Pop

Num feito histórico do selo Eaeo, todos os seis discos de estúdio do clássico grupo paulistano Racionais MCs estão sendo lançados em vinil. Tirando o álbum mais recente, Cores & Valores, de 2014, todos os outros registros em estúdio do grupo já haviam saído neste formato no ano em que foram lançados e hoje são raridades nas mãos de poucos detentores de cópias dos EPs Holocausto urbano (1990) e Escolha seu caminho (1992) e dos álbuns Raio X Brasil (1993), Sobrevivendo no inferno (1997) e Nada como um dia após o outro dia (2002), este último, raríssmo disco quádruplo. Além destes, a discografia do grupo ainda inclui a coletânea Racionais MCs (1994) e os ao vivo Ao Vivo (2001) e 1000 Trutas, 1000 Tretas (2006), todos lançados apenas em CD.

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E o feito histórico da Eaeo (que já tinha lançado em vinil a luxuosa caixa do Cidadão Instigado, discos clássicos do Eddie e do Cólera e discos recentes da Alessandra Leão, Siba, Josyara, Maria Beraldo e Baco Exu do Blues, entre outros) vai além quando o selo anuncia que três destes lançamentos dos Racionais – incluindo a caixa com todos os discos, que custa 1200 reais – esgotaram-se NO MESMO DIA em que foram anunciados. Muito foda.

Agora é a vez de Kyle Kyle MacLachlan encarnar o agente Cooper e levar boas vibrações do Fleetwood Mac para Twin Peaks…

“Diane…”

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Como não dá pra ir ao cinema (a não ser que você não tenha amor pela vida, claro), só nos restam os serviços de streaming como consolação. Mas qual é o melhor deles? O que todos eles têm em comum – e o que só alguns deles têm? Como eles mudaram nossa forma de assistir a filmes e séries? Quem tem o melhor preço e o melhor catálogo? Existe um jeito certo de ver filmes e séries neste formato sob demanda? São alguns pontos que eu e André Graciotti discutimos nesta edição do Cine Ensaio.

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Milagre de eleição nos EUA! Enquanto não sabemos quem é o próximo presidente de lá, o partido democrata do estado de Wincosin conseguiu fazer com que Tim Curry, o mestre que interpreta o memorável Frank-N-Furter no clássico Rocky Horror Picture Show, reencarnasse em seu velho personagem na semana passada para uma recriação do filme inteiro via zoom. Embora não conte com a maior parte do elenco original (além de Curry, só compareceram Nell Campbell – a Columbia – e Barry Bostwick – o Brad), o grande feito desta releitura é tirar Curry da reclusão, uma vez que ele sofreu um derrame em 2012. Mas mesmo com as sequelas do ocorrido e esquecendo alguns trechos, ele ainda mantém o bom humor e a sagacidade, felizmente.

Além dos atores do elenco original, a recriação do clássico de 1975 ainda contou com novatos no elenco como Lance Bass, Rosario Dawson, Jason George, Seth Green, Jason Alexander, Colleen Ballinger, David Arquette e Taylor Schilling, além de apresentações musicais de Bob Weir, Peppermint, Dresdeb Dolls, entre outros.

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Os Rolling Stones liberaram online a primeira performance de seu clássico “Sympathy for the Devil” ao vivo, quando a tocaram pela primeira vez no mitológico especial Rock and Roll Circus, que gravaram no final de 1968, logo após terem lançado o disco Beggar’s Banquet, mas que só foi oficializado quase trinta anos depois, em 1996 (falei desse clássico num CliMatias dia desses). Nesta primeira versão, que ficou de fora da versão final do especial, não só assistimos à estreia como a vemos tocada com apenas uma guitarra, uma vez que o fundador dos Stones, Brian Jones, limita-se a tocar maracas. E pelas performances de Mick Jagger e Keith Richards dá pra cravar que este é o momento em que os dois assumem as personalidades que iriam ditar os rumos da banda pelas décadas seguintes. Jagger em especial está brilhante, numa apresentação histórica desde o início – sem contar quando ele tira a camisa para revelar um certo desenho tatuado no peito.

E cuidado pra não perder o John Lennon fritando perto dos cinco minutos do vídeo.

Corte seco

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“Sei o que me salva, sei o que me mata”, canta hipnoticamente Alzira E sobre o poema do compadre Arruda, antes de explodir no refrão que batiza a nova música do Corte, banda em que ela toca ao lado de integrantes do Bixiga 70, “só não sei a dose exata!”. A faixa, escolhida para mostrar o vídeo-álbum Corte Vivo em SP, que foi gravado no Itaú Cultural no ano passado e que o grupo começa a lançar semanalmente a partir deste mês de novembro e que você assiste em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.

“Bati o olho e veio”, lembra a compositora, quando leu o poema no segundo livro do poeta, A Representação Matemática das Nuvens. “A gente já tinha gravado o disco do Corte quando fiz essa música e achei que o poema tinha a ver com isso, com essa explosão, essa coisa mais radical do grupo. Foi essa sensação que eu tive quando li o poema, que virou música na hora, fiz no baixo. E fiquei surpresa, porque o poema tem três linhas e achava que não ia rolar, é diferente fazer uma música com um poema tão curto, mas ele é muito intenso e muito inteiro. O fato de ter pouco verso não fez falta, porque é muito completo.”

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DM is back e mais uma vez desembestamos a falar sobre o que não tínhamos falado nas últimas semanas: Lovecraft Country, metrópoles tropicais, o terror do sotaque carioca, eleições no Brasil e nos EUA, o saber das crianças, o futuro das cidades, Mano Brown, a frustração de não ser mais capital do Brasil, Belém, a biblioteca do Veríssimo, um século de esquerda, a Lampion’s League, a maior cidade de interior do mundo e Pinblon.

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Letrux lança clipe para “Abalos Sísmicos” feito remotamente com onze ilustradores diferentes, que recriaram a banda desenhando por cima de imagens filmadas, usando aquele formato chamado rotoscopia.

Ficou fera – e assista até o fim para ouvir a troca de áudios hahahaha

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Morreu neste sábado, dormindo em sua casa em Nassau, nas Bahamas, o ator escocês Sean Connery, que eternizou James Bond em nosso imaginário e viveu personagens célebres em filmes como Caçada ao Outubro Vermelho, Confissões de Uma Ladra, Highlander Os Intocáveis e o clássico cult Zardoz, além de ter vivido o pai de Indiana Jones no terceiro filme do personagem, A Última Cruzada. Ele praticamente determinou o parâmetro para heróis que também eram galãs num mundo em que o western e as aventuras de capa e espada foram perdendo a importância no cinema.

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O grupo Tenacious D do ator Jack Black aproveita as eleições nos EUA para ressuscitar “Time Warp”, um dos grandes hits do musical cult Rocky Horror Picture Show – e esta versão, feita para incitar os eleitores norte-americanos ao voto à presidência, contou com uma série de participações especiais, do humorista Eric Andre à senadora Elizabeth Warren, passando pelos atores Michael Peña, Sarah Silverman, George Takei, Susan Sarandon, Jamie Lee Curtis, o diretor John Waters, os músicos Reggie Watts, Peaches, Phoebe Bridgers e Karen O, entre outros.