A Cor do Som instrumental

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O grupo A Cor do Som é um dos raros representantes pop da categoria supergrupo no Brasil, quando um conjunto reúne músicos de outras formações para criar um trabalho coletivo forte. Formado no meio dos anos 70 pelos irmãos Mu (tecladista que tocava com Jorge Ben) e Dadi Carvalho (baixista dos Novos Baianos), pelo guitarrista Armandinho (o herdeiro do trio elétrico original, o de Dodô e Osmar, este último seu pai), pelo baterista Gustavo Schroeter (que tocava no grupo A Bolha) e pelo percussionista Ary Dias, o grupo foi o primeiro artista brasileiro a apresentar-se no Festival de Montreux na Suíça a pedido do organizador do evento, Claude Nobs, impressionado pelo virtuosismo e experimentalismo da banda, que até então era instrumental.

Mas o sucesso de crítica não garantia a venda dos discos e sua gravadora pressionou para que eles gravassem canções com letras, o que o transformou em um dos grupos comerciais brasileiros mais bem sucedido da virada dos anos 70 para os anos 80. Mas mesmo com hits como “Zanzibar”, “Beleza Pura”, “Abri a Porta”, “Menino Deus”, “Zero”, “Magia Tropical” e “Suíngue Menina”, o grupo não arredava o pé dos instrumentais e mais de quarenta anos após sua formação, consegue retomar este momento, anunciando para o próximo dia 30 o primeiro disco sem vocais em décadas, Álbum Rosa (a capa segue abaixo). Para anunciar o lançamento, anteciparam uma nova versão para “Frutificar”, realizada em isolamento devido à quarentena, que ainda contou com a presença do baterista Jorginho Gomes, que fez parte do grupo em outra formação.

O novo álbum traz todas as músicas que o grupo gravou no mitológico show que fizeram no festival de Montreux na Suíça, em 1976, que virou disco (“Dança Saci”, “Chegando da Terra”, “Arpoador”, “Cochabamba”, “Brejeiro”, “Espírito Infantil”, “Festa na Rua” e uma versão para “Eleanor Rigby”, dos Beatles) e mais quatro outras faixas instrumentais lançadas após o grupo entrar em sua fase vocal.

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1 Resultado

  1. Nicolau Centola disse:

    CARALHO! O Ao Vivo em Montreaux já era um discaço, e pelo aperitivo de Frutificar as releituras estão foda. Um disco obrigatório. Eles sempre foram bons demais instrumentalmente, mesmo na fase mais comercial.

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