O tanque que pensa

Participei semana passada da terceira edição do Think Tank, videocast que o Ronaldo vem tocando com a YB – e que conta com a participação do Pena Schmidt, do Maurício Tagliari, do Miranda, do Juliano Polimeno e André Bourgeois. O papo foi aquele que você já deve supor: as mudanças que a internet têm provocado no mercado de música e como este mesmo mercado pode se reinventar sem rádio ou gravadoras. Com esse tanto de gente falando, inevitável rolar o fireball de informação – mas dá pra filtrar e tirar as informações que mais lhe interessam.

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4 Resultados

  1. terezo disse:

    matias, nao sei se vcs chegam a discutir isso (to acompanhando enquanto escrevo), mas infelizmente “fazer show é a única forma do músico pagar as contas” é só na teoria, pelo q a gente vê. aliás, nem sei quem pode dizer isso, talvez só os mega/grandes artistas – nem tô considerando os “médios”. o mais comum, não é de hj, é o artista não receber cachê nenhum. pelo contrario, ele tem q custear muito da própria estrutura para o show acontecer. e, no q precisa contar com as casas/organizadores/produtores, não pode. estrutura ruim, qualidade do equipamento de som ruim, técnicos de som amadores…
    enfim, agora estou vendo q vcs falam isso no 3o video. mas ainda gostaria de deixar essa “sugestão de pauta”, gostaria de ver essa discussão entre pessoas do meio, pq sinto q falta essa consideração. esse tipo de coisa, muito ligada ao estilo rock n’ roll, blablabla, cair em roubada, de tocar em qualquer buraco, receber um pedaço de pizza como cachê… é um negócio valorizado por alguns setores, q levam isso a sério até demais (espaço cubo e a filosofia do “artista igual pedreiro”) pode ser legal pra quem tá começando, pra quem é moleque, mas… aceitar isso não perpetua o amadorismo geral no “setor de música”? aí to incluindo músicos, empresários, organizadores, proprietários, jornalistas (po, tem muito jornalista q avalia música sem background nenhum, vai.) e, consequentemente, todo mundo. talvez seja a base de um raciocínio de “destrato” com a qualidade da música – e tudo q gira ao redor dela – q culmina, numa escala maior, por exemplo, no esculacho q foi a organização do just a fest ou na pessima qualidade de som costumeira nos shows do anhembi. viajei?
    abraços,

  2. Bruno disse:

    Porra, tá mais fácil fazer uma lista de quem NÃO toca no SXSW do que de quem tá dentro. São 1.200 shows, pra mim não significa nada estar dentro. Pra banda que põe grana do bolso é investimento furado, porque vai sumir lá no meio.

  3. Fernando Coelho disse:

    Ae Matias, desculpa, não puder assistir ainda o vídeo, mas é como vi no programa do Lobão semana passada – alias o unico em que consegui parar ver por mais de 2 min. Muito se discute, mas ninguém fala no ponto-chave do consumo de música dos nossos tempos: o apego à arte. Acredito que essa é a maior e mais importante consequencia. As pessoas estão consumindo mais música? Sim, estão, é fato. Mas a música está sendo tão importante para a vida delas quanto já foi para as gerações passadas? Não! E aí é que está o ponto. Me parece que as novas gerações não se apegam mais à cultura musical. Por mais que eu tenho acesso a toda a história da música – e talvez também por causa disso – música hoje é sinonimo de diversão e nada mais. Por que a MTV está voltando a rechear a programação com mais música? Porque as gravadoras sacaram que nao adianta entrar no mundo virtual, combater a pirataria ou o escambau… para elas é preciso fazer com que as pessoas tenham necessidade de consumir música e perpetuar esse consumo, assim como foi para a nossa geração e para algumas anteriores. Meus centavos….

  1. 22/03/2011

    […] pelas 21h, eu, Ronaldo, Juliano Polimeno, Pena Schimdt e Maurício Tagliari retomamos o Think Tank (lembra?) para conversar sobre música, mercado, internet, direitos autorais, políticas culturais e outros […]