O estado da música em 2010 segundo o NME

O semanário New Musical Express aproveitou mais uma reformulação gráfica para apresentar 10 capas diferentes que sublinham com 10 artistas diferentes a versão deles para o cenário pop atual no mundo. Bem diversificada e até fazendo apostas boas (Biffy Clyro e Magnetic Man), a lista consagra o indie rock como novo mainstream e parece apontar para o fim de uma década de indecisão editorial que o clássico jornalzinho patinou bonito. Não custa lembrar que apesar de lembrado recentemente por apostar em hypes furados e bandas constrangedoras, o NME é o veículo inglês que permitiu que a imprensa musical do país pudesse sair do trivial, apostou no punk logo que os Sex Pistols apareceram, fundou o que chamamos hoje de indie rock em dois momentos cruciais – ao lançar as fitas C81 e C86 -, assumiu ser de esquerda em plenos anos Thatcher, inventou o grunge ao acompanhar a primeira turnê do Nirvana à Inglaterra, e o britpop – entre vários outros méritos. Eis as capas:

Não é um mundo perfeito, mas me parece razoável – e mais próximo da realidade do que bandas com trinta anos de idade que se arrastam em shows pra dezenas de milhares de pessoas. Vi essa notícia na Bean, mas a imagem eu peguei no Move that Jukebox.

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  1. Antônio Neto disse:

    Rihanna? humm acho que não eim. Falta sustância nela.
    Desconheço a Laura, o Foals ,e o Biffy , então deles não posso falar. Mas os outros são bons mermo.

  2. Caio disse:

    Quais foram os hypes furados e bandas constrangedoras que NME apostou ?

  3. Libertines, por exemplo.

  4. Victor Abadio disse:

    Curti ver a Florence ai. Ela é sensacional.

  5. flávia d. disse:

    nossa, libertines hype furado? só acabaram pq o pete pirou mas a banda é mto boa, uma pá de banda não teria surgido se não fossem eles. arctic monkeys, por exemplo. essa geração de 20 a 25 anos idolatra os caras.

    e a entrevista da M.I.A., curtiu? achei fodona!

  6. Qualquer banda que toca sexta-feira na Funhouse é melhor que os Libertines. Hype furadaço, até Menswear tem mais sustança.

    Não vi a entrevista, tem o link aí?

    Agora… Dizer q sem Libertines não tinha Arctic Monkeys é o mesmo que dizer que sem Paul McCartney não tinha Pink Floyd. Tem um leve contato aí, mas o Alex Turner teria uma banda de qualquer jeito, né…

  7. Bean disse:

    poxa, eu também adoro Libertines. Pode até ser uma coisa nostálgica, da fase indie-Funhouse-descontrol haha, mas ainda coloco os CDs pra tocar em casa.
    Dá p/ ler a revista toda na versão digital. Com direito a cigarro com fumaça “de verdade” (capa da MIA e na página 17). haha:
    http://public.edition-on.net/links/1996_nme_digital_2010_001.asp

  8. Denis disse:

    Nossa, e o que se passa no rock Grã-bretanha? Faz uns 15 anos que não aparece nada que presta por lá…E não me venham com estas porcarias genéricas tipo Libertines e Artic monkeys, só aparece lixo por lá ultimamente.

  9. o problema é sempre melar propositadamente os limites entre gosto pessoal e crítica qdo se analisa de forma mais ampla o cenário

    acho q isso é essencialmente o motor para hypes de bandas como Libertines e Arctic Monkeys. o último menos, mas ambas as bandas já passaram do tempo, perderam o bonde. mais 5 anos (até menos) ficarão absolutamente esquecidas, virarão material para as festas de flashback dos 00’s

    e esse argumento se justifica se vc pensa no LCD Soundsystem, por exemplo, que tb nasceu nessa VERTENTE hype mas conseguiu se consolidar não só com o público, mas é adorado pela crítica. tudo bem q público/crítica não constitui mais uma dicotômia, mas é só pra ilustrar q os caras seguem firmes

    já o pete doherty…