Indie

Frank Jorge 2009

Frank Jorge está com disco novo na praça e, mesmo tendo sido lançado no finzinho de 2008, entra na minha contagem como sendo de 2009 (mal aê, Frank, a lista já tá fechada :P). Volume 3 segue a saga inaugurada no histórico Carteira Nacional de Apaixonado, com suas letras confessionais e cançonetas pop para serem cantadas por qualquer um. Às primeiras audições, o principal diferencial que notei é a ênfase maior no aspecto latino do álbum, que já dava um molho nas faixas do disco anterior, Vida de Verdade (“Não Pense Agora” me lembra “Quizás, Quizás, Quizás”). Mas Volume 3 é só mais um veículo para o aguçado senso pop do velho Frank, que, além de um precioso tino para a canção, ainda consegue soltar pérolas de sabedoria como “Elvis mesmo decadente é bem melhor que muita gente”, “tudo o que eu queria era entender porque as bandas dos anos 80 estão sempre em nova turnê”, “Tiradentes foi dentista” ou “veja bem rapaz você nunca deve duvidar de uma garota quando quer amar” no meio de suas letras. O Mini acompanhou tanto o processo de maturação quanto o lançamento do disco e fala um pouco mais sobre a nova fase de Frank Jorge.


Frank Jorge – “Eu Demiti um Amigo


Frank Jorge – “O Que Sobrou do Mundo

Hoje começa o festival que a Alavanca está realizando no Centro Cultural São Paulo e quem abre as apresentações, pontualmente às 19h, são os Supercordas, do Rio (maldita pontualidade – mais um show dos Cordas que eu vou perder). No show eles vão tocar músicas do segundo disco, que estão finalizando – entre elas a ótima “Mágica”, que tem um videozinho aí em cima. Mas se você perder o show de hoje, domingo o Bonifrate – um dos Supercordas – se apresenta em versão solo no Café Elétrico. E, pra mim, esse cara lançou o melhor disco de 2007… Olha o nível:


Click. Wind. Repeat.

É sério. Ainda sobre a banda de Amarante e Moretti, ainda sobrevoando o Sobremúsica: a turnê do Little Joy segue crescendo de tamanho e incluiu a primeira cidade que não é capital de estado no trajeto. Do jeito que as coisas andam, periga até eles barrarem a histórica turnê do Information Society no Brasil nos anos 90, que teve data até em Santarém.


one37xactly

É, parece que é isso mesmo – só que o Coppola é o Roman, filho do hômi, veterano de clipes (já tem em sua bagagem trabalhos com os Strokes, Ween, Green Day, Daft Punk, Supergrass e Phoenix). Quem tá vendo essa história é o Bruno do Sobremúsica.

Mais Olly…

E tem essas outras estampas camisetas que ele fez…

Vocês devem conhecer esse moleque…

Olly Moss, nasceu em 1987 e já tem pelo menos um hit na internet, que é essa estampa de camiseta cheia de spoilers (nem olhe se tem nóias de saber o final de algum filme que você não viu).

Mas vasculhando o saite do cara, descobre-se várias releituras do cara para filmes clássicos.

Fodaço.

A essa altura do campeonato, só alguns americanos e artistas preocupados mais com o currículo do que com a carreira. Mas ao menos o desse ano rendeu uma boa campanha publicitária, escolhendo artistas para listar as canções que mais os influenciaram. Além do Thom Yorke aí a cima, a campanha ainda traz outros nomes como Stevie Wonder, Lil Wayne e Rihanna.

Dica da Liv hoje cedo: uma compilação de versões informais de músicas alheias feitas pelo Wilco. Mas o que parece ser só a gravação de ensaios e covers engraçadinhos revela-se uma verdadeira aula de rock’n’roll tocada pelo velho Wilcão, numa coletânea com algumas das melhores músicas do mundo, acompanhadas de momentos cruciais para que a banda de Chicago tivesse o som que tem. Então tome vários covers de Beatles, Gram Parsons, Neil Young, Elvis, Replacements, Carole King, Brian Wilson, Big Star, Ramones, Daniel Johnsoton, Mott the Hopple, T-Rex, U2, Buzzcocks, Kinks, Neutral Milk Hotel, Blondie, Tom Petty, Steely Dan, Stooges, Who, Dylan, além de brincadeiras como uma música dos Muppets, uma versão hip hop para “She’s a Jar”, “Stairway to Heaven”, “Three is a Magic Number”, “We Will Rock You” e outra de “If It Makes You Happy”, da Sheryl Crow. A coleta é cortesia do Felipe.

Não se deixe enganar pelo visual street e pela voz gemida: Santogold tem tanto a ver com a M.I.A. ou Missy Elliott, quanto com os Strokes ou os Yeah Yeah Yeahs. E onde melhor que “L.E.S. Artistes” para perceber a indie chorona que se esconde por trás de seus bonés, perucas e óculos escuros? Da guitarrinha cata-milho da introdução ao refrão pop anos 80 (new wave de arena anyone?) passando por uma letra que poderia ser assinada por Kurt Cobain, o hit de Santogold é mais uma prova de que o melhor rock de hoje é encontrado onde menos se espera.


33) Santogold – “L.E.S. Artistes


carolinebittencourt

…nem vai achando que o show de abertura pro Radiohead significa o fim do recesso da banda. Com a palavra, o tecladista Bruno Medina, em seu blog:

“Quero registrar que estou imensamente satisfeito em dar esta notícia, em especial por ter sentido, neste tempo, como nossos fãs esperaram por esta confirmação. Agora também eu estarei na contagem regressiva pelo reencontro dos amigos – incluindo os que integram nossa equipe técnica –, com os quais tive menos contato do que gostaria nestes 18 meses que transcorreram desde o anúncio do recesso.

Ao contrário do que podem pensar os que têm uma queda por teorias e planejamentos secretos, estas duas apresentações não estavam previstas; a ideia partiu dos organizadores do festival que, mesmo considerando pequenas as chances de contar com nossa participação no evento, resolveram fazer o convite. E deu certo.

Apesar dos compromissos com os quais cada um de nós está envolvido atualmente, a oportunidade de tocar nossas músicas nesta ocasião valeu o empenho em conciliar as agendas. Eu mesmo não poderia estar mais feliz em celebrar esta volta aos grandes festivais acompanhado por duas das minhas bandas preferidas. Ambas as noites, sem sombra de dúvida, passarão a fazer parte da história da minha vida.

Cabe, no entanto, esclarecer que estes shows não significam um retorno do Los Hermanos à sua regressa rotina; não se deixem iludir por especulações quanto a uma nova turnê ou a pré-produção de um quinto disco. O que há, por enquanto, são apenas estas apresentações e nada além. Proponho então que façamos uma tentativa: ater-nos a viver o presente ao invés de nos ocuparmos da ingrata tarefa de prever o futuro. E que venham os shows!”