#FdELeaks: Há um Edward Snowden do Fora do Eixo?

snowden

Talvez o grande feito jornalístico dos Mídia Ninja não tenha nada a ver com os protestos do meio deste ano e esteja acontecendo exatamente agora, ao servir, graças ao último Roda Viva, de isca para o início da discussão sobre esse tal de Fora do Eixo. Essa entidade há alguns anos vem tomando conta de diferentes corredores da produção cultural brasileira, com um discurso prolixo, evasivo e muitas vezes contraditório e constantemente teve seu modus operandi questionado – além de falar mais sobre política do que sobre cultura. Será que há algum whistleblower disposto a mostrar as coisas como elas realmente são do lado de dentro do Fora? A transmissão 3G e o jornalismo POV dessa nova comunicação ninja poderia mostrar, mesmo que na base do relato anônimo (pode usar a máscara do V, tá tranquilo), as trincheiras direto do front das Casas Fora do Eixo? E não custa lembrar que documentos digitais não se destroem facilmente.

Eis a grande reportagem de cultura no Brasil de 2013.

***

Alguns textos já ajudam a costurá-la:

E agora criaram o Fora do Eixo Leaks de fato.

Alguém aí quer falar ou linkar mais algo?

Você pode gostar...

70 Resultados

  1. Fora do Fora disse:

    Não sou um Snowdem, longe disso. Até porque, já adianto aqui que minha opinião não é imparcial. Saí do FDE porque quis, porque estava incomodado com algumas coisas, mas o mais importante: saí porque queria algo diferente, como sair de um emprego qualquer que você não está satisfeito.

    Fiquei bastante tempo no FDE, convivendo com pessoas tanto do “alto escalão” quanto em coletivos iniciantes. Já adianto(2), não vou dizer nada extraordinário em relação ao FDE. Muito do que ele é, você só pode saber vivendo. Isso não é extraordinário – mais uma vez – é como qualquer outro emprego. E sendo assim, mesmo se eu falar alguma coisa que poderia fugir do “padrão”, você só pode saber se isso é verdade ou não, vivendo.

    Enfim, pra alguns esse post já perdeu a graça. Mas escrevo ele pra dizer que:

    1) ninguém, NINGUÉM que está atualmente como um membro de um coletivo FDE está fazendo porque está sendo obrigado a tal. Em sua maioria, a pessoa teve a curiosidade de ir visitar um dos coletivos, sacou como era a parada e resolveu ficar, porque quis. Simples assim. Superem.

    2) ninguém tá ficando rico! (rico no sentido de ganhar dinheiro). Ao mesmo tempo, ninguém passa necessidade. Sério. Superem isso também, na boa.

    3) por mais que você desconfie do modus operandi, mano, na boa. VAI DESCONFIAR É DA PORRA DO GOVERNO DO ESTADO. Caralho, a galera tá querendo fazer cultura, organiza altas paradas firmeza, shows, oficinas, caralho a quatro. Usar grana pública pra fazer isso é mais do que natural, diria necessário.

    4) Se for pra falar alguma coisa, e digo isso pro autor desse blog também, vai conhecer a parada, antes de fazer um post querendo provocar uma tretinha beirando o infantil. Na boa, o FDE já te passou faz tempo, em conteúdo, discurso e ação. É patético ver que até o Trabalho Sujo faz parte da velha mídia. Isso não é uma afronta ao questionamento legítimo. Porra, é óbvio que a mídia ninja representa algo novo, não?. Se veio pra ficar? Não sei. Mas colocando dessa forma, parece brincadeira. “Dessa forma?” você diz. Sim, dessa forma: “além de falar mais sobre política do que sobre cultura”. WTF??? Política não é cultura? Cultura não é política? Sério que você acha isso Alexandre? Que decepção.

    • Carlos Eduardo disse:

      Acho bonitinho que toda vez que se fala algo do FdE surgem comentários anônimos, esquivando-se da parcialidade e tentando jogar as pessoas como vilãs.
      O que o blog faz aqui é levantar uma questão. Isso é parte do que se chama JORNALISMO. Buscar a verdade, o olhar diferente, a informação mais profunda. Chamar o trabalho sujo de velha mídia somente porque ele levanta uma questão com base em relatos (cada vez mais comuns) é tão tacanho e baixo que é digno de comentarista do G1.
      Estou longe de querer defender qualquer lado, este post faz exatamente o que você propôs : chamou ao conhecimento do FdE, de suas operações e de seu discurso. Se isso incomoda, é outra história, que também merece ser contada.
      “na boa, o FdE te passou faz tempo” = pegou pilha errada Hein amigo.

      • Fora do Fora disse:

        Não me esquivei de parcialidade, falei que seria parcial no primeiro parágrafo.

        “Buscar a verdade, o olhar diferente”. Pelos textos que ele sugere sobre o FDE, todos falam mal… quando na real, todo mundo que pesquisasse um pouquinho saberia que quem quiser conhecer mesmo é só ir em qualquer coletivo trocar idéia. Isso ninguém faz né?

        É velha mídia pq fala sem saber. Eu me pergunto porque o Alexandre Matias não marcou uma entrevista com o Pablo Capilé para todas as dúvidas que ele tem. Tenho certeza que seria bom pra todos os lados. Mas… muito melhor escrever um post incitando fofoquinhas né…

        • Carlos Eduardo disse:

          Acho que aí temos várias questões.

          Ouvir o coletivo é parte – também – da história. O “vai conhecer essa parada” funciona bem pra quem tem tempo ou quer se aprofundar na pauta. O post aqui foi um convite, pelo que entendi, a isso. O blog não se propôs a investigar ou nada.

          Mais uma vez digo que é bonitinho a linha de raciocínio que se usa pra atacar qualquer um que fale do FdE. A entrevista com o Capilé não deve ser prioridade para o blog, ou para os blogueiros que trabalham com outras coisas. Obviamente seria interessante, mas talvez não se queira mais ouvir as firulas usadas para escapar do debate claro, seco, de pergunta e resposta.

          Todos gostaríamos de respostas claras para muitas questões. Respostas tão incisivas quanto as perguntas que Capilé se nega a responder.

        • gustavo disse:

          Puxa, eu vou passar num coletivo para trocar uma ideia e conhecer, mas antes vou passar na Opus Dei, na Juventude Democrata, no Carecas do ABC, na redação da Veja… tem tanta gente que eu injusticei nessa vida, criticando sem trocar uma idéia.

          Numa boa: você é uma piscina de clichês FDE.

        • Felipe Gonzes disse:

          HEUHEUHEUHEUHEU BR BR

      • emi disse:

        Carlos Eduardo, concordo com o que vc escreveu.

        Já passou da hora dessa discussão explodir.
        Pq não podem ser questionados? por acaso são perfeitos? Muitas vezes, ao receberem críticas agem como se fossem soberanos, e você que critica ou quer saber mais é que é o ultrapassado e mente fechada.

        É importante ver os diversos lados da história!

      • Allan disse:

        Isso é jornalismo? Isso tá mais pra fofoquinha, colega. Replicar um falatório cheio de raiva e mágoa sem sequer ter a mínima intenção de checar o que tá sendo dito.
        Além do mais, não é próprio do jornalismo “ouvir o outro lado”? Na boa, igualou a Veja aqui no quesito irresponsabilidade.

    • Cuca Beludo disse:

      Alguém se doeu, se bobear esse é o próprio boca das galáxia. E ele também não falou nada que o FdE já não tenha argumentado no passado. Todo apoio pra vocês que tão montando esse dossiê. A mídia independente de verdade não precisa de Pablo Capilé ou de seus súditos.

    • norma disse:

      Verdades não se trata desta forma. Se há necessidade de tanta obediência, desconfie. Vc está sendo usado. Se não tiver passado por seções de controle de mente, vc tem a chance de enxergar as motivações. Se não passou e não viu, sinto muito, mas vc é ótimo para ser cooptado para qualquer coisa.

    • izabel. disse:

      se assume aí, cara. pra quê um comentário desse ser ANÔNIMO?

  2. china disse:

    faz tempo que eu bato nessa tecla!
    uma hora o judas aparece!

