Vida Fodona #630: Calminho

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Ma non troppo.

Sara Não Tem Nome – “Agora”
Damien Rice – “Chandelier”
Bob Dylan – “Murder Most Foul”
Tatá Aeroplano – “Alucinações”
Thiago França – “Dentro da Pedra”
Mauricio Takara e Carla Boregas – “Traçado Entre Duas Linhas”
Atønito – “Veloce”
Dlina Volny – “Do It”
Dua Lipa – “Love Again”
Baco Exu do Blues + Lelle – “Preso Em Casa Cheio de Tesão”
Bivolt – “110v”
Childish Gambino + Ariana Grande – “Time”
Flume + Toro y Moi – “The Difference”
Breakbot + Delafleur – “Be Mine Tonight”

A Linha D’Água de Carla Boregas e Maurício Takara

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Maurício Takara e Carla Boregas hoje fazem parte da mesma banda, o Rakta, mas sua relação musical começou há muito mais tempo. “Conheço o Maurício há uns quinze anos”, me explica Carla pelo telefone, falando sobre a parceria que agora se materializa em disco. Linha D’Água aproxima os trabalhos solos dos dois para o mesmo centro, explorando tanto a percussão misturada com eletrônica que o baterista do Hurtmold apresenta como M. Takara, como as paisagens ruidosas provocadas pelo projeto solo de Carla, que leva seu nome. O disco está saindo pelo selo Desmonta e foi lançado em primeira mão no Trabalho Sujo.

“A nossa ideia de tocar juntos é anterior ao Rakta”, continua a baixista, que toca apenas sintetizadores no novo projeto. “Uma vez, eu fui tocar no aniversário no Estúdio Fita Crepe, o Maurício tocou na mesma noite e depois do meu set ele veio me falar que queria fazer alguma coisa juntos, que ele queria tocar bateria com alguém que estava fazendo o que eu fiz naquela noite, que foi um set de drones.”

O resultado é um disco com estruturas que foram desenvolvidas a partir de apresentações ao vivo, quase sempre improvisadas. “A gente vem desenvolvendo coisas que tem trabalhado até hoje”, ela prossegue. “Neste processo, a gente foi lapidando a ideia, que era o Maurício tocando bateria e um sintetizador e eu tocando dois sintetizadores, sendo que ele controla um dos meus sintetizadores através da bateria. E o disco foi sendo concebido enquanto fazíamos esses shows, a sessão sempre era um improviso e nessa miniturnê que a gente fez pela Península Ibérica no ano passado, quando tocamos na Espanha, em Portugal e nas Ilhas Canárias, a gente fez oito shows na sequência e fomos lapidando melhor essas ideias. Depois em seis horas de estúdio a gente gravou o disco, no Rocha. Parte do disco já estava composto, em termos de estrutura, mas mesmo assim tudo foi muito orgânico, desde a concepção, a composição até a gravação, pelo fato de que um complementa o outro também.”

Ela explica que o nome poético do disco nasceu na biologia e na marinha. “Eu gosto de guardar nomes pras coisas, escuto um termo e, quando ele me marca, acho que posso usar aquele termo ou palavra depois. Esses são os melhores nomes”, teoriza Carla. “Quem me contou sobre essa expressão foi minha amiga Patrícia, linha d’água é uma parte do olho, essa linhazinha embaixo e em cima na pálpebra e depois descobri que também é uma expressão usada no meio náutico, na construção naval. Nos dois lugares, essa expressão fala do que separa a água de outro lugar. Achei isso curioso e quis usar pro disco, sugeri pro Maurício e ele topou. E a água também pode ser a barreira da emoção, porque essa linha no olho é por onde as lágrimas vão se desenhar, é o limite do nosso mundo interior pro mundo exterior, e a água tem essa coisa da fluidez, que tem a ver com a nossa música, que tem uma fluidez entre nós dois. É uma limitação visível mas que também é fluida.”

