Indie

4:20

Bean que me descolou.

“No You Girls”

E o disco novo do Franz Ferdinand só melhora a cada audição – deixando, aos poucos, seus antecessores em segundo plano. Maduro e divertido ao mesmo tempo, o disco tem pelo menos oito faixas incendiárias, uma média altíssima para os discos hoje em dia – e as faixas restantes estão longe de serem ruins. E depois de liberar “Ulysses” para ser remixada antes de 2008 acabar, começam a aparecer os primeiros remixes seguintes ao vazamento (ou seria o lançamento digital?) de Tonight: Franz Ferdinand. DJ da festa King Kong em Berlim, Christian Vorbau pegou a irresistível “No You Girls” e mexeu muito pouco nela, colocando só um pouco de tempero dance. É quase idêntica à original – e só isso já era motivo para ouvi-la mais uma vez (não é novidade quando o remix cai na mão desse cara – ele já tinha feito essa de mínima maquiagem pra “The Fear”, da Lily Allen).


Franz Ferdinand – “No You Girls (Christian Vorbau Remix)

Caceta, não é boato, não… Já tem até show de volta! (Acima, a banda no festival Juntatribo, em Campinas, há quinze anos – e eu estava lá…)

Esquinas da vida

Do Liniers.

Oi Feist…

Feist deu sinal de vida ao gravar música nova para Dark Was the Night, nova compilação da ONG de combate à Aids Red Hot Organization. A faixa é a doce e triste “Train Song”, da cantora inglesa Vashti Bunyan, que ela gravou com o Ben Gibbard, do Death Cab for Cutie – aquele que ficou noivo da Zooey Deschanel, do She & Him, no fim do ano passado.

A música original também é bem boa:

Indiesmo…

O pior é que isso pode dar idéia pra muita gente… Via Dani.

Vocês acham que eu tou de brincadeira? Will Smith quer interpretar Barack Obama num filme.

Vamo começar a semana na tranqüila? Então deixa o Beck mandar “Beechwood Park”, dos Zombies:

Num ano em que uma das principais protagonista foi uma menina de 15/16 anos, quatro moleques um pouco mais velhos que isso (mas com menos de 20 anos) surgiam de Colatina, no interior do Espírito Santo, cantando a seguinte canção:

“I was born in the 90s and asked my mom
“Why did i came so late?”
Cause all my friends born in 80s
And i’m still lost in 90s
Oh my god, something isn’t OK

When i go to the club
Waiting DJ play J-Lo
The only thing i hear is another Devo song
I wish Spice Girls were younger
So they could save the world

I was born in the 90s

(91 or 92 or 93 or 94)
We were all born silly guys
Now all we think is about fuck

(I’d say I love Prince if you stay
Come and wash my “Purple Rain”)

I still love my walkman
Cause these ipods are only trends

Come to my house
Spend the afternoon watching friends
Then we could go my room
Do the “Macarena” dance
Can’t touch this?
Can’t touch this?
Don’t go on baby cause it’s not working
I’m horny but I’m not a slut
I was born in the 90s

Save my posters of Backstreet Boys
My Nintendo and Lion King box
Hold on mother I’m coming home tonight”

Toda “I Was Born in the 90s” é noventista: irônica, cospe referências como se precisasse delas para parar em pé, transformando pós-punk inglês em hit de rádio, enquanto finge apatia e casa riffs secos com bateria crua e camas de teclado que resvalam no gótico. E a música é uma demo. Forma e conteúdo não se distinguem e faz com que a Gangue do Mickey soe moderna e retrô ao mesmo tempo – algo como se o tema dos anos 00 fossem a volta dos anos 00.

32) Mickey Gang – “I Was Born in the 90s (Demo)

A vantagem com que Florianópolis conta por não ter estabelecido uma cena musical própria em qualquer esfera de reconhecimento nacional é que não há expectativa em relação ao que pode sair de lá. E, sim, há uma certa fervura na cena da ilha que tem a ver com a ida do ex-VJ Gastão para a lá (e a posterior inauguração de sua casa noturna, a Célula), a criação da cooperativa de bandas Clube da Luta e da coluna do jornalista e compadre Marquinhos Espíndola, a Contracapa, e, claro, ao trabalho incansável de bandas como Pipodélica e Ambervisions que passaram a década insistindo em fazer música. Aí qual é a surpresa quando o primeiro nome da nova geração é uma dupla que desce a bordoada em sets com grooves sincompados e distorcidos? A dupla Discobot não faria feio nem em São Paulo nem em qualquer outra cidade do mundo e, pelo jeito, eles são só o começo de uma novíssima geração. Falarei mais disso durante essa semana. Enquanto isso, sente esse set que, gravado ao vivo, enfileira só remixes:

Discobot @ Music Holiday (MP3)

Nirvana – “Smells Like Teen Spirit (Patrick Alavi Rerox)”
Dirty Secrets – “5 Feet of Snow (Miami Horror Remix)”
Cut Copy – “Lights & Music (Moulinex Remix)”
Heartsrevolution – “CYOA (Flosstradamus Remix)”
Chromeo – “Fancy Footwork (Mr. Miyagi Remix)”
Teenage Bad Girl – “Hands of Stranger (Yuksek Remix)”
Tronik Youth – “Laugh Cry Live Die (Grum Remix)”
The Galvatrons – “When We Were Kids (Bag Raiders Remix)”
VHS or Beta – “Can’t Believe a Single Word (LA Riots Remix)”
Playdoe – “It’s That Beat (Toxic Avenger Remix)”
Justice – “DVNO (LA Riots Bootleg Remix)”
MSTRKRFT – “Vuvuvu”