  3. Márcio disse:

    Ao “Fora do Fora”, perguntas e comentários em cima de seu depoimento, se me permite:

    “1) ninguém, NINGUÉM que está atualmente como um membro de um coletivo FDE está fazendo porque está sendo obrigado a tal. Em sua maioria, a pessoa teve a curiosidade de ir visitar um dos coletivos, sacou como era a parada e resolveu ficar, porque quis. Simples assim. Superem.”

    Obrigado ninguém é, que nem na Igreja Universal sobre pagar o dízimo. Mas e quanto a sobre relatos de gente hostilizada por pessoas do FdE por ter anunciado sua saída, isso procede?

    “2) ninguém tá ficando rico! (rico no sentido de ganhar dinheiro). Ao mesmo tempo, ninguém passa necessidade. Sério. Superem isso também, na boa”.

    Que ninguém da mão de obra do FdE tá ficando rico, isso vem ficando claro, até porque cubocards ainda não podem ser convertidos em dinheiro no banco. Não passam necessidade? Legal, porém vago; de que necessidades estamos falando? Agora isso é sobre a mão de obra. Resta saber: os líderes do FdE ficam com algum dinheiro vindo dos projetos? Porque se ficam, a meu ver é justo repassar o dinheiro restante igualitariamente a todos os envolvidos na mão de obra também. Até pra que ficasse claro que “todos são iguais” lá dentro.

    “3) por mais que você desconfie do modus operandi, mano, na boa. VAI DESCONFIAR É DA PORRA DO GOVERNO DO ESTADO. Caralho, a galera tá querendo fazer cultura, organiza altas paradas firmeza, shows, oficinas, caralho a quatro. Usar grana pública pra fazer isso é mais do que natural, diria necessário.”

    Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. “O juiz do jogo é ladrão”. “Ah, e daí? Pior é a corrupção em Brasília” não é argumento, é desviar o foco da discussão.

    “4) Se for pra falar alguma coisa, e digo isso pro autor desse blog também, vai conhecer a parada, antes de fazer um post querendo provocar uma tretinha beirando o infantil. Na boa, o FDE já te passou faz tempo, em conteúdo, discurso e ação. É patético ver que até o Trabalho Sujo faz parte da velha mídia. Isso não é uma afronta ao questionamento legítimo. Porra, é óbvio que a mídia ninja representa algo novo, não?. Se veio pra ficar? Não sei. Mas colocando dessa forma, parece brincadeira. “Dessa forma?” você diz. Sim, dessa forma: “além de falar mais sobre política do que sobre cultura”. WTF??? Política não é cultura? Cultura não é política? Sério que você acha isso Alexandre? Que decepção.”

    Desqualificar o autor do post também não é argumento. Sobre cultura ser política e vice-versa, concordo em partes: cultura fomenta questionamentos e posições políticos, mas quando vira isca pra angariar eleitores, já deixou de ser cultura pra virar mero panfletarismo. Não por acaso os showmícios hoje em dia são proibidos por lei. Agora, se o FdE faz isso ou não, é algo a se discutir, mas é preciso mais informações e depoimentos.

    • Fora do Fora disse:

      1) Sim, pode proceder, porque estamos falando de pessoas aqui. E pessoas brigam, guardam ressentimentos, normal.

      2) É óbvio que todos não são iguais. Todos tem um papel, muitos são “mão de obra” , outros ficam mais na linha de frente. Mas isso é muito claro pra todo mundo, e qualquer um pode mudar seu papel. É só fazer. O lance da grana é meio lógico, quem viaja mais, faz mais conexões em vários lugares, precisa de mais grana, pra deslocamento, alimentação, etc, do que um membro mais fixo num coletivo. Além disso, cada coletivo cuida do seu próprio caixa, e existem diferenças sim. Isso nunca foi escondido de ninguém, inclusive isso foi falado no Roda Viva. Qual o drama?

      3) concordo que pegou mal essa frase. Mas meu ponto foi o uso de grana pública pra fazer o que eles fazem. E eles fazem e gastam muito bem e mostram como foi gasto. Minha sugestão é que qualquer um que queira saber como essa grana é gasta, vá a algum evento grande, um festival, um congresso. E mais uma vez, é só perguntar pra qualquer membro e tirar dúvidas.

      4) como já disse em outra resposta, foi decepcionante sim. Bastava marcar uma entrevista com o Pablo e tirar todas essas dúvidas. Acho que isso é muito mais jornalismo do que incitar um post fofoquinha e colocar 4 textos que já claramente são contra o FDE.

  4. Ian. disse:

    carai, tava pensando exatamente nesse ponto ontem, Matias, e justamente por conta desses textos que estão saindo aqui e ali. parece que essa “vazada” do Capilé pra algo ainda longe do mainstream, mas um pouco além do circulo que ele dominava, movimentou uma galera pra jogar a possível real desse cara. tava demorando.

  5. sereia disse:

    mas matias, cultura = política e política = cultura; estética = política e política = estética.

    sobre a cineasta, me parece bem claro que ela confunde apoio com patrocínio. e um pouco ingênuo dizer que o filme não é feito com dinheiro público, sendo que qualquer patrocinador privado vai descontar o que investiu no imposto de renda = recurso público.

    sobre a ideia de duto, de que arte não é e não pode ser privilégio, isso é das coisas mais lúcidas sobre a questão da arte na contemporaneidade.

  6. Fred disse:

    Quem é ligado a algum tipo de cultura tem que fugir pra bem longe desses caras ai bando, e quanto ao cara que falou que nã tem ninguém ficando rico, não sei não hein

    • Fred disse:

      E acho que está mais do que na hora de o Ministério Público investigar esse pessoal assim como o pessoal do axé que faz turnê com milhões do governo sendo que não precisam de nem um centavo.

      • diegobm disse:

        Discordo, bro. A culpa da liberação de recursos públicos para terceiros sem fiscalização é ato de improbidade administrativa dos servidores do Min. da Cultura, que perderam o controle do “investimento social”. Então não acho que a FdE seja caso de MP, nem de polícia (a não ser que eles lavem dinheiro privado, o que é só uma suposição). Mas talvez a FdE seja caso de auditor fiscal da Receita Federal, para mapear a circulação da grana, e forçar o coletivo a adotar outras formas jurídicas que são OBRIGATÓRIAS para outros grupos do terceiro setor, como cooperativas, associações, OSCIPs, etc, seguindo regras de transparência fiscal e compliance. Bom, pra mim pouco importa se o modo de produção deles gera valor agregado e divisão social do trabalho, ou se eles tem ou não fins lucrativos. Não sei porque as pessoas se escandalizam com isso, pois TANTO FAZ! Outras entidades culturais privadas se viram como podem, e geralmente dependem muito dos contatos políticos de seus diretores. Sem novidade nesse ponto. Também não me imposto se o artista ficou decepcionado, triste, ou até furioso com o FdE, afinal, o artista está se relacionando com um grupo indefinido de pessoas, não com o SESC. Acho que a questão principal é apenas a transparência contábil e fiscal. Qualquer associação de bairro, qualquer “grupo de idosos católicos jogadores de bocha pela organização de bailes da terceira idade” pode realizar um evento social ou cultural como a FdE. A questão é que a associação de idosos presta contas pro Fisco e pro resto da comunidade. Qualquer senhorinha pode até ver o balancete pendurado ao lado da paróquia, e ficar escandalizada com o valor gasto na realização de um baile da saudade, mas, bem ou mal administrada, a prestação de contas está lá, pendurada. Então eu só peço a mesma coisa pra FdE, pois a FdE pode até ser melhor relacionada do que o grupo de idosos católicos jogadores de bocha pela organização de bailes da terceira idade, mas certamente a FdE é igual a qualquer outra pessoa jurídica perante a lei. “Ah, mas nem toda casaFdE é uma entidade jurídica”. Foda-se, se não é, então vai ter que ser.

