Indie


carolinebittencourt

…nem vai achando que o show de abertura pro Radiohead significa o fim do recesso da banda. Com a palavra, o tecladista Bruno Medina, em seu blog:

“Quero registrar que estou imensamente satisfeito em dar esta notícia, em especial por ter sentido, neste tempo, como nossos fãs esperaram por esta confirmação. Agora também eu estarei na contagem regressiva pelo reencontro dos amigos – incluindo os que integram nossa equipe técnica –, com os quais tive menos contato do que gostaria nestes 18 meses que transcorreram desde o anúncio do recesso.

Ao contrário do que podem pensar os que têm uma queda por teorias e planejamentos secretos, estas duas apresentações não estavam previstas; a ideia partiu dos organizadores do festival que, mesmo considerando pequenas as chances de contar com nossa participação no evento, resolveram fazer o convite. E deu certo.

Apesar dos compromissos com os quais cada um de nós está envolvido atualmente, a oportunidade de tocar nossas músicas nesta ocasião valeu o empenho em conciliar as agendas. Eu mesmo não poderia estar mais feliz em celebrar esta volta aos grandes festivais acompanhado por duas das minhas bandas preferidas. Ambas as noites, sem sombra de dúvida, passarão a fazer parte da história da minha vida.

Cabe, no entanto, esclarecer que estes shows não significam um retorno do Los Hermanos à sua regressa rotina; não se deixem iludir por especulações quanto a uma nova turnê ou a pré-produção de um quinto disco. O que há, por enquanto, são apenas estas apresentações e nada além. Proponho então que façamos uma tentativa: ater-nos a viver o presente ao invés de nos ocuparmos da ingrata tarefa de prever o futuro. E que venham os shows!”

Bem que eu tava falando: a procura pelos ingressos do Little Joy em São Paulo foi tanta que os ingressos terminaram rapidinho (fã de Los Hermanos, né… Quer o quê?) e a Clash já anunciou um show extra para a banda. Por isso, se agiliza.

Então corre, porque parece que os ingressos pro show de São Paulo tão acabando… a ponto de cogitarem um segundo show.

É, a gente te disse e agora é oficial: o show do Radiohead com Kraftwerk em março não deve contar apenas com a abertura do Los Hermanos mas também com os Vanguart. Bem bom, hein…

É, o boato já rola há um tempo (eu até já havia comentado aqui) e agora o NME começa a cogitar de forma mais séria, com o próprio Scott Kannberg admitindo a volta… Quem vai?

Diplo x MGMT

E por falar nos remixes do Wesley, você sabe que ele só funciona quando pega música ruim, né? Sempre que pega uma música boa, ele burila aqui, acolá e ou mexe pouco ou caga o pau (repare, no disco do post anterior, o que ele faz com as músicas do Cansei, do Peter Bjorn & John e do Black Lips. Não é diferente quando ele pôs as mãos sobre a melhor música do MGMT. Olha o estrago – tou postando mais pela curiosidade…


MGMT – “Time to Pretend (Diplo Remix)

Falando no Diplo, ele finalmente reuniu parte de seus remixes num mesmo disco, já com data de lançamento de 2009. Decent Work For Decent Pay: Selected Works Volume 1 reúne trabalhos que o DJ da Filadélfia fez nos últimos anos: tem Daft Punk, Kano, Spank Rock, Cansei de Ser Sexy, Bloc Party, Hot Chip, Bonde do Rolê, entre outros. Já tava na hora…


Black Lips – ” Veni Vedi Veci (Diplo Remix)

Diplo pode ser o picareta que conhecemos, mas seu faro para perceber quando algo está esquentando é invejável – e logo que Santogold começou a aparecer no sismógrafo da música pop mundial, ele já deu um jeito de chamá-la para seu lado e, como fez com a M.I.A. em 2004, apresentá-la como estrela de uma mixtape. E, usando a compilação como uma tela, fez questão de exibir tons que tivessem a ver com as faixas da cantora que ele queria usar – assim, “L.E.S. Artistes” emenda com o Cutty Ranks, seu remix para “Lights Out” do Panda Bear (com Santogold no vocal) é seguido por Aretha Franklin, Devo e B-52’s, a versão para “Guns of Brixton” do Clash (que vira “Guns of Brooklyn” com novo vocal) fica entre uma instrumental do trombonista Desmond Dekker e uma versão para “Iko Iko”. Mais um passeio pelo terceiro mundo, desta vez com a cabeça na Jamaica. É só acender.

34) Diplo & Santogold – Top Ranking

Diplo & Santogold – “Guns of Brooklyn”

Post quase inteiro surrupiado do Ronaldo, só variei a foto para outra do mesmo set que Lily Allen fez para a GQ. Numa entrevista à revista Word, ao ser perguntada sobre se ela se preocupa com o futuro da indústria da música, ela respondeu:

“I do! I was having dinner with Mick Jagger the other night and I said to him, ‘I fucking hate people like you!’

“We were talking about the music industry and I told him it really irritates me that I’ll never make anything like the amount of money they have and he said, ‘Well, when we started out there was no money either; then, in the ’70s and ’80s, there was this huge boom. But it’s gone down again now.’

“But I often think, ‘I’m really famous and I sell a lot of records, why aren’t I a multi-millionaire?’

“Don’t sign a record deal – that’s my advice. Do it yourself. And definitely don’t sign a three-sixty deal! Actually, I want to start a management company called Seven-Twenty…”

“The only thing I get [from Terra Firma] is emails saying, ‘Where’s your fucking album? We gave you £150,000 [$300k] last year. Where is it?’. I read a piece with Miles – my record company boss – in Music Week [magazine] the other day, talking about me as his thing for ‘Quarter Four’. It made me feel disgusting, like some cheap product. It’s really sad for EMI. I hate Terra Firma. They’re wankers and they don’t know what they’re doing. They will fail. They don’t know how to run a creative business. They are killing us, frankly”.

“I got £50,000 [$100k] for my first album and I sold a lot of records. I worked really hard and was put up in nice hotels and treated well and went on to sell two-and-a-half million albums for EMI. So I expected the next time round for things to get better. But they got worse. I get emails asking if I could go to go to Paris for a week to work with some hot producer. I ask for a hotel and I get a two-star place in the eighth arrondissement on my own.”

“I’m like, ‘Do you want me to get raped and killed?’ Maybe that is what they want? Terror Murder! The annoying thing is, I know that twenty years ago I’d have been booked in at the Ritz with five grams of cocaine on my table and ten bunches of flowers. Some new clothes. A chauffeur on twenty-four-hour call. Now I’m lucky to get an Oyster card”.

“I’m not snobby, but if I have to go away for work, why can’t it be nice for me when it’s making you money? I make no money from selling records – obviously – but they’re still arsey about hair and makeup!”

“They don’t understand anything. They have all these annoying people running the company who have no idea what it’s all about. I look at Universal and see they’re doing it well.”

“So that’s what I think of them. It’s an uphill battle. I wish I could get dropped. But it won’t happen. But it’s not EMI that are the arseholes – it’s Terra Firma. The people who work with me from EMI are brilliant.”