Clássico é clássico: Jimi Hendrix + Stevie Wonder

Jimi na guita, Stevie na batera.

Pesquei no Bruno.

Quem quer ser meu amigo?

Esse Yearbook do Friends (que eu nem gosto, acho bobalhão) eu roubei do Bruno, que voltou do outro lado do mundo blogando com vontade, num ritmo que quase chega perto do meu – cola lá.

Phoenix acústico

Bruno voltou das férias e já linkou esse EPzinho acústico do Phoenix. O set, curtinho, conta com oito faixas, quase todas do disco deles do ano passado, e encerra com “Sad Eyed Lady of The Lowlands”, do Dylan. Sente só.


Phoenix – “Sad Eyed Lady of The Lowlands

Indie Crush Brasil

A Taís me puxou num canto pra me pedir ajuda e elencar alguns nomes que poderiam parar numa lista das personalidades apaixonantes da cena indie brasileira – e quando eu vi meu nome apareceu como “curador” da lista das musas (aposto que ela falou isso só pra garantir o retweet). Oh well… Além disso conheci o Dispensável da Mariana, que também ajudou a Taís na “curadoria”. Mas esclareço de cara que não tenho nada a ver com a inclusão da Mallu na lista (ela já estava) e fui eu que indeferi em favor da inclusão do Bruno, o mini-James Macavoy da Gávea, porque afinal de contas vocês sabem como eu sou corporativista. Foi o mesmo motivo que me fez escolher a Kátia – a única das escolhidas que eu posso dizer que conheço e velha conhecida de quem lê o Sujo – para ilustrar o post.

Mallu Magalhães de biquini

O Mutli foi entrevistar a moça na gravação do primeiro clipe do novo disco lá em Floripa, mas quem teve a manha de colocar a foto dela de biquini foi o Marquinhos.

Semana que vem eu falo direito do novo disco dela. Mas já dou uma dica: se até o Bruno gostou

The Sea that Thinks, de Gert de Graaff

Abstração em movimento

Não sei com quem eu tava comentando a resenha do 2001 que a Izadora indicou e da importância ou desimportância da técnica para o cinema o papo descambou na possibilidade ou não da história ser o principal chamariz em um filme. Muito pelo fato de termos sido alfabetizados audiovisualmente pelo cinema norte-americano (que é essencialmente devoto do roteiro), nos acostumamos a nos amparar no “sentido” ou “significado” por trás do filme justamente para estabelecer se gostamos ou não do mesmo.

Para mim, isso não faz mais sentido há um bom tempo – há uma categoria de blockbusters de Hollywood hoje em dia que pode ser entendida basicamente como um showcase de efeitos especiais e que, foda-se se a história de Transformers 2 não faz sentido, serve apenas para grudar o espectador na poltrona na base do choque. Sempre que o troar de uma explosão ecoa nas caixas de som da sala de cinema, me vem a clássica imagem do Alex de Laranja Mecânica atado numa camisa-de-força em uma projeção de imagens que, aparentemente aleatórias, começam a atiçar um sentido submerso no espectador que aciona uma forma de entendimento que não necessariamente é linear ou figurativo. É quase como se os efeitos especiais fossem o equivalente cinematográfico da pintura abstrata – não tente buscar a imagem por trás de todas essas manchas e cores. O próprio 2001 do Kubrick tem um elemento abstrato puro depois que o monolito aparece em Júpiter.

Tudo isso para chegar no bizarro The Sea that Thinks, do holandês Gert de Graaff, indicado pelo Bruno. Vencedor do principal festival de documentários do mundo no ano em que foi lançado (2000), o filme borra propositalmente as fronteiras entre ficção e não-ficção (um dos temas da década), usa ilusões de ótica como metáforas para o fim dessa distinção e põe em xeque nossa noção de compreensão e lugar-comum. Depois de ver os primeiros sete minutos do filme ali em cima, dá uma sacada no site oficial – e veja se você não ficou com vontade de ver essa história, como eu fiquei.

Doideira doida.

Dirty Projectors no Rio de Janeiro

O Bruno foi lá conferir – e amanhã é aqui em São Paulo, quem vai?

Mashup de capas de discos

Do Christian Marclay: é uma espécie de Sleeveface versão mosaico. Vi lá no Bruno.

Jornada dupla

Essa é pra quem tá com saudade. Neste fim de semana, a Livraria Cultura do Conjunto Nacional da Paulista, aqui em São Paulo, organiza uma maratona de eventos que é a sua versão particular para a Virada Cultural organizada pela prefeitura de São Paulo. O Vira Cultura entra em sua segunda edição este ano e, entre entre nomes como o Lourenço Mutarelli, o Holger, o Arnaldo Baptista, o Flu, a Ana Cañas, o Dahmer, o povo da Talco Bells, o Joca Reiners Terron, o Lucio Ribeiro, o Ricardo Alexandre, o Speto, o Tit Freak, o Alan Sieber, o Copacabana Club e a Malu Mader, compareço duas vezes ao evento. Uma delas na virada do sábado para o domingo, quando discoteco no meio da própria Livraria (é, discotecário de livraria, ahahaha) da meia-noite até às quase duas. Quem chegar às 23h30 ainda vê uma apresentação dos fã-clubes de Harry Potter, Crepúsculo, Senhor dos Anéis e Guerra nas Estrelas – prometeram um duelo de sabre de luz na hora em que eu tocasse o mashup de “My Love” do Justin Timberlake com “Billie Jean”. Depois, no domingo, medio um papo sobre música e criação digital com a participação dos meus compadres Vladmir Cunha, Bruno Natal e Dago Donato, às cinco da tarde. Maiores detalhes no site do evento.

