Minhas férias: Cut Copy no Hyde Park

Como disse na matéria que escrevi pro 2, assisti nas minhas férias ao Cut Copy num show que eles fizeram em Londres esse ano, no Wireless Festival (que não pegava sinal de celular direito – é, essas ironias não acontecem apenas com brasileiro não…), duas horas antes do Pulp encerrar o dia de atividades, no palco principal. O festival aconteceu no coração de Londres, em pleno Hyde Park, e o show do Cut Copy rolou numa tenda menor, enquanto o TV on the Radio choramingava no Main Stage. Melhor pro Cut Copy: sua mutação entre o indie rock pra dançar e a dance mais farofa fazia mais sentido em um ambiente com o pé direito baixo e bem próximo ao público bastava clicar num determinado nervo para, num instante, transformar um show em uma rave – e loops eletrônicos bailam livremente no meio de uma percussão pós-punk. Filhotes do New Order, os caras não são fracos. Abaixo, todos os vídeos que fiz do show deles em julho.

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Minhas férias: Metronomy no Hyde Park


“The Bay” / “Corinne”


“She Wants”


“A Thing for Me”


“The Look” / “Radio Ladio”

Uma das felizes apresentações que assisti nessa viagem foi a do Metronomy no meio do domingão de sol que foi o dia em que o Pulp se apresentou no Hyde Park, encerrando o Wireless Festival. Do festival falo mais depois, por enquanto deixo os registros que fiz do show do quarteto inglês, de passagem já marcada para o Brasil e dono de um dos melhores discos de 2011 e de uma forte favorita à canção do ano, a deliciosa e fria “The Look”, penúltima música no show daquele dia 3 de julho.

Minhas férias: “Slave to the Rhythm” num bambolê

Essa foi completamente inusitada. Colocaram Grace Jones para tocar antes do show do Pulp no Wireless Festival e ninguém sabia direito o que esperar do show da mulher, que roubou a cena e encerrou seu show tocando seu maior hit equilibrando um bambolê por mais de seis minutos – com direito a apresentar toda sua banda sem deixar o brinquedo cair. Muita moral.

Minhas férias: Londres

“Vamos por partes”, já diria certa metáfora


“He one holy roller…”, em foto da Mariana ♥

“Brixton”, “Tottenham”, “Candem”, “Piccadilly”, “Hammersmith”, “Baker Street”… Me dependurava numa barra de qualquer vagão de metrô de qualquer linha em Londres e a seqüência de nomes inevitavelmente cutucava vãos diferentes do imaginário coletivo. “Tham”, “er”, “‘s”, “Street”, “stead”, “Park”, “High”, “ington”, “Road”, “sway”, “St.”, “ptom” – sufixos e prefixos que precedem conhecimentos seculares inteiros e trazem diferentes Londres à imaginação. A da Inglaterra vitoriana, a Swinging London, a da peste negra, a do Monty Python, a do jornalismo inglês, das músicas do Clash, de Sherlock Holmes, dos bombardeios alemães, do steampunk, de Oscar Wilde, da revolução industrial, dos Beatles, do Grande Incêndio, de acontecimentos, revoluções e invenções culturais e tecnológicas numa cidade cuja história se mistura com a da própria História, todos comprimidos em pequenos nomes alinhados em uma horizontal colorida no teto de um vagão de trem.

A ida à Inglaterra tinha um rumo inicial bem definido: a primeira apresentação que o Pulp fez desde que encerrou suas atividades em 2002. Jarvis Cocker concordou e sua banda voltaria no dia 3 de julho de 2011, dentro de um festival cujas outras atrações não importavam perto da importância pessoal que tinha a possibilidade de ver, ao vivo, um ídolo interpretando alguns de seus clássicos junto aos seus companheiros iniciais de banda. As férias ganharam um aspecto ainda mais lúdico à descoberta que dois dias antes o Flaming Lips encerraria um All Tomorrow’s Parties num parque num subúrbio londrino tocando nada menos que seu disco mais clássico, The Soft Bulletin. E posicionando este fim de semana de shows no meio da viagem, restou ocupar as duas semanas restantes com formas diferentes de se conhecer a capital inglesa, com direito a uma esticada rumo à capital francesa, só pra matar saudades…

Vou poupar-lhes do dia-a-dia, dos comentários sobre turismo e viagens e falar um pouco da rotina e de alguns pontos específicos da viagem que tirou o site do ar por duas semanas em posts no decorrer dos próximos dias.

“Got to be a joker he just do what he please…”