Rumo a Sorocaba

febre2015

Acompanho a cena independente do interior de São Paulo desde que comecei a trabalhar em jornal e foi com muita satisfação que recebi o convite para participar da primeira Febre, uma conferência musical que reúne shows e debates em diversos lugares de Sorocaba, a 100 quilômetros de São Paulo e começa nessa sexta 24. Minha participação acontecerá na conferência sobre novas mídias e converso com o compadre Camilo Rocha, com mediação do jornalista local Felipe Shikama.

O convite veio de Peu, que atua como produtor musical há dez anos e cultural há cinco, como parte do coletivo sorocabano Rasgada. Ele me contou que está há dois anos amadurecendo o conceito do evento: “Fui pro SXSW ano passado depois de assistir a um doc sobre ele onde mostrava o começo de tudo em 87 e vi que existiam muitas similaridade Austin de 87 com a Sorocaba de agora. Daí resolvi fazer um formato parecido com o que rolou lá.”

“Não posso falar muito pelo interior todo, mas sei que Sorocaba é uma das cidades do interior onde mais surgem artistas de todas as vertentes e, com certeza, é a que mais recebe show autoral. Estamos com uma secretaria de cultura que, pela primeira vez, abriu diálogo com os artistas locais e com o Sesc que é super parceiro dos coletivos e produtores da cidade. A cena aqui cresce a passos largos e, agora, começa a se profissionalizar”, explica.

Peu quer que o Febre seja anual: “Assim as pessoas, aos poucos, vão se apropriando e a coisa começa a ficar digna de ser chamada de festival”. Além da mesa que participo, outras atrações incluem Marcelo Yuka, Cidadão Instigado, Pedra Branca, Boogarins, Jair Naves, Wry, Single Parents, Sombra, Charme Chulo, Inky, entre outros. A programação completa pode ser vista no site do festival.

Você pode gostar...