Tenho mais o que fazer

Ou back in full-effect

Poizé, tentei ser diário, mas não rolou. Quer dizer, de certa forma, até rolou, mas contando com remixes de textos velhos como estepe – o que não era exatamente o que eu vinha tentando fazer. A retomada deste site foi uma espécie de aquecimento pra 2003, depois de um breve – e merecido – período de descanso mental. Três meses dedicados à leitura e ao nada fazer, com frilas solavancando a ladeira pra não cair no marasmo ou no aperreio.

Daí reativar o site (que estava funcionando como uma e-stante pros meus textos online). A idéia era um misto de exercício com terapia:chegar todo dia na frente do computador e bolar um texto a partir de um disco que eu estivesse ouvindo. Muitos textos saíram de uma vez só, outros foram sendo mastigados com o tempo e outros ainda estão sendo regurgitados na pasta Meus Documentos, aquele limbo que o Word força todos os textos a irem, antes de entrarem em suas respectivas pastas…

Mas o fato é que a retomada surtiu efeito, embora, como manda a vida, contrário ao que eu pretendia. Surgiu então essa idéia: um site simples, sem imagens, onde eu pudesse linkar toda a minha produção online de uma vez só e que, ao mesmo tempo, eu não ficasse preso à obrigação de falar de música. Sim, música é o assunto em boa parte deste site, mas eu tou com a cabeça em outras coisas, e falar só de música bitola qualquer um.

Junto com este primeiro texto e os diversos links espalhados pelas páginas, vou acrescentando outras coisas que me vierem à cabeça. Já me vieram a lista dos 50 discos do ano, um clipping de posts que valem serem citados, outros de trechos de textos que também merecem ser lidos (desculpe o inglês, mas essa altura do campeonato, precisamos de um esperanto prático e fácil de se aprender), a reedição de um blog que eu fiz em maio passado, só de links (a coisa mais legal da internet é o link, claro), coluninha de piores e melhores (pra compartilhar epifanias e exorcizar o mau humor sem agredir verbalmente), o famoso “o que eu estou ouvindo”, links pra sites, blogs, colunas, projetos e bandas de amigos e uma lista de livros em .pdf ou em .txt (eu sei que ler na tela é uma merda, mas pra que é que serve a impressora do trabalho?) que estão por aí na internet (até acharem como cobrar por isso – você já ouviu falar no Palladium?).

Muita informação, claro, mas nem tudo está aqui para ser lido de uma vez só – sequer lido. Queria apenas dar continuidade ao processo de fluxo de consciência que abri com o site que comecei em dezembro (a propósito, o conjunto da obra tá aqui). Atentem que esta é a 26ª edição do Trabajosulho (uma inversão de sílabas besta só pra dizer que tem outro nome – mas na URL ainda é trabalhosujo, como codinome mesmo), portanto, não é um site novo, mas a primeira mudança de muitas outras, que com certeza virão.

Esta foi a grande lição do ano que passou. Sem estar pronto a todo momento pra mudar tudo de uma hora pra outra, fica difícil se ajustar à lenta transformação que estamos atravessando. E não estou falando de mobilidade social, alpinismo profissional, frilancerismo econômico ou mutações morfológicas. Mas da torrente de idéias que moldam o nosso dia-a-dia, afinal, como diz um monte de gente, “it’s all in the mind“.

(Periodicidade? Nah, eu trabalho pra mim. E, não, eu não reviso)

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