Hoje no Prata da Casa: Gang do Eletro

A Gang é a coisa mais legal que saiu de Belém desde que a capital paraense vive seus dias de “a nova Recife” (e isso já tem uns cinco, seis anos…). E o esquema do Prata você sabe qual é – o show é de graça, às 21h, no Sesc Pompéia e os ingressos começam a ser distribuídos uma hora antes. Esse é imperdível! Abaixo o texto que escrevi sobre a apresentação:

O hype ao redor da cena paraense aconteceu antes mesmo de ela estar pronta, por isso foi possível observar sua evolução numa espécie de reality show visto à distância. O tecnobrega vem sendo festejado desde o início da década passada, mas só há pouco tempo começou a produzir artistas que conseguem sair das fronteiras do estado. E se Gaby Amarantos hoje é autora de música de abertura de novela da Globo, o principal nome para se ficar de olho é a Gang do Eletro, um projeto que começou com dois dos principais nomes da cena do tecnobrega – o MC Marcos Madeirito e o DJ Waldo Squash. Juntos, redesenharam o velho tecno como um novo eletro – que tem menos a ver com o techno de Detroit ou o electro filho instrumental do hip hop e mais com designações típicas locais. O “eletro” do grupo remete mais ao sufixo de “eletrodoméstico” do que a um gênero musical, e juntos com os MCs Keyla Gentil e William, eles apontam para a música paraense do futuro, mesmo que com bases simples e letras diretas. “Treme!”, gritam ao comandar a massa.

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8 Resultados

  1. Marcelo disse:

    Véi… na boa, véi… esse trem é ruim demais!

    • José disse:

      Cara, eu até acho que esse som tem um público certo, que curte mesmo.

      Não é o meu caso, por isso não me sinto apto a julgar a qualidade disso.

      Só NÃO CONSIGO ENTENDER PORQUE tentam emplacar essas paradas junto a um público que, nas CNTP, não tem como curtir isso.

      “Ah, mas eu curto Sonic Youth, Sunn O))), Clash, Neil Young, Módulo 1000, Alice in Chains e Gaby Amarantos…”

      Poder pode, claro. Não existe “gosto errado”.

      Mas é muito esquisita essa tendência de Bonde do Rolê, ou aquele outro lá que vive na MTV, sendo vendido como rock n`roll, cool, hype, moderno, prafrentex, ou seiláoque.

      Você vai no Sonar e vê uma porra dessas e tenta perceber/ter uma noção de qual é o público daquilo e vê um monte de gente bêbada dançando e rindo de sí mesmo. Podía estar tocando Mamonas Assassinas, ou Araketu, ou Sidney Magal, as pessoas chapadas queriam rir daquilo e de sí mesmas.

      • Thou shall not travel.

        Isso eh complexo de viralata.

        • José disse:

          Já imaginava que a defesa viria com algo do tipo…

          Seria, ou isso, ou criticar um preconceito baseado em regionalismo.

          Mas tá trankilo. Minha vontade não é trollar não!

          Eu acho que isso é música que toca em Barraquinha de caipirinha do Cabofolia/Axé Moi, assim como acho essa Lana del Rey, o cruzamento de uma Hope Sandoval (sem o William Reed por trás) com Spice Girls, e os Dorgas, uns mulekes fodas pra caralho.

          Não sei se é bem viralatismo meu, não…

          Abraço ao Pará!

      • Marcelo disse:

        Por ironia do destino, acabo de voltar de Belém (a “terra onde jesus nasceu”), aonde fui por motivos profissionais. Deu pra perceber que o pessoal lá, o grosso do público, gosta mesmo do “brega” e suas variadas vertentes. Eu continuo achando isso aí ruim demais, na boa. Mas eu sou só um anônimo bobalhão, e comentei aqui porque o espaço está disponível, da mesma forma que o cachorro entrou na igreja porque a porta estava aberta. Mas o que faz certos estilos virarem “hype” eu realmente não sei. Apelo popular? Então por que não Amado Batista ou Zezé di Camargo?

  2. Carol disse:

    Só uma correção: a Gaby é intérprete e não autora da música de abertura da novela. O “dono” dessa letra é um compositor chamado Veloso, um cara muito figura e paraense também. Olha aqui: http://vimeo.com/43531150