Para além da paranóia

O Brancatelli fez uma matéria sobre como os aplicativos feitos a partir de dados públicos podem facilitar a vida da cidade e do cidadão no Metrópole de quinta-feira – e me pediu para dar uma força e falar do contexto mais amplo desse cenário.

Dados abertos: em prol da qualidade de vida

A internet, para muitos, vem como uma ameaça. Afinal, tanto o antigo CEO do Google Eric Schmidt, quanto o dono do Facebook, Mark Zuckerberg, já avisaram que a privacidade acabou. A WikiLeaks de Julian Assange paira sobre a cabeça do status quo com a possibilidade de desvendar segredos bem guardados a qualquer minuto. Hackers ativistas do grupo Anonymous avisam: “Não tentem consertar suas duas caras escondendo uma delas. Em vez disso, tentem ter só um rosto – honesto, aberto.”

Há uma mudança drástica, sutil e otimista no meio dessa paranoia. Afinal, ela requer mais dados abertos para a maioria das pessoas, transparência de governos, empresas e, por que não, do cidadão. E esses dados podem melhorar ainda mais a qualidade de vida das pessoas, principalmente em uma cidade como São Paulo.

Imagine se todos os motoristas pudessem dizer onde estão seus carros? Isso tornaria mais fácil a localização de engarrafamentos. E se pudéssemos detectar mais facilmente pontos de alagamento na época de chuvas? Ou acompanhar o orçamento de obras públicas desde o início? O mundo pode melhorar – e bastante.

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2 Resultados

  1. Ricardo disse:

    ok, mas não confundir o publico com o privado. ou então 1984 pode chegar antes do tempo.

  2. YCK disse:

    Acho excelente o rastreamento de carros. Funcionaria sempre pra avisar que teríamos um carro ali na avenida, sem precisar identificar o dono do carro ou o motorista, e quando o dono tem o carro roubado, ele ativa a identificação e descobre onde o carro está.
    Não considero invasão de privacidade porque não existiria identificação num primeiro momento, só cálculo de fluxo de automóveis, e se for pra rastrear, todo mundo tem celular com GSM hoje em dia.