Fora da Casinha 2018

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Mais uma primavera, mais um Fora da Casinha. A tradição aos poucos se estabelece quando o velho compadre Mancha – o dono da Casa do Mancha, reduto infalível da música independente em São Paulo – fecha a escalação de seu festival em mais um novo lugar, desta vez na Casa Híbrida, pertinho do metrô Sumaré (depois de passar pelo Centro Cultural Rio Verde, pela Unibes Cultural e pelo Largo da Batata). E, mais uma vez, ele anuncia as atrações da edição do ano em primeira mão aqui no Trabalho Sujo: dia 6 de outubro, véspera da eleição, ele reúne em três palcos diferentes novíssimos nomes, como Goldenloki, Yma, Dingo Bells, Molho Negro, Juliano Gauche, Terno Rei, Garotas Suecas, Betina, Bruno Bruni, Laura Lavieri, OZU, Strobo, além do paraninfo Mauricio Pereira. A discotecagem desta vez não fica apenas comigo e com o Danilo Cabral (que, tradicionalmente, abrimos o festival) e ainda conta com as presenças de Joyce Guillarducci (Cansei do Mainstream), Rafael Chioccarello (Hits Perdidos) e Alex Corrêa (Caverna).

“Mesmo relativamente novo, o festival me faz perceber melhor onde nosso trabalho deságua”, me explica Mancha por email. “Artistas que tocaram no primeiro ano como Boogarins, O Terno, Carne Doce são nomes que hoje se fortaleceram no mainstream, alicerçados por uma estrutura independente/alternativa de mercado da qual faço parte. Ou seja, nosso caminho tem uma coerência mercadológica, está crescendo e com isso ajudando a solidificar um nicho de economia criativa extremamente importante. E o melhor de tudo, sem perder suas características iniciais ou precisar fazer concessões incompatíveis. Uma renovada da fé no poder de transformação da arte, imprescindível pro momento que vivemos.”

Os ingressos já estão à venda e o primeiro lote custa 50 reais. A arte do poster é da Sefora Rios.

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