Hugo Carvana (1937-2014)

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Morreu o Hugo Carvana e com ele morre também mais um pouco daquela boemia quase artesanal que o século 21 pisoteia. Com ele definha mais um pouco daquele ar bon vivant entre o malandro, o guerrilheiro urbano e o hippie, de gente que se ofende ao ser definido como uma profissão e que não considera vagabundagem um vício, que cultua o ócio, a preguiça, o excesso e uma vida intensa. Hugo era um Chico Buarque do mal, misto de Miéle com Dennis Hopper, um ator autor e diretor cronista (duas espécies também em extinção) que viveu a vida como quis e, espero (não há mais informações sobre a morte dele, por hora), tenha morrido tranquilo, satisfeito no último suspiro. Deixou uma lição, vivamos seu legado.

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