Cinco Perguntas Simples: Gabriel Thomaz

1) O disco (como suporte físico) acabou?
Ainda não, o CD ainda é o “cartão de visita” do artista, ainda marca épocas da vida do artista. Me empolga o fato de cada música voltar a ser o cartão de visita e não cada álbum. Gosto muito em pensar na época que cada artista se concentrava e se preocupava em lançar cada compacto e a carreira seguir assim. A grande maioria dos álbuns tem muita encheção de linguiça…Gostaria muito de ver um artista evoluir música por música…

2) Como a música será consumida no futuro? Quem paga a conta?
Acho que da maneira que o consumidor de música quiser…Comprar CD (ou mesmo vinil), baixar MP3 ou qualquer outro jeito que venham inventar…Eu mesmo continuo adorando comprar discos. No exterior vejo que a venda de downloads já está bem organizada e dando lucro, mas aqui no Brasil não sei muito bem como isso está nem sequer se isto está sendo encaminhado ou planejado. Eu adoraria que as gravadoras disponibilzassem todos os seus arquivos, de todos os gêneros, de todos os tempos, para compra de downloads. Acho que muita gente iria se interessar. E não custa nada…Só lucro.

3) Qual a principal vantagem desta época em que estamos vivendo?
A liberdade e a possibilidade de poder consumir de tudo, musicalmente falando. Praticamente tudo que você quer ouvir está disponível em algum lugar, é só querer achar. É lógico que é bem mais fácil pra quem tem um computador…

4) Que artista voce só conheceu devido às facilidades da época em que estamos vivendo?
Muita coisa, hoje em dia existem milhões de sites dos mais variados tipos de música e de abordagem…Eu curto muito descobrir bandas novas em sites de selos pequenos que existem no mundo todo.

5) O estado da indústria da música atual já realizou algum sonho seu que seria impossível em outra época?
Sim, ver o público de determinadas cidades cantando todas as músicas em shows do Autoramas, mesmo tendo certeza absoluta que nosso CD não chegou nessas cidades…Hoje em dia já nem me preocupo mais com distribuição.

Gabriel Thomaz é vocalista e guitarrista dos Autoramas.

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6 Resultados

  1. arremeto ethergão disse:

    esse papo de se tentar vincular o apelo principal da música em supostos “compactos”, eu acho besteira. isso só interessa mesmo é ao maquinário e artista que se preze deveria CA-GAR pra esse tipo de coisa. você pega a história da música e vê que a importância dos compactos marcou uma data pretérita na história. E ainda bem que existiram bandas decentes que simplesmente ignoraram estes moldes na virada pros anos 70. Estão tentando jogar esse caê aqui no país pra ver se isso vinga, mas a galera parece não perceber que a onda agora é outra. coisa pra big riders de música e não maroleiro de ramos.

  2. o sósia disse:

    o gabriel tira onda de rocker, mas é c*zão duas caras. e desse jeito vai ficar eternamente fazendo teatrinho jovem guarda nas casas de shows dos amiguinhos. o cara desafinando elvis, aquele merda, no programa do frejat foi medonho…

  3. muito escroto, né? nego não se identificar nos comments, néam? eu, que sou amigo da dona do estúdio e pago pau pros donos do rock “indie” (ahaha) no rio, discordo totalmente dessa corja. abs

  4. arremeto ethergão disse:

    xii, cara! tome um engov!

  5. arremeto ethergão disse:

    Mudei de idéia, viva os singles, viva a música pop!

  6. João Brasil disse:

    Concordo com o Gabriel! Sou adepto do música por música! Por que os artistas devem se prender a 12 músicas? As gravadoras que não modernizarem os pensamentos aqui no Brasil irão se desmanchar!