O fim do mundo… como o conhecemos

maiaaaa

Rola o papo que toda essa onda de calendário maia e 21 de dezembro de 2012 não é a data do Juízo Final e sim do fim de um ciclo para o início de outro. Já ouvimos essa história desde que descobrimos, lá nos anos 60, que estávamos às vésperas da Era de Aquário e a chegada do terceiro milênio – com todas suas paranóias ao redor dos anos 1999, 2000, 2001 e 2010 – acelerou essa sensação de que ou estamos fazendo hora-extra no mundo ou estamos prestes à presenciar uma mudança drástica na consciência coletiva da humanidade. Fico pensando se não é simplesmente uma questão numérica e depois de séculos e séculos defendendo suas propriedades e sobrevivência com unhas e dentes, imagine se, a partir de hoje, o número de pessoas na Terra mais dispostas a compartilhar (não só no Facebook) começar a ser maior do que o número de pessoas ferranhas em não abrir mão do que é seu. Se a balança virar mesmo para um lado mais generoso e menos egoísta, o que nos pode acontecer enquanto espécie?

Um amigo meu lamentava ontem à noite, quando toquei com a Fer na festa de véspera do fim do mundo do Neu! (valeu pelo convite, Dago), como, de todas as gerações da humanidade, éramos a mais azarada por estar viva justamente quando tudo acaba. Pra mim, é o oposto – somos a mais sortuda por estarmos vivos justamente quando tudo começa.

Bom começo, portanto!

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10 Resultados

  1. Daniela disse:

    Melhor comentário sobre o dia de hoje, com certeza!

  2. Nilson disse:

    Matias, mas essa é a Pedra do Sol, feita pelo Astecas… a dos Mayas é outra.

  3. Fra tura disse:

    Astecas, Maias, Matias, Incas, vamos todos morrer mesmo………..

  4. Daniel Araujo disse:

    É isso aí, seu Matias!

    Precisamos de um apocalipse estilo Promethea. O mundo acaba, mas o dia seguinte amanhece como se nada tivesse acontecido. Mas todo mundo aproveita pra ser mais gentil e solidário.

  5. Marcelo disse:

    Amanhã todo mundo vai continuar sendo o mesmo bando de fedaputa.

  6. William Florencio disse:

    Eu boiei na parte do “dispostas a compartilhar (não só no Facebook)”, vivemos tempos de extremo individualismo e as redes sociais são um espelho disso.

  7. jiban disse:

    Todo mundo adora um filme catástrofe.

  1. 26/12/2012

    […] a gostar de si mesmas, de onde vivem, das pessoas da família, de quem está ao seu redor e peguei-me pensando outro dia que isso poderia ter mais a ver com a mudança de eras vislumbrada pelo… do que propriamente com o mórbido apocalipse associado ao ano que termina. Bem que eu havia […]