      • diegobm disse:

        Discordo, bro. A culpa da liberação de recursos públicos para terceiros sem fiscalização é ato de improbidade administrativa dos servidores do Min. da Cultura, que perderam o controle do “investimento social”. Então não acho que a FdE seja caso de MP, nem de polícia (a não ser que eles lavem dinheiro privado, o que é só uma suposição). Mas talvez a FdE seja caso de auditor fiscal da Receita Federal, para mapear a circulação da grana, e forçar o coletivo a adotar outras formas jurídicas que são OBRIGATÓRIAS para outros grupos do terceiro setor, como cooperativas, associações, OSCIPs, etc, seguindo regras de transparência fiscal e compliance. Bom, pra mim pouco importa se o modo de produção deles gera valor agregado e divisão social do trabalho, ou se eles tem ou não fins lucrativos. As pessoas se escandalizam com isso, mas TANTO FAZ! Outras entidades culturais privadas se viram como podem, e geralmente dependem muito dos contatos políticos de seus diretores. Sem novidade nesse ponto. Também não me importo se o artista ficou decepcionado, triste, ou até furioso com o FdE, afinal, o artista está se relacionando com um grupo indefinido de pessoas, não com o SESC. Acho que a questão que vale cobrar deles é apenas a transparência contábil e fiscal. Qualquer associação de bairro, qualquer “grupo de idosos católicos jogadores de bocha pela organização de bailes da terceira idade” pode realizar um evento social ou cultural como a FdE. A questão é que a associação de idosos presta contas pro Fisco e pro resto da comunidade. Qualquer senhorinha pode até ver o balancete pendurado ao lado da paróquia, e ficar escandalizada com o valor gasto na realização de um baile da saudade, mas, bem ou mal administrada, a prestação de contas está lá, pendurada. Então eu só peço a mesma coisa pra FdE, pois a FdE pode até ser melhor relacionada do que o grupo de idosos católicos jogadores de bocha pela organização de bailes da terceira idade, mas certamente a FdE é igual a qualquer outra pessoa jurídica perante a lei. “Ah, mas nem toda CasaFdE é uma entidade jurídica”. Foda-se, se não é, então vai ter que ser.

  7. Ailton de Oliveira disse:

    Sobre toda essa pôlemica sobre o Fora do Eixo: que tal se os jornalistas, seja da velha ou nova mídia, que estão questionando o FDE, simplesmente não vão lá na parada e vejam com seus próprios olhos pra saber realmente o que acontece?

    Vão nos coletivos, vejam quais são os desmembramentos da coisa, fiquem lá uma semana, duas, façam visitas regulares… mas vão lá e façam!

    Parem com esse monte de bla bla bla de post pra cá, replicar depoimento de fulano, beltrano. Parem de fazer “jornalismo”, “apuração” ou que seja online.. Só isso não resolve. Ninguém vai ter noção da coisa se não forem lá pra ver a coisa na prática, no real. Jornalismo via twitter e blog não é o suficiente, se querem saber qual é a parada, tirem a bunda da cadeira e a mãozinha do teclado e vão lá.

    • Roberta Cabral disse:

      Simples, porque o grande público – essas pessoas que pouco estão aí para o espírito de mudança do coletivo e para as ideias fantásticas do FdE – querem que uma questão principal seja respondida: de onde vem o dinheiro? De que adianta ir aos coletivos para apurar isso? Não acredito que isso vá ser mostrado ao repórter, com cordialidade e um cafezinho.

      Quem tem que investigar é a polícia, o TCU, sei lá. Os jornalistas podem fazer o que estão fazendo, dizer que tem caroço no angu.

  8. bruno disse:

    eu continuo achando que o negócio é trocar o capilé na banca do governo.

  9. erika disse:

    tem alguma treta com o pessoal da Favela do Moinho também:

    http://www.vice.com/pt_br/read/a-queda-do-muro-da-favela-do-moinho

  10. alessandra vale disse:

    fiquei passada com o texto da buceta http://ciaocretini.org/2013/07/12/usa-a-buceta-a-favor-do-processo-sic/ se essa estória do presidente for verdade imagina o estupro coletivo!!

  11. Eduardo Lopes disse:

    A primeira vez que ouvi falar sobre o Fora do Eixo, não me lembro se lendo uma revista Trip ou algo do gênero, fiquei instantaneamente vislumbrado com seu modo operante. Aquilo era tudo o que eu queria, ser artista, trabalhar, viver sem me preocupar com remuneração. Fazendo todos crescerem em conjunto. Utopia sem fim no meio do capitalismo selvagem de um país de terceiro mundo.
    Fui até lá, conversei com as pessoas e saí ainda mais vislumbrado.
    Era aquilo que eu desejava.
    Bom, comecei a ir atrás pra saber o que as pessoas tinham a dizer sobre a rede. Foi então que comecei a notar que realmente haviam algumas coisas que me alertaram um pouco. Muita gente realmente perturbada com a rede. Eu entendo, eu entendo, realmente não é fácil compreender esse novo estilo de vida e muito menos a forma detalhada de como o coletivo opera.
    Mas cheguei a conclusão que na verdade só se vive bem com o FDE se vc estiver mergulhado na ideologia deles, no modo de vida deles. Principalmente se vc morar em uma das casas, sobrevivendo de seu meio (algo realmente religioso). Mas agora se vc quer estar em operação com eles e viver fora, seus benefícios não serão tantos.
    São mais de 10 anos de coletivo e quantos artistas conseguiram “crescer” com eles?
    Bom, eles tem os seus garotos propaganda para provar o contrário disso. Mas quantos são? Macaco Bong e……
    Crescer é relativo obviamente.
    Aí eles vão dizer que muitos artistas cresceram no meio deles, tem muito artista rodando o Brasil. Mas esses caras estão sobrevivendo de sua arte? Acho que não.

  12. Anonymous disse:

    Faltou esse, que saiu na Carosamigos uns anos atrás http://www.controversia.com.br/index.php?act=textos&id=9741

  13. Paulo disse:

    Estava lendo o Blog do Forastieri e alguém colocou esse link http://dynamite.com.br/jukebox/category/denuncia/

  14. Paulo disse:

    Trabalho com arte de rua a mas de 10 ano .Fui convidado para ir para a casa fora do eixo por um amigo para grafitar uma parede, De cara conheci a Fab Aliceda, uma gordinha com cabelo curto tingido de ruivo e olhos bem grandes azuis. Nunca tinha ouvido falar dela, que se apresentou com artista e curadora, já faz uma cara ainda não vi um trabalho decente dessa mina e a curadoria não existiu escolhi a parede que quis e pintei o que quis, hoje em dia é fácil se chamar de artista e curador o difícil e ir para rua botar a cara a tapa e pintar mesmo com risco de ser preso e apanhar. A mina com voz estritende e sorrido forçado me falou da rede, a casa dos muitos coletivos, falou da moeda de troca e tudo mais, até eu ficar cansado, prometeu tinta e tudo mas. Acabei pintando com minha tinta mesmo, porq só tinha uma caixa com umas cores estranhas e nem 10 sprays, na moral, a infraestrutura tava bem caída, aí vi uns trampos de alguns conhecidos, ate bem bom, resolvi fazer uns riscos. Acompanhei por um tempo a página do fora do eixo não vi em nenhuma página com divulgação dos trabalhos e depois de meses ainda não recebi a o dinheiro do fora do eixo e nem nada, total descaso com os artistas, fora o trabalho dos irmãos retirados das paredes ou com picho em cima. Curadora lixo e estrutura enganadora. Fora do eixo nunca mas.

  15. Renan disse:

    Pra quem queria o whistleblower, taí: https://www.facebook.com/lcbellini/posts/702021409824865

  16. Bruno disse:

    Aqui tem mais um relato impressionante também, de uma pessoa que esteve em contato direto com a cúpula FdE e Pablo Capilé:
    https://www.facebook.com/lcbellini/posts/702021409824865

  17. gustavo disse:

    http://chinaman.com.br/fora-do-eixo-e-longe-de-mim/

    china falando do fora do eixo

    abs

  18. Liana disse:

    tem o post da Laís Bellini.
    Assustador.
    https://www.facebook.com/lcbellini?hc_location=timeline

  19. gi disse:

    Essa história do FdE é um plot twist digno de #Kony2012.

  20. Renato disse:

    Acabei de ver esse aki. Fiquei impressionado, pois parece que megalomania não tem fim. E parece que vai vir mais pela frente lá da galera de Recife.

    https://www.facebook.com/george.yudice/posts/10201628952627685

    Vamo q vamo!

