O A e o Z, dos Mutantes, finalmente será lançado em vinil

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E mais uma novidade sobre os Mutantes à vista: depois de lançar a caixa com toda a obra dos Mutantes ainda com Rita Lee, a parceria da Polysom e a Universal dão a luz pela primeira vez à versão em vinil do esquecido O A e o Z. O disco, de 1973, foi gravado após a saída de Rita Lee do grupo e é um mergulho de cabeça na onda progressiva para onde o grupo já estava se inclinando no último disco com Rita, o País dos Bauretz. Ele conta apenas com seis músicas, todas gigantescas, cheias de solos instrumentais e letras metidas a séria, longe do bom humor característico do grupo. Contudo, não foi lançado quando foi gravado e era referido como um disco perdido da banda, até que a discografia dos Mutantes foi relançada em CD em 1992, o que fez o disco finalmente vir à tona. A capa e o encarte é desta época e foram compostos com desenhos de Arnaldo Baptista feitos entre 1986 e 1992. Mas a principal diferença neste relançamento é a ordem das músicas – no CD original a disposição das faixas era a seguinte: “‘A’ e o ‘Z'”, “Rolling Stones”, “Você Sabe”, “Hey Joe”, “Uma Pessoa Só” e “Ainda Vou Transar com Você”, diferente da do vinil, que ficou “‘A’ e o ‘Z'”, “Uma Pessoa Só” e “Ainda Vou Transar com Você” no lado A e “Rolling Stone” (sem o “s” da versão original), “Você Sabe” e “Hey Joe” no lado B. É um bom disco de rock progressivo, embora seja um disco fraco à luz dos clássicos da banda. Chega às lojas dia 27 deste mês.

Agora só faltam ressurgirem os dois últimos discos da banda em sua fase totalmente prog, com apenas Sergio Dias da formação original: Tudo Foi Feito Pelo Sol (1974) e Ao Vivo (1976). E, claro, abrir de verdade o baú do grupo, resgatando faixas que nunca viram a luz do dia. Porque o que tem de coisa inédita por aí…

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11 Resultados

  1. Mário Costa disse:

    Não é um disco fraco em relação a discografia da banda. Na verdade é um dos melhores discos da banda, uma evolução musical incrível tanto de parte técnica quanto artística.

    • Concordo plenamente com o Mário. A complexidade dos arranjos é sem igual!
      Não faz sentido nenhum dizer que o disco é fraco em relação a discografia e sim uma evolução gigantesca.

  2. Marcelo Furtado disse:

    Falou besteira demais hein. Disco fraco? É uma obra-prima, isso sim!

  3. RafaGoes disse:

    Alexandre Matias, o disco não é “fraco”, talvez o estilo possa não ser do agrado do público q gosta mais da fase tropicalia da banda, particularmente acho o disco excelente, e outros tbm opinaram da mesma forma ali em cima….é uma evolução da banda, coloco junto com o Baurets e “Hoje é o 1º dia…Rita/Mutantes 72” mais experimental e maior amadurecimento musical

  4. maustar disse:

    Entendo o que o Matias quis dizer com “fraco”…a fase áurea dos mutantes foi com rita lee, um psicodelismo mais despojado. A fase progressiva é virtuosa como vocês citaram, mas não tem músicas que colem no ouvido como nos discos anteriores. Well, da fase progressiva meu predileto é o tudo foi feito pelo sol, acho que dosa bem a técnica.
    Enfim, É como comparar a fase Syd Barret com a fase Ummaguma do Floyd, ambas tem ótimos discos, mas o Syd Barret sempre me emociona mais.

  5. Heddie disse:

    Infelizmente esse clichê de que a fase “progressiva” da banda é “fraca” permanece até hoje. Obra-prima da música brasileira, uma pena que grande parte das pessoas se deixa enganar por críticas tão superficiais. VOCÊ TAMBÉM ESTÁ TOCANDO!….

  6. tiago rabelo disse:

    O Tudo Foi Feito Pelo Sol e o Mutantes Ao Vivo foram lançados nos formatos disponíveis na época ( LP e K7 ), o que torna ” O A e o Z ” o único dos álbuns gravados pelos mutantes que nunca tinham sido lançados em vinil, a compilação Tecnicolor é apenas sobra de registros nos estúdios Des Dames em Paris na época em que foram tocar no MIDEM, pouco antes da gravação do Jardim Elétrico. E o Tio Sérgio Dias deve ter uma montanha de ensaios, shows e out takes que nunca foram expostos ao público, de resto, a crítica brasileira nunca foi muito coerente ou competente com o Rock feito por aqui, não seria agora né ?

  7. Dado Nunes disse:

    Tecnicolor não é sobra de estúdio. Ele foi gravado de fato para ser lançado no mercado europeu, mas a Polydor inglesa não soube como vender um disco que tinha 4 idiomas. Os Mutantes se apresentaram no MIDEM em fev/69, o Tecnicolor foi gravado qnd o grupo fez uma temporada de quase um mês no Olympia em nov/1970. A master foi preservada em 8 canais. Diferentemente do A e o Z que a master de 16 canais não sobreviveu…apenas as faixas já mixadas em stereo. Muito se questionou sobre a existência de outtakes do A e o Z nas mãos da Philips, mas com o lançamento em 1992, só encontraram as faixas já mixadas pra tristeza do grupo. Sergio e CCDB possuem ensaios e shows desse período.

  8. Eduardo Kowalski disse:

    Fraco? Esse é um disco é muito foda.

  9. Aprendiz disse:

    O A e o Z não tem nada de fraco, pelo contrário: como muitos já comentaram aqui, é um disco excelente. Acho até melhor que o Tudo Foi Feito Pelo Sol.