E a revista em quadrinhos mais vendida do mundo é…

A DC encheu o peito pra falar que a revista de reestréia da Liga da Justiça (que deu início ao reboot digital da editora) era o gibi mais vendido no mundo em 2011, com tiragem de 200 mil e aí vem o Bleeding Cool e saca essa maravilha brasileira:

Sim: Turma da Mônica. Sim: Jovem. Sim: “Em estilo mangá”. Sim: o dia em que o Cebolinha ficou com a Mônica. Sim: tiragem de 500 mil revistas. E o detalhe que diz que é “história completa” na capa? Tá na hora do mundo saber a real: Stan Lee é uma moça perto do Maurício.

Você pode gostar...

Sem Resultados

  1. Cleiton disse:

    O @nerdpai já tinha cantado essa bola semana passada: http://nerdpai.com/dc-comics-x-mauriciodesousa-quem-ganha/

    E quando eu postei esse link no meu mural entrei numa conversa curta mas bacana que chegou em alguns outros pontos dessa história:

    1 – O mercado nacional é bem inferior ao norte-americano. Isso é o já sabido e óbvio.
    2 – A lógica comparativa tá meio errada, já que a TMJ não está disputando com a DC nos Estados Unidos, são dois universos bem distintos sendo comparados.
    3 – O Maurício de Sousa depende fortemente das vendas dos gibis enquanto o lucro das gigantes Marvel/DC tem um grande suporte de licenciamento (desenhos animados, games, brinquedos, filmes (que mudam inclusive o uniforme de heróis nos gibis, vide X-Men/Super-Homem)
    4 – O ponto acima também mostra que tu pode gostar de um personagem da DC/Marvel e nem por isso ler um gibi deles, com a enorme quantidade de material paralelo sobre o universo.
    5 – O reboot da DC foi pra, principalmente, aproximar os heróis da galera mais nova, já que o tradicional fã de comics nos Estados Unidos logo mais fica idoso :P. A TMJ surgiu como forma de aproximar do público adolescente/jovem, mas no final das contas o sucesso com a pivetada foi tamanha que virou uma história para crianças. Por isso mesmo que o Maurício até falou recentemente de criar a Turma da Mônica Adulta.
    6 – Vale lembrar que DC (Warner), Marvel (Disney), Maurício de Sousa (Maurício de Sousa)

    E como comentaram no post do @nerdpai: “o ultimo mangá de One Piece vendeu mais de 23 milhões de cópias.” O Japão é realmente surreal.

    Mas tirando tudo isso, a comparação é bacana pra pelo menos sacarmos o respeito que esquecemos de dar para os nossos personagens. Agora imagina se existisse um ranking da Veja com as revistas mais vendidas no país?

  2. pombo disse:

    O que tem a ver o Stan Lee, famoso pelos quadrinhos da MARVEL, a ver com a DC Comics?

  3. Cleiton disse:

    E a página de comentários deste post do Bleeding Cool também é bem interessante: http://www.bleedingcool.com/forums/showthread.php?47043-This-Is-What-A-Half-Million-Selling-American-Comic-Book-Looks-Like

  4. Cleiton disse:

    E acho que o Matias usou o Stan Lee já que a DC não tem nenhum grande correspondente.

  5. Felix disse:

    Cleiton, a grana que o Mauricio tira com licenciamento não deve ser pequena não, viu. Pensa bem, que produto que não existe com a turma da mônica?Talvez camisinhas somente.

  6. Julio Monteiro de Oliveira disse:

    Eu acho que apesar das diferenças nos mercados, a gente tá crescendo sim. Verdade que a DC vive de licenciamentos e filmes, mas por outro lado se esse mais recente reboot não der certo, as chances são grandes que vão parar de publicar quadrinhos da DC nos EUA. Esse é um risco que os quadrinhos brasileiros não tem (e nada impede de voltarmos a ter filmes da turma da Mônica… o cinema brasileiro certamente tá todo a pampa também).
    Ontem mesmo li um conto do Bruce Sterling (Sacred Cow), onde a civilização ocidental é arruinada pela doença da vaca louca e o único mercado de filmes decente é o indiano.
    Do jeito que as coisas vão, pode acreditar que é possível.
    Até esse #OccupyWallStreet além de ter uma cobertura mínima dos meios de comunicação e a ocupação em si é tão chinfrim que eles ainda não conseguiram ocupar Wall Street, só o parque ao lado porque a polícia fechou tudo.
    Por mais que seja animador esses protestos tomando conta do Oriente Médio, a verdade é que no Primeiro Mundo os protestos estão sendo apagados da existência, com menções zero. E o que não dá para esconder, o pessoal reprime tão bem (vide o monte de prisões depois dos saques em Londres) que o pessoal pensa duas vezes em fazer de novo.

    Tudo isso para dizer que o Império Romando está nos seus últimos dias e porque não pode ser a nossa vez? Meu pai falou que foi tirar o visto e disse que a burocracia continua a mesma, mas que a entrevista tá cada vez mais simples porque o pessoal morre de vontade que os brasileiros (que tão comprando até casa lá para não ficar em hotel) gastem como se não houvesse amanhã.

    E vale lembrar que o Japão é surreal, mas os quadrinhos lá são proporcionamente baratos pra caramba e as histórias tem começo, meio e fim, ao contrário dos quadrinhos americanos que contam a mesma história, repetindo os mesmos 5-10 anos de vidas dos personagens infinitamente. Não era um grande problema que eles estivessem sempre contando a origem do Superhomem de novo quando os leitores liam quadrinhos por 5 a 10 anos e depois paravam e novos leitores chegavam no mercado (no auge dos quadrinhos americanos, Homem-Aranha vendeu foi 5 milhões de cópias).

    Mas os americanos quiseram contar as histórias do Batman de novo e de novo para os mesmos velhos barbudos rançosos, que liam quadrinhos só para reclamar. Pois bem, os leitores foram ficando revoltados, ou foram morrendo, ou casaram e pararam de ler quadrinhos.

    No final das contas, o fato do Mickey Mouse nunca entrar em domínio público (e todo o resto também) faz com que ninguém queira criar coisas novas… eu mesmo queria estar lendo as aventuras do neto do Superhomem, que não sabe se vira super-herói ou twitteiro de renome, ou algo do tipo.

    Pelo menos os webcomics americanos, com suas histórias “slice of life”, ou de fantasia, ou até mesmo super heróis, trás uma renovação ao gênero. Plan B do goon patrol (http://www.goonpatrol.com/comic/), Non-adventures of Wonderella ou Butterfly comics são quadrinhos de superheróis muito mais interessantes do que a maioria do material mainstream.