The King of Limbs: Newspaper-album ou codex?


Arte: Stanley Donwood

Boa teoria da Ana sobre o novo Radiohead: o grande lance do álbum-jornal tem mais a ver com a disposição da ordem das faixas do que qualquer outro conceito temático sobre o The King of Limbs. Fala, Ana:

Ontem estava concentrada no meu trabalho e ouvindo o álbum pelo zilionésima vez em uma semana. Como tenho a estranha habilidade de pensar em mil coisas simultaneamente, um dos meus pensamentos foi “esse disco seria muito melhor com uma seqüência diferente, como eles puderam ser tão desleixados?”. Desleixados nada. Lembrei dessa história toda de álbum-conceito newspaper, todo o papo de que uma música tem ligação com a outra… Só que isso não se percebia no álbum que eu estava ouvindo. Parecia pura balela.

Pois na hora liguei dois e dois e pensei que a sequência do álbum divulgado em mp3 traria a sequência encriptada do álbum físico (que ainda não foi divulgada, e o lançamento vai ser só em maio). Pô, uma das músicas até se chama CODEX*, pelamordedeus!

Foi como uma maçã que caiu na minha cabeça! Aí bolei essa teoria. Mesmo ao acaso, tudo se encaixou como um quebra-cabeças. Mesmo estando semi-aposentada do mundo da música, sempre vou ter o sexto sentido musical. Isso deu uma mãozinha.

A grande diferença entre o álbum em MP3 e wmv e o disco que vai ser lançado em maio é a seqüência das faixas. Toda essa coisa de “newspaper álbum” é a grande jogada de marketing da vez. A última foi o “pague quanto quiser”.

Mas o importante é que o resultado dessa seqüência me surpreendeu. Músicas que me irritaram antes tomaram outra forma, e finalmente senti a tal conexão entre as músicas que eles falaram antes. Tudo fez sentido. Elementar, meu caro Watson!

E ela ainda fez este infográfico para explicar como seria a ordem “certa” do disco:

Demais, hein. Não custa lembrar que *”Codex”, título de uma das músicas do novo disco, são aqueles pequenos cadernos que formam o livro, segurados por uma cordinha (“códice”, em português).

Essa seria a ordem “correta” de The King of Limbs.

1) “Lotus Flower”
2) “Feral”
3) “Little By Little”
4) “Codex”
5) “Give Up the Ghost”
6) “Morning Mr Magpie”
7) “Bloom”
8) “Separator”

E aí, vai testar?

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28 Resultados

  1. Edilson Cardoso disse:

    Bem interessante a teoria. Vou testar e ver no que dá.

  2. Matheus Phillipe disse:

    Faz todo sentido. Se você inverte a ordem das músicas o album soa mais orgânico, indo contra as opniões dos críticos que condenaram a sonoridade artificial e criada em uma mesa de som. Esse inside foi muito inteligente. Ainda divagando sobre o conceito do newspapper acho que este vem para refletirmos a maneira como nos organizamos nossas informações, logo as nossas prioridades na vida.

  3. bibi.gil disse:

    rá, eu disse que fazia sentido 🙂

  4. lgvieira disse:

    Thom Yorke anda lendo muito Dan Brown

  5. Pedro Sodré disse:

    Faz sentindo, hein. Acabei de experimentar esse modelo e realmente me parece melhor. Quem sabe.. quem sabe…

  6. João Renato Faria disse:

    Parece que eu estou ouvindo outro disco. Impressionante

  7. Não sei se é necessário inverter a lista. Na separator a musica é bem clara em dizer que ela não é o fim, então, só pode ser o começo. E terminar com Lothus Flower… bah!! Foda!

  8. Lina disse:

    Pode até não ser verdade, mas essa menina se garantiu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Ainda não ouvi, mas gostava da sequência divulgada pela banda, vou tentar essas duas novas. Claro, se não for verdade, ela pode pedir emprego como marqueteira da banda, srsrsrsrsrsr

  9. Ana Pimentel disse:

    Vitor, é verdade! Na Separator ele fala this is not the end! Vou tentar ouvir, mas é que a sequência invertida ficou tão redonda! Vou fazer o teste.

  10. Gustavo disse:

    Sinto muito mas essa teoria não faz o menor sentido. A ordem proposta pela autora do artigo é tão arbitrária quanto a ordem das músicas do disco

  11. Bacana a teoria, dá outra cara pro disco. Pensei na ordem das músicas dividindo em algo como Lado A e Lado B. Explico melhor aqui http://ailhadosmendigos.blogspot.com/2011/02/uma-pre-resenha-precipitada-de-king-of.html

  12. Ana Pimentel disse:

    Também tinha pensado em Lado A e Lado B. As 4 primeiras têm um padrão e as 4 últimas outro bem diferente. Daí que saiu a ideia de misturar pelo principio do codex.

  13. Fernando disse:

    Tudo pra tentar fazer com que esse disco ruim fique menos ruim? Continuou ruim 🙁

  14. acho que faz muito sentido. se escutar com atenção, entre Codex e Give up The Ghost não existem cortes, os sons do final da Codex continuam no início de Give up…é lindo!

