O xerife de Nottingham

Destacando um das notícias do Leitura Aleatória anterior, a entrevista que o Globo fez com o consultor jurídico da ABPD vem cheia de pérolas como essa:

Existe uma cultura de compartilhamento e há quem jogue arquivos na internet com o propósito de ajudar aos outros, tendo até trabalho para converter arquivos, mas com um espírito de comunidade, com a ideia de estar ajudando o próximo. Como acabar com a ideia de que se está ajudando alguém e não cometendo um crime?
É uma cultura meio Robin Hood. Você pode assaltar o meu armazém, tem uns caras querendo comer um cachorro-quente e então vamos assaltar o McDonalds. O cara que receber o cachorro-quente vai ficar feliz da vida, o dono não vai ficar nem um pouco. Não é assim que a sociedade funciona. Ou então, se é assim, vale para tudo. Atenção! Se vale para isso vale para tudo. Pô, tô sem dinheiro, você tem cartão de banco? Poxa, não tenho, então vamos quebrar um caixa-forte.

Vale ser lida na íntegra – e o Nogueira sublinha os pontos mais interessantes do papo.

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Sem Resultados

  1. Bruno disse:

    TInha linkado isso no URBe também, destacando outra passagem, em que o sujeito fala de sua aversão as coisas eletrônicas.

    De todo modo, é muito fácil simplesmente condenar todo o discurso do sujeito, a favor de uma liberdade gerarl, que na verdade não é bem assim.

    Essa discussão, polarizada do jeito que está, não chega a lugar nenhum. Tem muita gente a favor dos downloads simplesmente porque não quer mais pagar por nada.

    Existem bons argumentos para ser a favor, mas eles costuma sumir na fumaça do liberou geral.

    Não que eu concorde com tudo o que adevogado fala, mas em alguns pontos ele tem razão sim. Legalmente, inclusive. Porém, mudanças sempre envolvem choque.

    “O caminho do meio” diriam os sábios, essa é boa.

    Abs,