  21. Anonymous Kaiowas Ninjas disse:

    O Fora do Eixo – primeira contato…

    Fui apresentado ao Fora do Eixo no começo de 2011, quando Capilé junto à alta cúpula do Fora do Eixo Lançaram sua primeira Casa, finalmente no Eixo, A Casa em São Paulo, na Rua Scuveiro no Cambuci. Casa locada, com verba de Edital, para a inauguração da Sede do Fora do Eixo, o Aluguel de um ano foi pago antecipadamente para o proprietário da casa.
    No primeiro momento achei interessante a ideia de um grupo de líderes regionais unirem-se para propor uma forma diferente de distribuição de cultura. Na época o carro chefe do Fora do Eixo era a música, O tal Grito Rock, com seus shows no carnaval, em várias cidades do Brasil.
    Logo no inicio o pessoal do Fora do Eixo iniciou uma campanha para chamar grafiteiros e artistas locais para redecorar e grafitar a casa, de graça em troca de divulgação e “cubocards”( a tal moeda do Fora do Eixo) As pinturas na casa feitas nos fim de semana iniciaram o Domingo na Casa, espécie de festival aberto multicultural, com shows, pintura e um churrasco concorrido de meio quilo de acém para 200 pessoas. Quem frequentou o espaço sabe, que nada mais era que uma casa velha com amigos dos amigos pintando muros de graça e meia dúzia de malucos fumando maconha no jardim. Os shows eram de bandas desconhecidas, gravados e divulgados online, nos moldes da atual mídia ninja, alias todas as ações que o Fora do Eixo faz, é documentado e mostrado online, antes em um canal simples, depois intitulado pós TV com ajuda de Bruno Torturra e Claudio Prado, até o “nascimento” da mídia ninja.

    Artes integradas e maior poder de ação e atuação…

    O Fora do Eixo inicialmente trabalhava com música e política, com a abertura da casa São Paulo, novas conexões foram feitas, eles começaram a também “trabalhar” com arte de rua, teatro, cinema, designe, feiras de Rua, moda, artesanato…Enfim qualquer coisa, que qualquer um fosse lá oferecer, as parcerias prometiam em todos momentos divulgação dos artistas , suas artes e futura distribuição à “REDE”, como intercâmbio em festivais de Cultura espalhados, agora pelas muitas “Casas Fora do Eixo”, os custos dos projetos, normalmente ficavam à cargo dos próprios artistas, salvo uma ajuda ou outra com iluminação ou meia dúzia de latas de tinta. O “CuboCard” foi prometido e pelo que sei muitos ou quase todos, que fizeram trabalhos não musicais com o Fora do Eixo, não recebeu os “cubocards”, nem mesmo uma divulgação decente na página do Fora do Eixo ou na chamada REDE.
    O que o Fora do Eixo ganha atuando em todas as áreas de arte e cultura?
    Não é preciso pensar muito, fica claro que quanto mais áreas, aumenta o número de editais, leis de incentivo, patrocínio de empresas privadas e poder de distribuição de cultura, o que rende maior poder político e verba para a alta cúpula do Fora do Eixo. Não podemos esquecer a Universidade Fora do Eixo, está provavelmente a maior palhaçada criada pelo coletivo para arrecadar mais verba.

    Capilé, conexões, parcerias, inteligência e revolta…

    Conheci o Pablo Capilé no auge de sua revolta com a traição de Dilma na escolha de Ana de Holanda como ministra da Cultura, de cara minha impressão dele, fez eu rever a independência e razões do Fora do Eixo. Aos gritos Pablo falava, colocamos ela no poder a rede unida fez campanha para sua eleição e agora ela coloca a desinformada e retrograda Ana de Holanda como ministra. Junto dele outros do grupo também visivelmente revoltados, falavam de necessidade de mostrar o poder das redes, de tomar as ruas e fazer a irmã de Chico Buarque cair. Ela com sua política conservadora, não deu espaço para Capilé, O Ecad era um problema para a distribuição do carro chefe da Rede a música. Com o prestígio diminuído Capilé lembrava com felicidade da abertura que tinha no governo na época do Lula e inconformado dizia que Dilma estava estragando um trabalho de 8 anos de desenvolvimento de cultura livre de redes.
    Na mesma época eclodiu o traumático episódio de marcha da Maconha, em que a polícia de São Paulo de forma truculenta agrediu manifestantes. Naturalmente como sempre, as pessoas em peso resolveram sair as ruas para gritar pelo direito às manifestações, Assim surgiu a Marcha da Liberdade, como sempre o esperto Capilé arrumou uma forma de fazer o Fora do Eixo, ter destaque na manifestação, uma força tarefa na casa Fora do Eixo São Paulo uniu-se freneticamente para fazer logo, camisetas, distribuiu filipetas, faixas e entregou flores, ainda no inicio da concentração da população no MASP e assim conseguiram ser fotografados pela grande mídia e fazer registro para parecer que a marcha era uma ação do Fora do Eixo, quem foi para lá, nem tinha conhecimento do Fora do Eixo, mas foi aí que Pablo começou a sua orquestrada política de pressão ao Governo Federal para mostrar o poder das Redes… É claro que faixas contra o Ecad e contra Ana de Holanda estavam na manifestação.
    No meio disso tudo encontrei Pablo em um domingo da Casa e perguntei sobre as manifestações, falei sobre minha preocupação com o início da construção de Belo Monte, sobre o novo Código Florestal e outras questões como a morte do índios nas áreas de conflito por terras, a Copa e as Olimpíadas como fonte de desvio de verba, A resposta que tive foi de um Pablo rancoroso, visivelmente irritado, como de costume e forma ríspida ele respondeu essas são questões perdidas, não há mais o que falar sobre isso, nossos esforços estão agora na Marcha da Maconha, o ECAD e a mudança do comando do ministério da Cultura. Nunca vi o Pablo aberto a questões de embate direto contra ações do Governo Federa.

    Fora do Eixo 1+1 = 2000…

    Certamente a inteligência de Pablo me surpreende, Hoje ele fala em nome de mais de 2000 mil pessoas, fala em nome de artistas, coletivos e jovens. A pergunta que faço é simples…
    Você já pensou que o Pablo pode estar falando em seu nome?
    Não foi o Fora do Eixo que criou os coletivos, não são eles que financiam, constroem e ajudam todos esses muitos coletivos espalhados pelo Brasil e América Latina, o que Capilé e seu grupo fizeram nada mais é do centralizar o poder de voz e ação com a bandeira de Fora do Eixo… Como assim? Simples eles começaram em 3, 4 coletivos, em Goiás, Mato Grosso, Belo Horizonte e sei lá mais onde, pessoas com influência, com conexão, Como o fato citado do próprio Capilé ser filho de uma figura importante da Secretária de Cultura e ter ainda jovem boas conexões políticas. De forma muito esperta iniciaram as parcerias, com a discurso de que um coletivo sozinho não tinha poder de ação, mas se esse coletivo estivesse unido a um grupo de coletivos, aí sim teriam voz ativa. Os líderes desses primeiros 4, 5 coletivos se uniram para fazer o Fora do Eixo e todo o restante é só ovelha que trabalha e vive os moldes ditados pelo Fora do Eixo, em troca do poder da Rede. A ganância leva pessoas diferentes a fazer parte da REDE, a promessa de visibilidade, poder de voz no cenário político, tentar crescer dentro do Fora do Eixo e quem sabe conseguir um cargo administrativo quando finalmente Pablo assumir um posto no cenário político.
    Quem assistiu ao programa Roda Viva desta semana viu como o Pablo gosta de falar de números, porcentagens, mesmo que os números usados na entrevista estejam longe de ser o real. Essa é a base do discurso do Pablo, falar em nome de mais de 2000 pessoas, falar do poder de persuasão que eles tem com a Rede, da força jovem(a maioria tem realmente de 17 à 25 anos, mas o líderes, esses já estão na casa dos 30 e poucos, muito)
    Qualquer um que ousar questionar a Rede, será automaticamente classificado de rancoroso, retrogrado de direita e no pior dos casos um Tucano, uma tática vista com frequência nas campanhas políticas e nas respostas em blogs, sites de relacionamento e sites que o pessoal da Comunicação do Fora do Eixo tem como principal trabalho, elogiar, curtir, defender a estrutura do Fora do Eixo, desqualificando qualquer um que os atacar, sempre afirmando que quem os questiona não os conhece e quem os conhece e questiona, sempre será visto como invejoso, raso, incompetente e com muito ego para fazer parte da vida coletiva.