“O que está acontecendo?”

E a cobra mordeu o próprio rabo – hora de tirar mais uma semana de folga

Não lembro direito quando foi, deve ter uns três, quatro meses, no máximo, quando comecei a twittar coisas velhas do Trabalho Sujo que ainda faziam sentido depois do post original (o hábito que causou o surgimento do chamado #trabalhosujoday). E assim comecei diluindo coisas de janeiro e fevereiro entre agosto e setembro, vendo que, uma hora ou outra eu ia começar a twittar posts de meses mais próximos ao que eu estava, deixando rolar mesmo sabendo que, uma hora ou outra, a fonte ia secar.

Uma delas, nem longe disso. Você que me acompanha via Twitter já deve ter percebido a alternância – um post velho do Trabalho Sujo, um post de ontem do Link. Se por um lado os posts antigos do Sujo iam chegar ao fim, os posts do Link nem sequer começaram. Cabei de fechar a equipe com quem trabalho depois de uma série de mudanças, que começaram quando assumi a editoria do caderno, em maio. Estamos fechando nas próximas semanas o primeiro ciclo online, quando mudamos nosso site de novo para sair da fase de transição que começou quando virei editor do caderno. Junte a véspera desta mudança com os posts velhos do Sujo acabando e ambas se encontraram na mesma sexta-feira em que o próprio Twitter anunciou sua mudança de lema – em vez de perguntar “O que você está fazendo agora?” pergunta “O que está acontecendo” (como eu já havia profetizado em julho, quando o site do ano suspendeu minha conta). E como eu gosto de facilitar as coincidências, ainda reúno tudo isso ao fato de que, no próximo dia 28, o Trabalho Sujo completa quatorze anos de vida.

Que beleza, não? Véspera de aniversário do site, véspera de mudança no site do jornal, fim dos posts velhos para twittar no mesmo dia em que o Twitter muda sua pergunta. Era o que eu precisava para pedir uma semaninha de folga para me preparar para o ano que vem.

Dezembro já é praticamente 2010 e eu não vou esperar o mês inteiro para anunciar as novidades. De cara, eu e o Bruno já começamos a recepcionar o verão com a ajuda de bons bambas da nossa música, no terceiro disco com a chancela dOEsquema. Na mesma primeira semana do mês que vem temos nova localização para a Gente Bonita na última festa do ano, em que eu e o Kalatalo viramos a noite inteira discotecando. O décimo quarto aniversário do Sujo também marca o início das atualizações das edições impressas, quando este site era uma coluna de papel no Diário do Povo em Campinas. O plano é subir os quatro anos de impresso até o décimo quinto aniversário, mas sabe como são esses planos…

Além da mudança no Link, também mudo, quando voltar, o viés do Twitter. Já que não tenho mais posts velhos pra ressuscitar (ou tenho? É claro que tenho) vou sair da vida de links que exercitava até hoje e começar a entrar no papo furado do dia-a-dia do site. Claro que vou continuar linkando um monte de coisas – inclusive o Link e posts, velhos e novos, do Sujo – mas já vi que tem discos, filmes e acontecimentos que não valem mais que 140 caracteres de empolgação. E assim, meu Twitter começa a virar uma versão micro do Trabalho Sujo.

E a versão macro – esta aqui que você está lendo – também irá mudar. Provavelmente durante essa minha semana de recesso (que também aproveito para encerrar minhas listas de melhores da década e começar a colocar as listas de melhores de 2009 no jeito, além de terminar a tradução de um livro – depois eu falo mais disso), você irá ver algumas mudanças aqui e ali, nesses banners aí da direita, nos links debaixo da minha foto, nas categorias, no uso do Flickr… Enfim, mais uma revisão sazonal acontece aqui no site e você perceberá algumas mudanças drásticas – e outras nem tanto quando eu voltar a postar direito na próxima segunda-feira, dia 30.

Essa segunda eu ainda posto alguma coisa, de leve: um Vida Fodona (Soundsystem, ora pois), o Link da semana, uma ou outra novidadezinha. Se pintar algo em cima da hora, quem sabe eu tuíte. E até a sexta eu também dou notícia pois estou em duas programações diferentaças – ma non troppo – durante o fim de semana.

Certo? Já já, volto ao ritmo normal. Por enquanto, relaxem…