Juliana R. + Carla Boregas + M. Takara: Margem

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Texturas eletrônicas, elétricas e acústicas se encontram nesta segunda-feira, no Centro da Terra, quando recebemos com a maior satisfação o espetáculo Margem, a partir das 20h (mais informações aqui). Concebido por Juliana R., Maurício Takara (do Hurtmold) e Carla Boregas (do Rakta), a apresentação marca o terceiro encontro do trio no palco e conversei com a Juliana sobre o que esperar desta segunda-feira.

A Onda Errada no Centro Cultural São Paulo

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Duas atrações do coletivo A Onda Errada apresentam-se neste domingo, às 18h, o trio formado por Juliana R., Carla Boregas e Maurício Takara e o grupo carioca Tintapreta (mais informações aqui).

CCSP: Junho de 2019

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Olha só como vai ser o mês de junho da curadoria de música do Centro Cultural São Paulo:

1/6) Paulo Neto – O cantor e compositor pernambucano apresenta seu disco Rosário de Balas, às 19h
2/6) Hermeto Pascoal – Apresentação gratuita do bruxo, que apresenta seu conceito de Música Universal, às 18h
6/6) Marina de la Riva – A cantora carioca mostra seu disco mais recente, às 21h
9/6) Verônica Ferriani – A cantora e compositora paulista transforma seu disco mais recente, Aquário, num pequeno concerto, às 18h
12/6) Associação Livre Invisível – A big band mostra seu disco Trânsito, com participação de Dani Nega, às 21h – de graça
13/6) Gabriel Thomaz Trio + Doctor Explosion – A banda instrumental do líder dos Autoramas lança seu primeiro disco com a participação do veterano grupo espanhol
15/6) Nill + Yung Buda – Dois dos principais nomes da Soundfood Gang dividem o palco da Adoniran, às 19h
16/6) Bárbara Eugenia – A cantora carioca lança seu Tuda, às 18h
18 e 19/6) Alice Caymmi – Ela começa a mostrar seu novo disco Electra, às 21h
20/6) Samuca e a Selva – O grupo mostra músicas de seus discos Madurar e do mais recente Tudo que Move é Sagrado
22/6) Guitar Days: Pin Ups + Twinpines + Wry + Sky Down A exibição do documentário Guitar Days finalmente acontece no festival In Edit, que também traz este minifestival indie – de graça, às 18h
23/6) Tinta Preta + M. Takara + Carla Boregas + Juliana R. – Dois projetos do coletivo A Onda Errada invadem a sala Adoniran Barbosa, às 18h
27/6) Beto Montag – O músico mostra as canções de seu disco Psycoletivo, às 21h
29/6) Jaz Coleman – O líder do Killing Joke vem para o Brasil em uma apresentação solo, às 19h
30/6) Negro Leo – Ele finalmente começa a colocar em prática seu Desejo de Lacrar, com grande elenco, às 18h

Vermes do Limbo no Centro da Terra

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Sexta-feira 13 no Centro da Terra não poderia ter menos que isso, quando os Vermes do Limbo lançam seu novo disco, O Sol Mais Escuro, tocando ao lado do Negro Leo, da Carla e da Paula do Rakta, da Taciana Barros e do Edgar Scandurra num encontro que promete causar geral. É a primeira noite de sexta da minha curadoria no pequeno grande palco do Sumaré e a noite não poderia ser menos atordoante que isso. Mais informações sobre a apresentação aqui.

Acavernus e Carla Boregas no CCSP

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O Bicho de Quatro Cabeças continua durante todo o mês de outubro no Centro Cultural São Paulo e nessa sexta temos o prazer de receber Carla Boregas e Paula Rebelato, as duas integrantes do grupo Rakta, tocando seus projetos solos – o da Carla é no nome dela mesma e o da Paula chama-se Acavernus. A apresentação acontece na Praça das Bibliotecas do CCSP a partir das 21h e é gratuita. Mais informações aqui.