folha de S. Paulo, além de ser o comparsa do Matias no programa 2012 (aqui a edição onde participei). Também manda sonzeira das boas como parte da equipe Veneno. Tweet Comente por: […]