    Voltando a pergunta inicial, porque o Pablo estaria falando em seu nome?
    Simples, todo mundo que vai a uma casa Fora do Eixo e catalogado, fichado, com nome e e-mail, assim como cada coletivo, grupo, artista e espaços culturais que fazem parceria com o Fora do Eixo, todos sem exceção vão parar na estatísticas do Fora do Eixo, com suas milhares de listas, usadas para mostrar o poder do Fora do Eixo e também para os Editais, leis de incentivo e patrocínios e dados do Governo. Isso quer dizer que você que foi lá em um domingo de tédio, fumar maconha e ver o show daquela banda do Pará está na lista dos beneficiados pelo Fora do Eixo. Você que pintou de graça aquela casa, não recebeu tinta nem “cubocards”, faz parte da lista de artistas de Fora do Eixo, mesmo sem sua autorização ou conhecimento. Para o Governo, você é um dos artistas ajudados pelo Fora do Eixo. Faz parte!

    Fora do Eixo máquina de Edital, programas de incentivo à Cultura e financiamentos privados…

    Acho até bonitinho o Bruno Torturra deprimido falar que não sabe de onde vem o dinheiro e dizer não saber como funciona as finanças do Fora do Eixo. Ele se une a um, levanta e defende a bandeira do Fora do Eixo e como jornalista não investiga onde está se associando?
    É no mínimo irônico os dados apresentados por Capilé sobre as verbas publicas no Fora do Eixo, pequena parte 5% ou 7% de verba publica e leis de incentivo. Se você pegar as planilhas apresentas por Lenissa Lenza, ex mulher de Pablo Capilé e responsável pelas finanças e banco Fora do Eixo, o que se percebe é um volume gigantesco de verba declarada em planilhas, quer dizer então que o apresentado por Lenissa é só 7%? Existe ainda mais dinheiro?
    Como então justificar a vida coletiva do quebra galho, da “brotheragem” como defende Marielle Ramires uma das fundadoras do Fora do Eixo e atual mulher de Pablo Capilé, com tanto dinheiro entrando, porque nenhum artista, músico, ator, diretor de cinema, professor e tantos outros nada recebe do Fora do Eixo, nem mesmo material é pago, tudo sempre em nome da camaradagem sem ego. Como um dos críticos escreveu, no Domingo na Casa existe dinheiro para pagar comida e bebida para as pessoas que vão ao espaço, mas não existe dinheiro para pagar um cachê simbólico para os artistas que lá se apresentam.
    Voltemos a máquina de propostas de projetos de incentivo e editais do Fora do Eixo, quem lá dentro esteve sabe que tudo gira em torno da propaganda do poder da Rede, defesa da marca Fora do Eixo e captação de verba para cultura.
    Quando você artista inocentemente escreve uma proposta para um edital, lei de incentivo a Cultura ou verba Cultural, não estará concorrendo somente com o Fora do Eixo, você estará concorrendo com uma média de mais de 10 propostas por edital da REDE Fora do Eixo, a primeira coisa que se aprende quando se une a Rede é como fazer, escrever um edital ou proposta de incentivo a Cultura, existe um banco de projetos, ensinando a fazer planilhas, custos, demonstração de retorno ao investidores e planilhas atualizadas de distribuição de cultura, além de dados numéricos de receptadores, atividades e destaque em mídia, uma verdadeira Universidade de projetos culturais. Até aí nada de mais, afinal é uma virtude ser organizado e disponibilizar tal conhecimento a tanto tempo velado para a maioria.
    Mas não é esse ponto mais importante e sim que cada casa fora do eixo, coletivo e pessoas físicas ligados a Rede são obrigados a escrever e se inscrever ao maior número possível de editais e projetos de incentivo, Um mesmo edital irá receber várias propostas da Rede, que como já falado anteriormente é expert em catalogar informações, números, dados, listas de artistas, lista de público, e todas suas muitas listas. O que torna quase impossível para os verdadeiros criadores de ações culturais concorrer com a máquina do Fora do Eixo. Assim a Rede pode e recebe verba de diferentes vertentes, e muitos não ligadas diretamente a eles, somente uma pesquisa profunda iria relacionar empresas e pessoas ao esquema verdadeiramente dito, os muitos CNPJ e CPF usados pela rede não fazem parte das planilhas apresentadas por Lenissa Lenza. Assim somente um pequeno grupo tem acesso aos valores reais que a REDE recebe anualmente.
    Como todo esquema precisa de uma estrutura “laranja” para justificar seus ganhos, o Fora do Eixo faz uso da propaganda de sua lojinha, doações e ganhos com festivais. Mas aí caímos em contradição, Pablo Capilé afirma que o modelo do Fora do Eixo é independe e sustentável, mas nos deparamos com os relatos dos artistas que nada recebem, ou ainda relatos de artistas que tem seus nomes inclusos nos editais e propostas culturais com cachê definido, que ao ser aprovado e contemplado, assinam a nota de recebimento dos valores e repassam novamente ao Fora do Eixo, como garantia de boa fé e promessa de maior visibilidade na Rede e nos festivais agora também internacionais. Ou ainda o relato do cantor Daniel Peixoto, que gravou e prensou CDs com dinheiro próprio e que colocou para ser vendido na Banca Fora do Eixo e nada recebeu. Eu mesmo assisti a um show dele no Studio SP, na noite fora do Eixo e comprei um CD na banca no dia do show.

    Fora do Eixo- Conexões políticas, jogo de influência e pré-campanhas eleitorais

    Como já disse no inicio do longo texto, quando conheci o temperamental Pablo Capilé, vi em seu olhar flamejante de ódio e rancor, palavras ameaçadoras e profundo descontentamento com as Políticas de Dilma Rousseff, ali ficou claro para todos que o Fora do Eixo faz sim campanha para o PT, já antecipo aos jovens da comunicação do Fora do Eixo que irão escrever respostas ácidas me acusando de Tucano, que votei em Dilma e provavelmente irei votar novamente, O que não concordo é o uso de uma bandeira de independência, para mascarar ações de campanha política com verba pública, lembrando que as leis de incentivo com financiamento privado é descontado dos impostos a serem pagos pelas empresas, logo, também é dinheiro público.
    Assim como vi as jovens menos experientes da Rede, falarem das campanhas de Lula e o “twitaço” em prol de candidatos e contra outros, tipo campanha de difamação e chacota orquestrado, pela Rede Fora do Eixo. Inicialmente achei que era somente mais uma forma de se vangloriar da vitória alheia, como eles fazem com a cultura e trabalho dos mais desavisados, sempre com o intuído de fazer ver o poder da Rede e do Fora do Eixo. Mas o que vi nos meses seguintes me fez olhar com mais cautela as ações praticadas e a questionar se há ou não ordens superiores e troca de favores.
    O Existe amor em São Paulo na campanha para a prefeitura de 2012 e atualmente, a vontade do Fora do Eixo, agora encoberto pela nova marca “mídia ninja” de tomar o movimento legítimo do Passe Livre e massiva adesão popular pós violência da polícia em Junho deste ano, como ação da Rede e direciona-la a uma pré-campanha para o Governo do Estado. Além claro da adesão de vídeos amadores anteriores a mídia ninja, serem hoje divulgados como ação da “ Mídia Ninja fora do Eixo”. Fica claro os modos operantes da Rede, que sempre se apropria de ações, coletivos, trabalhos e arte de terceiros encobrindo os criadores e catalogando sempre como produto e iniciativa do Fora do Eixo.

    Fora do Eixo, analise final e conselhos aos desavisados

    Quando Marielle Ramires fala em seu Facebook, sobre distribuição de Cultura sem dinheiro, o coletivo sem o Ego e sem as marcas, pergunto:
    E todo o dinheiro em Real que o Fora do Eixo recebe? E a marca e filosofia do Fora do Eixo que é disseminada aos quatro cantos sobre qualquer produto real de cultura?
    Vocês do Fora do Eixo visam apenas difundir sua marca, sua Universidade, sua ideologia, não respeitam, nem dividem nada, usurpam ações, trabalhos, apagam nomes e somente a marca de vocês é vista, essa é a demonstração clara da ganância e superego dos líderes da marca Fora do Eixo, que faz terrorismo com os pequenos grupos Culturais, massacram eventos e nem ao menos se esforçam para conhecer e divulgar os muitos artistas que os apoiaram nesses muitos anos de estrada, nem mesmo o “cubocard” é distribuído, tudo faixada para estáticas de distribuição de Cultura e maior poder de barganha política e ganhos com leis de incentivos e projetos.
    Para você que ainda espera receber algo em troca dos seus serviços ao Fora do Eixo, fica a dica, procure um advogado, porque dinheiro existe, só não existe amor no Fora do Eixo!

