Um novo rumo para o ATR

atr-2018

“Começamos a experimentar a música eletrônica desde o começo da banda, com elementos ainda tímidos”, me explica Eduardo Porto, baterista da banda instrumental Aeromoças e Tenistas Russas, que agora atende apenas pela sigla ATR. Concluindo o EP Mood, que foi lançado parceladamente, na semana passada, ao mostrar a última faixa “Midnight Sunset”, o trio também conclui sua transformação instrumental rumo à eletrônica. “No último lançamento, porém, o compacto “Midi” (de 2017) mergulhamos mais em timbres e descobertas dentro desse universo, com sintetizadores e também bateria eletrônica, somados à guitarra e bateria acústica. No Mood sinto que achamos o que a gente procurava, as composições saíram mais naturalmente, em três dias de imersão num sítio em Piratininga, no interior de São Paulo. Hoje o show é inteiro com a bateria acústica triggada, que soma em todas as músicas os timbres eletrônicos. O Gustavo (Koshikumo) reveza entre guitarra e sintetizador e o Juliano (Parreira) entre baixo e synthbass, assim como acontece nas 4 faixas do EP”.

A mudança alterou completamente o horizonte do grupo e o coloca em um cenário que flutua entre a house francesa e a cena eletrônica da Califórnia, fazendo-o soar mais tranquilo e suave, mesmos nos momentos mais intensos. E mostra os caminhos para o próximo disco: “O EP já dá indícios do que gostamos dentro do universo da música eletrônica, mas pretendemos explorar ainda mais e faremos isso junto a várias pessoas”, continua Eduardo, que explica que o álbum do ano que vem deve assumir esta tendência e aproximará o grupo de vocalistas convidados – e ele já antecipa alguns nomes: “Liniker, Tássia Reis, Zé Vito, Linn da Quebrada, Sara Donato…” Promete.

Você pode gostar...