O Iluminado e o sistema financeiro global

Você deve lembrar do Rob Ager das análises sobre o Big Lebowski e o 2001 que eu já postei por aqui. Seu objeto mais recente de estudo é o filme O Iluminado, do mestre Kubrick, em que ele, além de cogitar que boa parte das cenas de loucura de Jack são apenas devaneios de um escritor em frente a uma página branca, ainda traça uma complexa e sensata relação entre a lógica de Kubrick, elementos do filme que não estavam no livro original de Stephen King e a criação do atual sistema financeiro global. A primeira parte segue abaixo, as outras três vêm logo depois:

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  1. mauricio disse:

    que foda esse doc.! valeu pela indicação.

  2. Antonio disse:

    Falando nisso, eu vi uma análise mais doida ainda:

    http://www.disclose.tv/action/viewvideo/74507/Secrets_Hidden_In_Films_Of_Stanley_Kubrick_1__5/

    Vale muito a pena assistir inteiro, principalmente a parte com o The Shining.

  3. Paul disse:

    “elementos do filme que não estavam no livro original de Stephen King”

    Todo filme adaptado de um livro já é “pior” por definição, dentre estes, “O iluminado ” está entre os piores de todos.

    A única semelhança é o hotel, e quanto mais passar o tempo, menos pessoas irão se dar conta disso, o que é uma pena.

    Resumindo o

  4. Paul disse:

    “…” resumindo o que queria dizer é: leiam O Iluminado.

  5. YCK disse:

    Rob Ager, preenchendo minhas madrugas de final de semana.

  6. YCK disse:

    Estou lendo a biografia do Kubrick feita pelo John Baxter e, na página 149 da Edição da Carrol & Graf Publishers, Inc., enquanto fala da atitude em relação ao dinheiro que Kubrick possuia, temos:
    “Kubrick has always guarded details of his wealth, another advantage of living in Britain with its close-mouthed attitude to money, but by the eighties it undoubtedly ran into millions of dollars. His brother-in-law Jan Harlan is fully occupied as his resident financial adviser, acting as comptroller of his filmes – he ussually receives Executive Producer credit – and also custodian of his personal fortune, most of it stashed in Switzerland as gold.”
    Até aí tudo bem, ter muito dinheiro te faz quere atrelá-lo a um ativo que não traga risco de perda total, e o ouro tem comportado-se como um ativo que, ainda que flutuante, segura seu valor nas crises grandes. O mais interessante vem a seguir:
    “This aspect of Kubrick was to both bemuse and irritate his collaborators. During the time she was writing The Shinning, Diane Johnson found that Kubrick was ‘very into gold. As it turned out, though, it was the wrong time to buy.’ In the nineties Brian Aldiss was slaving at Childwicj Bury over the screenplay of his unmade science fiction film ‘A.I.’ when Kubrick stuck his head round the door and brusquely advised, ‘The Dow Jones is down. Buy gold!’ Only wishing he could, Aldiss gritted his teeth and typed on.”

  7. Daniel disse:

    O maneiro é que o filme é várias vezes melhor que o livro, com seus momentos vergonha alheia que foram, de forma muito certeira, limados do filme que preferiu se concentrar no declínio moral-psicológico do protagonista.
    Genial.