    • Tony Montana disse:

      Ótimo relato de toda a podridão do Fora do Eixo, tentáculo do PT influenciando os jovens e a nova geração!!!!!

    • Movimento Endireita Brasil disse:

      Caro Anonymous Kaiowas Ninjas,

      Primoroso seu relato, mas sera que nao consegue ver que o FdE é um microcosmo da experiencia socialista/progressista?

      Sera que um dia a ficha vai cair?

      Dizer que segue votando na Dilma é dureza. Realmente é preciso oxigenar a política brasileira

    • Movimento Endireita Brasil disse:

      Caro Anonymous Kaiowas Ninjas,

      Primoroso seu relato, mas sera que nao consegue ver que o FdE é um microcosmo da experiencia socialista/progressista?

      Sera que um dia a ficha vai cair?

      Dizer que segue votando na Dilma é dureza. Realmente é preciso oxigenar a política brasileira

    • Movimento Endireita Brasil disse:

      Caro Anonymous Kaiowas Ninjas,

      Primoroso seu relato, mas sera que nao consegue ver que o FdE é um microcosmo da experiencia socialista/progressista?

      Sera que um dia a ficha vai cair?

  22. Pedro Ferreira disse:

    Fala sério, Matias.
    Controle mental?
    Vai cair nessa de comparar o cara ao Charles Manson??
    Não percebe q isso tudo é estratégia da grande mídia pra desmobilizar a mídia alternativa, q tanto incomoda ela?
    Dizer q essa discussão sobre o FORA DO EIXO é a maior conquista da mídia ninja é muito burro, cara. Pelo amor de Deus.
    Que GRANDE DEMONIO é esse coletivo, q consegue superar a maldade desses governos corruptos, ações assassinas da polícia e o silêncio condescendente da grande mídia?????
    Não colabore com essa mudança de foco. Isso é muito nocivo

  23. Pedro Ferreira disse:

    Visão de playboysinho filho da puta q tá mais preocupado com cenário musical da cidade do q com as vidas em jogo nas ruas

    • Pedro Ferreira disse:

      sem o comentário anterior, q vc não postou, esse aih de cima ficou descontextualizado. E bem babaca.

      Fala sério…
      Controle mental?
      Cair nessa de comparar o cara ao Charles Manson??
      Não percebe q isso tudo é estratégia da grande mídia pra desmobilizar a mídia alternativa, q tanto incomoda ela?
      Dizer q essa discussão sobre o FORA DO EIXO é a maior conquista da mídia ninja é muito burro. Pelo amor de Deus.
      Que GRANDE DEMONIO é esse coletivo, q consegue superar a maldade desses governos corruptos, ações assassinas da polícia e o silêncio condescendente da grande mídia?????

      E O Esquema é um dos meus blogs favoritos…cagou no pau

  24. Rodrigo disse:

    So tenho a agradecer a existencia do Fora do Eixo, pq foi esse movimento que tendeu a mudar a logica do mercado musical no Brasil, principalmente aqui em Uberlandia-MG, um dos lugares do seu embriao. Acho injusta as criticas, da pra ver o medo da midia com a filosofia do fde, mas claro que ele e feito por um bando de playboys politizados.

    • Eduardo Xis 9 disse:

      Fora do Eixo nunca mudou lógica de mercado alguma. Ele é a personificação máxima do capitalismo Marina Silva (disfarçado de sustentável mas usando dos mesmos princípios agressivos de poder).

      A retórica desse mafioso é sempre a mesma: se apropriar de ideais anarquistas e libertários (socialistas e comunistas) e desacreditar todos que apontam suas mentiras como capitalistas rancorosos. Senão vejamos:

      – Capillé tentou publicamente, na frente de dezenas de testemunhas, forçar um patrocínio da Coca-cola na marcha da maconha, um movimento social legítimo. Há algo mais capitalista que isso?

      – Capillé criou uma máfia dedicada em tempo integral a ganhar editais e impedir uma livre concorrência de artistas para seus sustento.
      Há algo mais capitalista que isso?
      Vejam a lista e me digam se isso não é monopólio?

      http://spreadsheets.google.com/spreadsheet/pub?hl=pt_BR&key=0AjEzvOdRTzfAdGJTRGF2ZGU0cmYzczktZ1FIUllpbVE&gid=10

      – Capillé segue exatamente o princípio das majors da música americana:
      privilegia artistas consagrados como Criolo e Tulipa Ruiz, pagando sempre em dia seus cachés enquanto a centena de outros grupos que fazem o volume da ‘marca’ tem que trabalhar na ‘breja’ e com acomodações pagas (sem receberem um centavo). Há algo mais capitalista que isso?

      – Os relatos mostram que Capillé pressiona diariamente as pessoas da Casa Fora do Eixo (tenho dois amigos que moraram nelas) a trampar em tempo integral se dedicando ‘a causa’ sem ter vida pessoal’. Há algo mais capitalista que isso?

      – Os artistas são obrigados a não assinarem sua colaboração na Fora do Eixo, assim como jornalistas e demais envolvidos. Todos respondem à marca sem personificação nenhuma do trabalho pessoal. Há algo mais capitalista que isso?

      – Capillé até tempos atrás, usava o sistema de ”Choque e Pesadelo” até na cartilha oficial Fora do Eixo. O sistema consiste em fazer assédio moral constante a alguém da casa que, segundo o mafioso, ”vacilou” com a causa. Existe algo mais capitalista que isso?

      A lista é grande, mas essa é minha contribuição para esse caso. Agora eu vou lá convencer meus amigos a passar as coisas que tem para o FDELeaks.

      Abraço aos deslumbrados acéfalos que defendem esse criminoso.

  25. Jones disse:

    Só consigo ver um mosaico de parcialidades… Afinal, a gente dialoga com todo mundo…

  26. Eduardo Xis 9 disse:

    Fora do Eixo nunca mudou lógica de mercado alguma. Ele é a personificação máxima do capitalismo Marina Silva (disfarçado de sustentável mas usando dos mesmos princípios agressivos de poder).

    A retórica desse mafioso é sempre a mesma: se apropriar de ideais anarquistas e libertários (socialistas e comunistas) e desacreditar todos que apontam suas mentiras como capitalistas rancorosos. Senão vejamos:

    – Capillé tentou publicamente, na frente de dezenas de testemunhas, forçar um patrocínio da Coca-cola na marcha da maconha, um movimento social legítimo. Há algo mais capitalista que isso?

    – Capillé criou uma máfia dedicada em tempo integral a ganhar editais e impedir uma livre concorrência de artistas para seus sustento.
    Há algo mais capitalista que isso?
    Vejam a lista e me digam se isso não é monopólio?

    http://spreadsheets.google.com/spreadsheet/pub?hl=pt_BR&key=0AjEzvOdRTzfAdGJTRGF2ZGU0cmYzczktZ1FIUllpbVE&gid=10

    – Capillé segue exatamente o princípio das majors da música americana:
    privilegia artistas consagrados como Criolo e Tulipa Ruiz, pagando sempre em dia seus cachés enquanto a centena de outros grupos que fazem o volume da ‘marca’ tem que trabalhar na ‘breja’ e com acomodações pagas (sem receberem um centavo). Há algo mais capitalista que isso?

    – Os relatos mostram que Capillé pressiona diariamente as pessoas da Casa Fora do Eixo (tenho dois amigos que moraram nelas) a trampar em tempo integral se dedicando ‘a causa’ sem ter vida pessoal’. Há algo mais capitalista que isso?

    – Os artistas são obrigados a não assinarem sua colaboração na Fora do Eixo, assim como jornalistas e demais envolvidos. Todos respondem à marca sem personificação nenhuma do trabalho pessoal. Há algo mais capitalista que isso?

    – Capillé até tempos atrás, usava o sistema de ”Choque e Pesadelo” até na cartilha oficial Fora do Eixo. O sistema consiste em fazer assédio moral constante a alguém da casa que, segundo o mafioso, ”vacilou” com a causa. Existe algo mais capitalista que isso?

    A lista é grande, mas essa é minha contribuição para esse caso. Agora eu vou lá convencer meus amigos a passar as coisas que tem para o FDELeaks.

