Ser DJ em tempos de internet, por Camilo Rocha


Foto: revistapix

Camilo continua o papo que a Claudia começou, que virou assunto no YouPix e coluna minha no Estadão:

Hoje, os DJs “profissionais” não tem mais o monopólio da novidade e dos recursos para montar e executar uma seleção de músicas (culpa, respectivamente, da internet e das novas tecnologias de software e hardware). Ao mesmo tempo, conseguir mobilizar uma galera para ir numa festa via Facebook passou a ser quesito valioso. E ter o playlist certo para ferver seus amigos na pista também, tipo festinha em casa. Acabam caindo no óbvio. Representam meio que uma volta ao tempo onde o DJ era meio jukebox.

Ele segue lá no Bate-Estaca.

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Sem Resultados

  1. Marcio K disse:

    Interessantíssima essa discussão toda – e ela não vale só pra música eletrônica.

    Pra mim o Camilo acerta o ponto bem aqui:
    “Sempre achei bobagem essas batalhas entre comercial vs underground, música eletrônica vs pop. Até porque, tirando os extremos, como por exemplo Lady Gaga e Salem (na foto), existe um grande e subjetivo meio de campo. A briga não é essa.

    Acredito sim que as melhores discotecagens sabem dosar o novo e o velho, o obscuro e o conhecido, o fácil e o difícil, o Underground Resistance e o Michael Jackson. ”

    A maioria das festas ou é extremamente pop ou extremamente sectária. Perdemos o meio termo. Matias sabe de uma opinião que tenho – que boa parte das pessoas que só gosta do que é senso comum não tem necessariamente um mau gosto intrínseco, ela somente não foram APRESENTADAS à boa música.

    E no ambiente atual, nem vão ser. Pois ou a festa vai tocar somente o que já conhecem, ou vai ser aquele competição do DJ que toca a coisa mais desconhecida. Falta um balanceamento das coisas. E um pouco de risco.

  1. 15/08/2011

    […] pessoas já discutiram qual o papel da internet e das redes sociais nas baladas, e o surgimento do Turntable.fm é mais um capítulo desse debate sem conclusão, no qual algumas […]