  15. joao niemand disse:

    Senti que o álbum ficou, depois de reorganizada a ordem das faixas, bem mais coerente e interessante de se ouvir (não que antes não o fosse) sendo que agora o é ainda mais. Mas que ideia genial essa hein? Isso deveria ser divulgado em alguns outros sites que falam do assunto, gringos principalmente, pois vejo que por aí afora niguém teve semelhante ideia, aliás, brilhante ideia.
    Mesmo com tudo isso, minha maior queixa ainda é o pouco que nos foi oferecido e, continuo na esperança de que algo mais nos aguarde quando do lançamento da versão física do álbum, pois creio eu que os Radiohead têm algum material escondido que não deixaram que viesse – ainda – a lume. É esperar pra ver.

  16. magnun disse:

    O simples fato do final da Codex ser o início de Give Up The Ghost dá um forte indício de que vc está certa!!

    para a tristeza de alguns ai!!

  17. Vinícius disse:

    Magnun,

    Não faz sentido algum oq vc disse e oq algumas pessoas disseram anteriormente, POIS, as ordens de Codex e Give Up The Ghost na lista que a banda lançou é exatamente está, ou seja Codex APÓS Give Up The Ghost. Confira a lista original:

    1. Bloom
    2. Morning Mr Magpie
    3. Little By Little
    4. Feral
    5. Lotus Flower

    6. CODEX
    7. GIVE UP THE GHOST

    8. Separator

    Curti o album na ordem que está, vou ouvir nesta ordem pra ver se faz algum sentido mas a principio curti o album desde o começo.

  18. Matheus Phillipe disse:

    Ei Vinícius, na ordem da Ana Codex também vem antes de Give Up The Ghost.

    1) “Lotus Flower”
    2) “Feral”
    3) “Little By Little”

    4) “Codex”
    5) “Give Up the Ghost”

    6) “Morning Mr Magpie”
    7) “Bloom”
    8) “Separator”

    Faz todo sentido.

  19. Marcia disse:

    Adorei a teoria do Codex! Embora eu goste da ordem que está no álbum eu vou experimentar e depois falo. Também acho que o “Newspaper album” de Maio nos reserva grandes surpresas e será muito mais legal ouvir as músicas acompanhadas da arte do Stanley e do Doctor Tchock nos guiando pelas suas idéias e inspirações.

    Sinceramente eu amo o The King Of Limbs. Admito que não é um álbum que se “pegue” com uma ou duas audições apenas, ele merece fones de ouvido ou um bom aparelho de som para revelar todas as nuances e camadas de som que eles conseguiram criar. Acho que é também o álbum mais “feliz” da banda até hoje, mas o fato de Separator indicar que tudo era um “sonho” já dá indícios de que o próximo virá meio “lado negro”. Não sei se já ouviram The Present Tense e A Walk Down The Staircase – candidatas para o próximo – mas as letras são um desalento só, tipo Thom novamente fugindo da realidade.

    Fico muito irritada com comentário bobo de que a banda não evoluiu aqui. mentira danada! Procurem no catálogo todo do Radiohead e não vão achar nada parecido com Bloom (essa é uma pancada de estilo), Feral ou mesmo Lotus Flower. The King Of Limbs é o álbum que indica uma metamorfose, mais uma vez. É aceitável que não se goste do estilo dele, mas daí a falar que é ruim… pelo amor de Deus, é de uma injustiça tremenda.

  20. Danilo disse:

    O disco continua uma tremenda merda.

  21. Victor Alvares disse:

    Acho que alem disso falta outra pate desse jornal, musicas que só sairao no album fisico.

  22. Vinicius Freire Soares disse:

    Não Matheus não faz! É procurar ovo em pelo! Ou melhor pelo em ovo!? Ou será que faz diferença a ordem??

  23. Dani disse:

    Boa teoria de quem mesmo?
    Viagem ou não viagem, o fato é que quem publicou essa teoria no Brasil pegou carona.
    A imprensa internacional já comentava a história do álbum-jornal cerca de uma semana antes da moça aí ter a “brilhante” idéia. Quer ver? Compare as datas do blog citado e esse aqui:http://www.lescandaleuxmag.fr/index.php/culture/musique/732-radiohead-le-nouvel-album- ou vá até a Pitchfork e confira em inglês.
    Em resumo, qualquer um em qualquer blog pode se dizer autor até da teoria da relatividade, mas quem passa a pseudo-notícia adiante tem obrigação de conferir para não pagar mico.

  24. Mané obrigação, bicho… Deixa de onda, vai.

  1. 01/03/2011
  2. 14/07/2011
  3. 28/11/2011

    […] últimas faixas, e faz muito sentido. Mas, experimentando a teoria da Ana Pimentel que saiu n’O Esquema, percebi que afinal de contas, talvez o cansaço do som esteja mesmo na ordem da coisa. “Que […]