Galileu – Novembro de 2013

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Na edição deste mês, trazemos na capa da Galileu uma longa matéria sobre como estatística e tecnologia estão reinventando o futebol para o século 21, numa meticulosa matéria apurada pelo Guilherme Pavarin, que cobre a licença-maternidade da Priscilla na redação do Jaguaré, e pelo Marco Zanni, colaborador da revista. Os dois detalham softwares que ajudam olheiros e técnicos, o desenvolvimento de materiais para a fabricação de uniformes, chuteiras e bola, tecnologias para prever e prevenir lesões, além de permitir o acompanhamento preciso da saúde de cada jogador, e concluem a matéria com a opinião do doutor Tostão sobre o avanço da ciência nos gramados. A revista ainda traz matéria do Vinícius Cherubino sobre resenhas falsas em sites de compras e de indicações, outra do Diogo Rodriguez sobre a controversa adoção do xisto como fonte de energia, uma matéria da New Scientist sobre os superpoderes dos animais e um papo que bati com o Peter H. Diamandis, da X-Prize Foundation. O André Bernardo escreve sobre autores que adotam pseudônimos, o Tiago Cordeiro relata as sweatshops digitais e uma matéria do Felipe Turion explica como o Brasil pode avançar ainda mais no combate ao fumo ao abolir os cigarros com sabor. Em sua coluna, Carlos Orsi critica o endeusamento da autoestima, a seção Numeralha mostra como estão os avanços ao combate da fome no planeta e a coluna Urbanidade apresenta sobre uma “madeira sintética” produzida a partir de lixo reciclado. Ainda temos matérias sobre como funciona o carro movido a ar, sobre o saneamento contra germes feito com a luz solar, sobre uma startup que faz curadoria de conhecimento, uma entrevista com o diretor do Instituo Franhofer, outra como ex-ministro da educação na França, Luc Perry, sobre a importância histórica do conceito do amor, sobre uma ONG que ensina a construir aquecedores baratos, sobre como se desenvolvem as pedras nos rins e um artigo sobre o futuro das escolas. Nessa edição trazemos duas capas complementares e a extinção da seção CPF, preparando para mudanças mais radicais em breve, como explico na carta ao leitor deste mês.

Uma capa em duas

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BOLA DIVIDIDA: A edição que você tem em mãos traz apenas uma das metades da capa sobre futebol. Abaixo seguem as duas versões lado a lado, complementares

Na edição de aniversário da revista, quando comemoramos 22 anos de GALILEU no início deste semestre, comentei que veríamos, nos meses seguintes, mudanças mais drásticas em nosso ecossistema. Começamos mudando com o acréscimo da Agenda e das colunas Sem Dúvida e Olhar Cético e neste mês vamos além com a morte do CPF. Criada para abrigar perfis e entrevistas no início da revista, ela ficou apertada quando colocamos as novas seções na edição de agosto e optamos por trazer o conteúdo desta seção para o PSC, que segue firme e forte, agora com matérias sobre pessoas que estão mudando os rumos do conhecimento.

Outra novidade desta edição é que começamos a experimentar nas capas. No mês passado, quando estávamos decidindo qual seria a imagem que apareceria no crachá estampado sob o logo da revista, chegamos às duas inevitáveis opções: publicar a foto de um sujeito ou de uma moça. A matéria sobre o futuro do mercado de trabalho não afetaria um ou outro gênero, ambos os sexos sentem as transformações que já estão em curso na maioria das opções. Até que o Fábio, nosso diretor de arte, cogitou: “Por que não fazemos com as duas?” — e a revista foi para as bancas com o sujeito e a mocinha, em duas versões da capa que alguns jornaleiros tiveram a esperteza de colocá-las lado a lado.

Daí quando começamos a pensar na matéria de capa desta edição — sobre como o futebol está mudando graças às intervenções da estatística e da tecnologia —, cogitamos em como ilustrar as transformações que estão mudando a cara do jogo na capa da edição. E foi o Tiago, nosso redator-chefe, quem considerou a possibilidade, usando duas capas, de mostrarmos a transição que está ocorrendo às vésperas da Copa do Mundo no Brasil: que o futebol está deixando de ser a proverbial caixinha de surpresas para ganhar contornos de ciência exata. Duas capas complementares, que formariam uma mesma imagem. Por isso a bola dividida em duas capas, à quais o Fábio acresceu linhas matemáticas para dar o tom mais preciso da mudança.

GALILEU é uma publicação que preocupa-se com este tipo de transformação, por isso é natural que ela mesma esteja em constante mudança. No mês que vem, quando completo minha décima segunda edição (portanto, um ano) à direção do título, traremos ainda mais novidades e não apenas nas páginas da revista.

Mas isso é papo para o mês que vem, depois falo melhor sobre isso — mas aposto que você vai gostar de saber desta surpresa.

matias-por-luis-douradoAlexandre Matias
Diretor de Redação
matias@edglobo.com.br

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