Impressão digital #0047: Twitter down

Minha coluna no Caderno 2 ontem foi sobre o Twitter em 2011…

O último ano do Twitter?
O passarinho azul subiu no telhado – e parece que vem outra bolha por aí…

Tweets, trending topics, retweets, seguidores, hashtags, unfollow, #FF, @username… Toda essa terminologia já era conhecida de um punhado de usuários do Twitter antes da explosão da rede social, em 2009. Em 2010, o mundo inteiro abraçou o site – até mesmo o Brasil, tradicionalmente acostumado a uma vida digital paralela à do planeta, entrou na rede em grande estilo, emplacando vários termos e hits nacionais para o resto do mundo. Mas se em 2010, o Twitter indicava ter embalado num crescimento que parecia não ter volta, 2011, no entanto, dá sinais que pode ser o último ano da rede social do passarinho azul. Ou pelo menos como a conhecemos.

O Twitter já vinha dando sinais de desgaste no fim do ano passado, quando o tráfego de dados na rede caiu drasticamente em outubro, segundo o site Alexa. Especula-se que a queda só não foi maior pois a rede social foi traduzida para novos idiomas e começou a agregar usuários em países em que ainda não estava presente. A queda de audiência poderia estar ligada à nova interface do site, que estreou no segundo semestre do ano passado e desagradou muitos de seus cadastrados.

A crise política no Egito também ajudou o Twitter a ganhar uma sobrevida e pareceu repetir o feito de 2009, quando o site foi crucial nas eleições presidenciais do Irã. Como disse o comediante norte-americano John Stewart à época: “Não foi o Twitter que salvou o Irã. Foi o Irã quem salvou o Twitter”. Não é exagero dizer o mesmo do Egito em relação ao site. Só que o momento é exatamente oposto: em 2009, a rede social ainda não tinha vivido seu grande momento popular.

O principal aviso de que, provavelmente, o passarinho do Twitter pode estar com seus dias contados veio na quinta-feira da semana passada, quando o jornal Wall Street Journal publicou que os executivos da rede social estariam conversando tanto com o Google quanto com o Facebook para tentar vender o site – e teriam ouvido ofertas que pagariam entre US$ 8 e 10 bilhões pelo serviço.

Uma vez comprado – seja por quem for –, uma coisa é certa: o Twitter vai mudar. E, pelo histórico dos dois possíveis compradores, pode até acabar. Mas isso ainda é terreno de especulação.

Mas um número citado pelo jornal chama atenção – o de que a rede, hoje com mais de 150 milhões de usuários, teria sido avaliada em US$ 4,5 bilhões em dezembro. Em menos de dois meses seu preço dobrou? E se lembrarmos que, nesta mesma semana, o blog Huffington Post foi vendido à America Online por mais de US$ 300 milhões, não duvide que estamos às vésperas de uma nova bolha digital, como a de 1999.

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Sem Resultados

  1. @guifreitag disse:

    Depois da bolha das pontocom, seria essa a bolha das mídias sociais?

  2. Maria disse:

    o fim do twitter?

  3. Lou Martins disse:

    Em meados de 2007 já se falava na nova bolha, vide hit “Here Comes another Bubble” no youtube, o chatérrimo papo de web 2.0 e uma possível 3.0 e o ‘começo’ do boom do sharing sharing sharing sharing.
    Um mercado não estabilizado como este de web/mobile/digital e variaçoes, onde a gente conhece pouco de todo potencial e toda coisa nova é vista como a última grande novidade do século vai continuar gerando bolhas no decorrer dos anos.
    minha única decepção: ainda não tive uma grande idéia para um one hit only internético que valesse alguns milhões. Mas tamo ae, na luta.

  4. Bruno Caló disse:

    Matias,

    Compartilhei tua coluna no meu Blog e joguei alguns charts do Alexa para estimular alguns comentários dos leitores.
    Um amigo (@mcapucci) postou algo interessante, que trago aqui para o debate:

    “Fim, talvez, mas o que acontece no Twitter é uma tendência natural para a maioria das novidades tecnológicas.
    A “caminhada” do microblogging no Hype Cycle do Gartner retrata isso de forma bastante clara e aponta que 2011 será o ano de fogo para o Twitter.
    http://www.gartner.com/it/page.jsp?id=1447613

    Abraços!

  1. 15/02/2011

    […] ignorar os boatos sobre a curva ascendente de tráfego no Twitter. Foi então que a coluna do Alexandre Matias no Estadão, me obrigou a visitar o Alexa, site que registra o movimento de sites e […]