    Abraço aos deslumbrados acéfalos que defendem esse criminoso.

  27. le disse:

    Mudou que lógica, fio? Apropriação de trabalho alheio acontece desde sempre, eles só mudaram o jeito com que fazem a apropriação, mas não a lógica. Podem não ganhar rios de dinheiro, mas é óbvio que o que buscam é poder, e quanto mais, melhor. E tome tento que você fazer coisas boas para as pessoas não significa que automaticamente você está autorizado a fazer também o mesmo tanto de más, isso é acreditar em karma de videogame infantil, faz favor de te aprofundar na parada: http://books.google.com.br/books/about/Que_%C3%89_O_Karma_O.html?id=j0ffYLwE1-wC&redir_esc=y

  28. Danilo disse:

    Talvez a canção que defina http://www.youtube.com/watch?v=7xxgRUyzgs0

  29. Mario disse:

    Capilé (gíria p/ $$$) é líder da Seita Fora do Eixo, o Jim Jones tupiniquim, o Charles Mason do agreste. O caso dele é com a polícia e o MPF agora.

  30. Movimento Endireita Brasil disse:

    Pablo Capilé, a crônica de um capitalista. E a inveja que a Mídia Ninja provoca.

    O relato em que a cineasta Beatriz Seigner revela sua experiência com o coletivo Fora do Eixo (FdE), e seu fundador Pablo Capilé, ganhou as diversas mídias e está fazendo o Facebook ferver.

    Em outro post, Beatriz (que diz ser de esquerda) subscreve artigo do trezentos.blog.br onde destrincham como o Fora do Eixo é um “projeto de Direita”….

    Como o nome pagão da Direita foi invocado, acreditamos que cabe aqui algumas linhas sobre tal predicado imputado ao rapaz.

    Ora, é muito mais fácil viver acreditando nisso.

    Afinal, quem teve uma experiência desagradável com a Esquerda (Fora do Eixo), tem uma enorme dificuldade em resignificar (homenagem ao Capilé) conceitos tão arraigados.

    Como passar a defender valores da Direita? Direita é má! Direita é responsável por tudo de ruim que existe. Direita é reaça.

    Como alguém em sã consciência pode se declarar de Direita no Brasil? A disputa não é pra ver quem é mais Esquerda, ou Centro-Esquerda? O Movimento Endireita Brasil não tem vergonha.

    Em seu post, Beatriz defende a propriedade privada (valor da Direita). Antes do horror e calafrios que isso causa, vamos decodificar. Propriedade privada é um conceito simples e banal sobre o direito de se dispor sobre o que é seu, sem expropriação. No caso de Beatriz, um filme – Bollywood Dream.

    Beatriz também defende que seu vídeo caminhasse pelos seu próprios méritos, meritocracia (valor da Direita). Como assim? Um filme correndo o risco de ter mais público que outro, afinal isso não seria………desigualdade? Ohhhh! A barbárie! (Igualdade que se preze é perante às Leis e não de gostos, posses, conhecimentos, atitudes)

    Realmente é um choque.

    Não pedimos que a partir de agora vários se autoproclamem direitistas. É rude, vão olhar feio para vocês… Esquerda vem ganhando esse debate de 13 a 0. Marketing (mercadologia), um dos pilares do capitalismo, tem a Esquerda como seu melhor praticante.

    Vamos brincar de preencher a lacunas? Trocaremos Fora do Eixo por Estado Socialista e Artista por Cidadão numa síntese do relato de Beatriz.

    (Fora do Eixo) é um fim em si mesmo. Faz uso do trabalho do (artista) para sustentar uma grande estrutura, que beneficia majoritariamente os privilegiados da cúpula de comando. Pouco cria, muito apropria. Em vez de o (Fora do Eixo) potencializar a energia criativa do (artista), temos o oposto. Quando (artista) se rebelar contra a exploração e não cooperar mais, (Fora do Eixo) desmoronará.

    (Estado Socialista) é um fim em si mesmo. Faz uso do trabalho do (cidadão) para sustentar uma grande estrutura, que beneficia majoritariamente os privilegiados da cúpula de comando. Pouco cria, muito apropria. Em vez de o (Estado Socialista) potencializar a energia criativa do (cidadão), temos o oposto. Quando (cidadão) se rebelar contra a exploração e não cooperar mais, (Estado Socialista) desmoronará.

    Justiça seja feita ao Capilé, ele não retém o passaporte de ninguém. O ir e vir é respeitado no coletivo. Quem está lá é porque gosta e quer.

    Um dos livros mais brilhantes e trágicos já escritos é O Caminho da Servidão (publicado em 1944 pelo Nobel Friedrich Hayek). Foi dedicado aos “Socialistas de todos os partidos”. É trágico, pois apesar de apontar com brilhantismo como o socialismo conduz INEVITAVELMENTE ao totalitarismo, ele não conseguiu evitar os regimes que vieram depois de sua publicação: Kim Il-sung (48), Mao (49), Castro(s) (59), Pol Pot (75), Chavez (99), entre outros notáveis defensores da Liberdade, Livre Mercado e Meritocracia.

    O Caminho da Servidão é o Socialismo.

    “Aqueles que não conseguem relembrar o passado estão condenados a repeti-lo” in A Vida da Razão, George Santayana

    Corta.

    É claro que Arte é transgressão, crítica, denúncia. Ninguém vai compor uma música pagando pau para Apple. Mas pensem onde a arte é mais livre (e por isso mesmo mais combativa, instigante). Onde os artistas têm mais controle sobre seu processo criativo e botam a boca no trombone sem retaliação?

    Bacana mesmo é a Ley de Médios da Argentina….

    Ou os nossos blogueiros progressistas (progresso deles = capturar verbais estatais). Gastam a maior parte do tempo comentando o que sai na “grande imprensa golpista”. Alias, comentando não é uma boa descrição. Melhor seria panfletando a favor de quem anuncia em seus sites. Produzem muito pouco jornalismo. Como dizia Millôr Fernandes: Imprensa é oposição, o resto é armazém de secos e molhados….

    Quando a União Soviética passou a ditar as cartas na produção cultural (“democratizar” é o termo técnico para isso atualmente….) o que aconteceu com a literatura, dança, música, cinema, artes plásticas, teatro? Todos meios em que a Rússia era uma potência. Criação foi pífia, um desastre para a cultura global. Difícil citar algum virtuose desse período, né?

    Uma das exceções: USSR produziu um prêmio Nobel de literatura em 1970, Solzhenistsyn (não vem ao caso o fato de ter sido escorraçado de seu país pelo seu trabalho….). Mas quem leu seu o livro, Arquipélago Gulag, onde retrata o jeito Stalin de governar? Poucos. Livro não é editado no Brasil há quase 40 anos!!!

    Quem sabe quando o publisher Emir Saber resolver atualizar o catálogo Estado de Sítio, da Editora Boitempo, ele inclua o título. Fica aqui o compromisso de o Movimento Endireita Brasil bancar parte da publicação (pagamos os fornecedores diretamente devemos pontuar, nada de intermediários gafanhotos).

    Portanto, Beatriz tente imaginar como é a vida de um cineasta/artista num Estado Socialista. E depois decida se quer continuar mesmo se dizendo/sendo de Esquerda.

    O artista é a mola propulsora do processo criativo, é quem dá a cara para bater, cria mesmo sem saber se o público/mercado vai curtir. Só consegue prosperar depois de ouvir muito não. Depois de pastar em vários momentos, até se reenergizar e partir para mais uma, e outra, e outra. Seria o artista um empreendedor passional?

    Tirem suas próprias conclusões. Como rogar por razão num mundo irracional?

    Por fim, dado o outro relato de Laís Bellini sobre seu período como moradora no FdE, e sua aparente trama orwelliana, recomendamos que todos leiam (ou releiam para quem não entendeu) a Revolução dos Bichos/Animal Farm (George Orwell, 1945). Livro tem 100 páginas apenas. Vamos lá geração 140 caracteres faça um esforcinho para ver como uma ditadura de Esquerda nasce e evolui. No fim, os porcos andam com 2 pés…

    Que tal um remake, Beatriz?

    Seu relato contribuiu e muito para o debate. Hora de aprofundá-lo.

    Quanto ao Capilé, não obrigado. Ele não é dos nossos.

