Os primeiros robôs da história

Máquinas humanóides que funcionam sozinhas são manifestações típicas da era atômica, mas vêm de muito antes. Abaixo, uma lista de robôs que existiram antes da palavra inventada “robot” se tornar popular para além das fronteiras tchecas:

O relojoeiro suíço Pierre Jaquet-Droz fez esses três autômatos aí de cima no meio do século 18, só pra tirar onda e fazer propaganda de seu trabalho. O robô que desenha podia fazer quatro desenhos diferentes, enquanto o que escreve era programável e podia escrever qualquer frase com até 40 caracteres – e é considerado um dos ancestrais do computador moderno. Putamerda.

Já esse monge sinistro aí em cima é do século 16 – e foi encomendado pela corte espanhola para curar a doença de um herdeiro da coroa, inspirado num monge que havia morrido um século antes. Sinistro é pouco.

E essa Laffing Sal? Que medo. Essa máquina de rir era atração certa em quase todos os parques de diversões dos EUA antes da Segunda Guerra Mundial. Devia ficar perto do túnel do terror.

Já o tigre do sultão Tipu, que comandava o sul da Índia no final do século 18, foi feito só de pirraça contra os conquistadores ingleses: ele recriava uma cena em que um tigre, a obsessão do sultão, atacava um filho de um general britânico ao mesmo tempo em que funcionava como instrumento musical.

E essa tocadora de dulcimer, construída na França antes da revolução francesa, que segue tocando em um museu em Paris?

Mas nada supera “The Turk”, um robô que jogava xadrez em pleno século 18, vencendo, inclusive, adversários humanos (além de bater a mão com impaciência quando esperava demais ou de derrubar todas as peças do tabuleiro quando percebia algum movimento ilegal). Construído pelo inventor húngaro Wolfgang von Kempelen em 1770, “The Turk” passeava pela Europa como uma atração circense e intrigou nomes como Benjamin Franklyn, Napoleão e a rainha Catarina, da Rússia.

Os vídeos acima saíram de uma lista feita pelo sempre foda Cracked, que ainda lista robôs de demônios e de Jesus Cristo que, infelizmente (ou felizmente, vai saber), não têm registro no YouTube.

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Sem Resultados

  1. martins disse:

    O 1º vídeo é muito louco mesmo. Perfeito os desenhos e a caligrafia.

    O último,li que era um anão o segredo.

  2. Fazzio disse:

    Alexandre, como bom amante da Arte Mágica que sou – mágico profissional – , já estudei bastante esses automatos. O nome Houdini, usado pelo mágico escapista é uma “homenagem” Houdin, o francês que criava automatos. O assunto é apaixonante mesmo. Quanto ao Automato do xadrez, a peça original não existe mais, pois pegou fogo. O atual é uma reprodução. E ele funcionava com um anão dentro. Sim. Enganação graúda. No livro do Edgar Allan Poe, Contos extraordinários, o último conto, O Jogador de Xadrez de Maezel, é um ensaio de Poe na tentativa de descobrir se era mecânico ou não. Ele acertou com 99% de acerto o funcionamento. Não estou escrevendo para corrigir, nada disso. É que acho essa história toda tão curiosa que curto comentar sobre ela, sempre que tenho chance.