Por Alexandre Matias - Jornalismo arte desde 1995.

DM: Intelectualismo e papo cabeça

Eu e Dodô Azevedo entramos em uma discussão sobre intelectualismo, pseudo-intelectualismo e papos cabeças – e como estes rótulos acabam elitizando discussões que poderiam estar ao alcance de todos. E, no meio do caminho, você sabe, falamos dos beats, da nouvelle vague, do documentário do Chorão, do Big Brother Brasil, entre otras cositas más.

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Aparelho: O golpe tá aí – cai quem quer

Aparelho é videoarte? Começamos a explorar os limites do possível no programa, uma vez que um de nossos apresentadores, o paraense Vladimir Cunha, assume de vez a edição. E o outro apresentador, o catarinense Emerson Gasperin, segue esmerilhando nas thumbnails. Juntos, eu, Vlad e Tomate embarcamos rumo à descoberta de um infame grupo de Whatsapp bolsonarista que rivaliza com uma velha banda da Jovem Guarda, dando origem a uma futura franquia cinematográfica. E isso sem contar o monolito de nióbio!

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Trabalho Sujo ao vivo #006

Soltando fumaça.

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Vida Fodona #723: Vem comigo

Sim, você.

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Rádio Trabalho Sujo: Talking Heads prevê o futuro

Protagonista da primeira cena punk dos Estados Unidos, os Talking Heads foram a última banda que tocava no CBGB’s a lançar um disco e uma das primeiras a ser rotuladas como new wave. Mas ao final dos anos 70, o grupo começou a questionar seu próprio papel e entre os discos Fear of Music e Remain in Light, os dois produzidos por Brian Eno, eles colocam a música pop da época em uma sessão de terapia que mistura uma sensação de desliusão com distopias, buscando tábuas de salvação na polirritimia africana, no groove do Caribe, no rap e em uma sensação de coletividade que previu o futuro da música no início dos anos 80.

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Tudo Tanto #093: Luiz Chagas

No papo do Tudo Tanto da vez, chamei o mestre Luiz Chagas para uma viagem no tempo que começa antes da primeira aparição dos Beatles, atravessa os anos 60 sob a sombra do quarteto de Liverpool, entre nos anos 70 entre a nata do rock brasileiro da época, vai para o Festival de Iacanga ao lado de Arnaldo Baptista, toca em trios elétricos – inclusive no Rio de Janeiro -, entra na primeira encarnação da Isca de Polícia ao lado de Itamar Assumpção, ao mesmo tempo em que escreve na Amiga e na Contigo, traduz livros do Bukowski, entre outros, para a Brasiliense, e gera a dupla de irmãos Tulipa e Gustavo Ruiz, que acompanhou literalmente desde o berço. Um papo incrível sobre guitarras, redações, bandas, shows lotados, roubadas e momentos inacreditáveis.

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Jessie Ware não deixa ninguém parado

Não bastasse ter sido autora de uma das pistas de dança imaginárias mais quentes de 2020 – o soberbo What’s Your Pleasure, um dos melhores discos do ano passado -, Jessie Ware tira mais grooves suaves da manga ao anunciar a edição de luxo de seu disco mais recente (já em pré-venda aqui), abrindo seu coração pra gente na irresistível “Please”. Plis, digo eu, minha nossa senhora…

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Katze e a dor que cura

Foto: Leticiah F.

“Na minha perspectiva, antes de chegar na cura tem todo esse processo horrendo de passar pela dor”, me explica por email, a curitibana Katze, que está lançando seu primeiro álbum, Fratura Exposta, nesta quinta-feira, que pode ser ouvido em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. Em algum lugar entre o rap, o trip hop, a música eletrônica, a canção e misticismo, ela surge com um trabalho firme, direto e, por que não, terapêutico. “O disco acaba é mais esse processo do que sobre a cura em si. A cura é o objetivo, mas o caminho é longo e o passo é lento”, ri. “Esse processo abarca minha persistência, quase inevitável, em me quebrar o tempo todo e aí lidar com as in-consequências. E aí o nome do disco vem nesse sentido quase literal: ao expor o que está quebrado, reconheço o que e onde dói e acolho o que sinto. então acredito que reconhecer a dor e seja o primeiro passo pra cura.” E suas canções sussurradas sobre beats introspectivos acabam funcionando como o ambiente para curtir – e superar – a dor.

 

NTS: Sobre Roberto Carlos

A pedidos, discutimos o oitentão Roberto Carlos, ícone da música brasileira que, apesar da onipresença ainda massiva, não tem mais a importância popular que um dia já teve, embora ainda seja um dos principais autores da música brasileira contemporânea. E é por aí que eu, Danilo Cabral e Luiz Pattoli embarcamos em um longo papo sobre sua carreira, sua paranoia de controle, seus especiais na rede Globo, sua discografia e suas manias, numa grande homenagem a uma das maiores unanimidades do Brasil.

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Altos Massa: A estabilidade é uma ilusão?

Empregos, relacionamentos, endereços, círculos sociais, referências culturais… Nos apegamos a estados passageiros dando a eles uma sensação de perenidade que é fictícia, pois o que chamamos de normalidade é uma construção psicológica. O Altos Massa desta vez mergulha fundo em uma condição que muitos almejam e supõem vivê-la, mas que, como tudo na vida, é transitório e finito. Como viver com a sensação de que não existe estabilidade nenhuma?

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