    Nossas bandeiras:

    -Defendemos a menor minoria que existe, o indivíduo
    -Propriedade Privada
    -Livre Iniciativa
    -Liberdade
    -Privatização
    -Repúdio ao totalitarismo, militar, proletário, qualquiera
    -Respeito aos contratos
    -Meritocracia
    -Desregulamentação/Autoregulação

    Prazer, Direita.

    Quando o senhor Pablo Capilé comungar desses valores, não teremos nenhum empecilho em dizer que é um dos nossos. Faremos até um diplominha e colocaremos no nosso Facebook. Vários já se curaram do Esquerdismo, doença infantil do Comunismo (não nos joguem pedra, esse título é de um livro do Lênin). Ninguém tem a obrigação de saber. Mas procurem se instruir. Até lá, vamos manter o Capilé fora do eixo da Direita.

    Advertência: Não oferecemos cargo algum. Bolsas, só com pagamento a posteriori. Oferecemos apenas um campo livre para que cada um desenvolva seu potencial criativo, produtivo e humano sempre respeitando o espaço do outro.

    Um parágrafo sobre a Mídia Ninja. Dá pra ver o quanto esses caras balançaram as estruturas quando até os blogueiros progressistas não estão defendendo o Fora do Eixo. Inveja claro, sentimento tão caro à Esquerda. Vai que a Mídia Ninja consegue se estruturar nos moldes da Vice.com? Vice.com tem fôlego para cobrir desde a Coréia do Norte até Wall Street (viva a verba privada, viva a pluralidade de anunciantes) Ia ficar chato né? Afinal, Mídia Ninja teve o mérito de fazer muito com pouca estrutura. E meritocracia é coisa da Direita. Blogueiro progressista quer receber verba estatal todo mês e não por reportagem. Igualdade. Esse negócio de receber por êxito é estrutura de gestão capitalista. Pena que o debate sobre mais um ator no meio tenha sido ofuscado pelo jeito esquerdista de ser do FdE. Trama da Direita? Torçamos para que a Mídia Ninja continue a preencher lacunas de informação e sobreviva ao turbilhão Fora do Eixo. Quanto mais vozes melhor, sempre lembrando Millôr Fernandes ad nauseam: Imprensa é oposição, o resto é armazém de secos e molhados….

    Sobre o futuro do Capilé, não se preocupem. Até porque a Direita não é solidária (solidariedade é monopólio da Esquerda). Daqui a pouco, ele consegue um cargo numa secretária de cultura de algum governo. De Direita ou Esquerda? Mistério….

    Addendum

    Pequena amostra de indícios que apontam Pablo Capilé do FdE como capitalista:

    Capilé coloca foto dele com o José Dirceu em seu Facebook. Sabemos que Dirceu é consultor (empresário). Pablo Capilé é de Direita

    Capilé está no discurso do Rui Falcão, presidente do PT, como ponta de lança de ativismo. Rui Falcão teve sua fala editada pela TV. Tudo montagem. Mídia Golpista. Capilé é de Direita

    Capilé se reuniu com Lula no fim de julho. Lula é agente do grande capital. Capilé é de Direita

    Capilé conhece a Dilma. Dilma é presidentE do país. Dilma é establishment. Capilé é de Direita

    Capilé apóia Haddad. Haddad tinha loja na rua 25 de março em SP. Haddad era comerciante (burguês). Capilé é de Direita

    Capilé circula com Marta Suplicy. Marta usa tailleur da Chanel (pago com seu dinheiro, bien sûr). Marta é fashion. Capilé é de Direita

    Fora do Eixo criou um banco e tem uma moeda alternativa. Capilé é banqueiro. Capilé é de Direita

    Casa Fora do Eixo fica num casarão com vários cômodos, numa região central de SP, longe da perifa. Capilé é de Direita

    Capilé tem rixa com Pernambuco, Estado em que alguns músicos rejeitaram as práticas do FdE. Capilé é racista. Racismo é monopólio da Direita. Capilé é de Direita

    Casa Fora do Eixo de SP é um estratagema das construtoras para revitalizar o bairro do Cambuci, catalisando a especulação imobiliária. Capilé é especulador. Capilé é de Direita

    A mega-esquerdista Ivana Bentes, professora de comunicação da UFRJ, defende o FdE com unhas e dentes. Será que ela fechou uma joint-venture de comunicação com a Globo? Ivana Bentes talvez seja global. Capilé é de Direita

    Mídia Ninja usa Iphone, ícone supremo de uma das empresas mais capitalistas do planeta. Capilé é de Direita

    Capilé é agente infiltrado da CIA para ridicularizar a Esquerda. Capilé é de Direita

    Rodrigo Constantino, colunista liberal da revista Veja, tece comentários negativos sobre ele. Isso é cortina de fumaça. Rodrigo Constantino está a trabalho da Esquerda. Capilé é de Direita

    Capilé esteve no Roda Viva. Capilé é mainstream. Capilé é de Direita

    E finalmente: CAPIlé tem quase o mesmo radical que CAPItalismo. Capilé é capitalista

    De novo, Capilé é a Esquerda, esculpida e encarnada. Só não o vê quem for desonesto intelectualmente ou alienado. Camaradas, peguem que o filho é de vocês!

    MOVIMENTO ENDIREITA BRASIL – MEB

  31. Antonio disse:

    COMENTÁRIO DE Madre Pérola – 08/08/2013 às 14:20 (Veja)

    É ASSUSTADOR! A – S – S – U – T – A – D – O – R!!!

    Mas, parece-me, que a Constituição Federal e/ou o Código Civil reconhece a existência de “associações fantasmas” – ou seja ASSOCIAÇÕES DE FATO, sem CNPJ. Mesmo que não esteja legalizada formalmente a “entidade fantasma” TEM UM RESPONSÁVEL. E são tb sujeitas à fiscalização do Ministerio Publico. No caso em questão, a exótica figura é FACILMENTE IDENTIFICÁVEL (encontrável, não sei).
    Tudo isso é grave: frauda o sentido dos patrocínios públicos e constrange os artistas.
    Escrever, dançar, atuar, pintar, fotografar, e outras atividades, são PERSONALISSIMAS e não se pode expropriar o autor intelectual. Não se pode obrigar o criador/realizador de uma obra artistica a ceder seus direitos. Penso que, de uma forma marota, inescrupulosa, pode-se até TENTAR CONVENCE-LO a abrir mão do seu direitos, MAS CONSTRANGÊ-LO JAMAIS. É um atentado ao trabalho alheio.
    Nada contra a figura exótica do criador da estrovenga, mas sim contra essa espécie de “pirâmide”.
    Mas, afinal, se adotaram o “cubo card” pra que queriam “reais”? Quem é que fica com a grana de verdade? E olhe que cinco milhões de reais não é um “troco” qualquer…
    ——————————————————————————————-

    Agora eu:

    Resumindo o comentário de Madre Pérola, o FORA DO EIXO é simplesmente uma contravenção, igual ou pior que o jogo do bicho sendo assim, jamais deveria receber qualquer tipo de patrocínio ou financiamento privado e muito menos público, pois suas armações estão caracterizadas como lavagem de dinheiro.

    O mais lamentável em tudo isso, é o fato de muitos “INTELECTUAIS” ainda acharem que essa cambada está certa porque não obriga ninguém a entrar na tal irmandade, tal qual os viciados em drogas e no jogo de bicho, se viciaram porque quiseram agora danem-se, pois os traficantes e bicheiro não forçam ninguém, e tem mais um agravante em tudo isso, os traficantes e bicheiros são perseguidos e presos, essa seita é apoiada pelo governo e pela mídia.

  1. 08/08/2013

    […] e um longo e detalhado depoimento da cineasta Beatris Seigner em seu Facebook. Alexandre Matias provoca em seu blog que talvez seja hora de aparecer um ‘Edward Snowden’ do Fora do Eixo, contando a […]

  2. 08/08/2013

    […] E a chuva de textos gigantesco sobre o Fora do Eixo?  […]

  3. 13/08/2013

    […] Os dois centavos da Alê sobre essa história. […]

  4. 26/08/2013

    […] da área cultural viram no “Roda Viva” um ótimo gancho para expor suas experiências negativas com o FdE, enquanto os atuais colaboradores do grupo se defenderam como puderam. Poucos foram os textos […]