Mashupzinho pra começar a semana…

Beatles, LCD e Kinks. Esse é do brasileiro Faroff – depois falo mais dele.

9 do 9 do 9

É a data de lançamento do Rock Band dos Beatles.

E por falar em Beatles…

Saca essas fotos…

…Paul McCartney fumando um cigarrets, tomando um dry martini enquanto flana de avião por sobre o globo. Se existisse a carta “bon vivant” do Tarô, podiam por essa foto aí embaixo…

…e essas dos Stones…

…sem os dois caras aí embaixo, a música pop seria muito mais chata e menos interessante – e só lamento seu mau gosto caso discorde…

Altos massa, hein. Essas fotos foram desenterradas do arquivo do empresário Bob Bonis, um dos primeiros caras a cogitar a possibilidade de levar as bandas inglesas para os Estados Unidos e transformar isso em uma espécie de “novo gênero” – juntando bandas de um mesmo lugar, cunhou o rótulo “British Invasion” e inventou um modus operandi de posicionamento global de cenas locais que foi replicado à exaustão, da explosão do reggae à conquista mundial pelo Abba, passando pelo grunge, o rock gaúcho, as cenas punk de ambos extremos do Atlântico, o mangue beat e a eletrônica parisiense deste século. Bonis morreu em 91, mas seu filho encontrou os negativos e slides há pouco e resolveu torná-los públicos. A princípio, 50 fotos das turnês dos Beatles e dos Stones entre 64 e 66 serão exibidas na mostra The British Are Coming, na Not Fade Away Gallery, em Nova York, mas elas são uma pequena fração de uma coleção que conta com 3.500 fotos inéditas, de vários grupos da época. As que estão aí em cima eu peguei no Telegraph (ainda tem várias outras lá, como o Ringo apontando uma arma pra própria cabeça, Mick Jagger de sunga e Lennon fumando um cigarrinho backstage).

A Morsa era o Paul

Beatles ao pé da letra:

Eu Sou a Morsa é a fonte dessas infâmias.

Beatles: "Revolution (Take 20)"

Quinta-feira, 4 de junho de 1968, estúdios da Apple:

“Um dia de overdubs curiosos e experimentos em “Revolution 1”. John regravou seu o vocal principal, optando pela resposta “in/out” sobre se ele deveria ou não participar da destruição como uma forma de revolução. Para mudar sua voz, John gravou deitado no chão do estúdio 3. Brian Gibson, engenheiro técnico daquela sessão, lembra-se claramente. “John decidiu-se que ele se sentiria mais confortável no chão e assim pendurei um microfone que ficaria suspenso acima de sua boca. Me pareceu um tanto estranho, um pouco excêntrico, mas eles sempre buscavam por um som diferente, algo novo”.

(Apesar de não ser revelante em “Revolution”, Geoff Emerick também se lembra de uma dos pedidos mais bizarros de John no estúdio, em 1968: “Ele sugeria que nós microfonássemos sua voz por trás em vez de colocar o microfone na frente de sua boca. Ele estava desesperado para soar diferente. ‘Por que tem de ficar aí? Por que não pode ficar ali?’. Tentamos, mas não havia presença, soava praticamente da mesma forma, só que abafado, então desistimos e voltamos a gravar seus vocais através de um limitador Fairchild, como fizemos com todos vocais de Lennon desde 1966”.)

Geoff Emerick não era o único engenheiro que os Beatles usavam na época. Ele ainda trabalhava com outros artistas e naquele dia era a vez de Peter Bown, conhecido no meio por ser trabalho nos primeiros discos de rock na Inglaterra, de estar com os Beatles. “Eu não gravei nenhuma base com os Beatles, só overdubs”, lembra-se. Antes de termos cabos novos postos em St. John’s Wood, a eletricidade estava bem ruim numa noite fria e certa vez, no estúdio três, ela caiu tanto que os estabilizadores do gravador de quatro canais caíram e fizeram um som terrível no fone de ouvido de Lennon enquanto ele estava gravando. Consertamos outro gravador, mas em dez minutos aconteceu de novo. Lembro-me do John sair da sala de controle reclamando: “A porra da máquina quebrou de novo? Não vai ser assim quando tivermos nosso próprio estúdio na Apple…’. E eu respondi: ‘Não mesmo?’ e deixei por isso mesmo. Ele saiu do estúdio bufando mas no final da sessão ele botou a cabeça para dentro e disse: ‘desculpe, Pete. Não havia percebido que não era culpa sua’. O vocal gravado no chão não foi o único vocal incomum gravado aquele dia. Nas fitas com as sessões há uma caixa com o rótulo “vocal backing mama papa”. Isso não foi uma aparição secreta dos Mamas and the Papas e sim uma descrição de um vocal de apoio persistente (na verdade “Mama… Dada… Mama… Dada…”) cantado por Paul McCartney e George Harrison dúzias e dúzias de vezes até o fim dessa gravação com dez minutos – e assim cortado da versão que aparece no LP.

Outra faixa de bateria e elementos de percussão com Ringo foram gravados nesse dia, além de uma parte com guitarra tocada por John e um órgão tocado por Paul. Mas dois loops de fita feitos para serem encaixados na gravação de “Revolution 1” nunca apareceram e permaencem na fita original, inéditos. Um deles têm os quatro Beatles cantando, extensivamente, “Aaaaaaah”, com vozes muito finas. O segundo foi feito a partir de uma frase de guitarra um tanto maníaca, tocada nas posições mais agudas do braço. Uma versão mono do take 20 foi feita e levada embora por John Lennon no final da sessão.”

Consegue acreditar nisso? Dá pra imaginar como seria essa música? Mas eu não traduzi esse trecho de um dos livros obrigatórios sobre os Beatles pra ficar cogitando – e sim para comemorar o fato que “Revolution (Take 20)” ter dado as caras. Isso mesmo: mais de dez minutos desse take alternativo já clássico para “Revolution”, que começa igualzinho à versão conhecida e lá pela metade começa a dar sinais de esquizofrenia “You Know My Name (Look Up the Number)” até descambar na mesma espécie de colagem sonora que depois se tornaria “Revolution 9” (incluindo um dos clássicos momentos da Yoko nos Beatles – “You become naked”). Chorem comigo.


>Beatles – “Revolution (Take 20)” (e aqui tem uma versão com a qualidade ainda melhor)

A mesma faixa…

Gil Pepper's

O Gravataí Merengue puxou um especial Gilberto Gil e no meio dos hits, tá lá uma versão de quase 10 minutos com o velho baiano pirando em cima da música-título do disco mais conhecido dos Beatles. Nem pestanejei – e olha ela aí.


Gilberto Gil – “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”

Elliott Smith tocando Beatles

E falando em versões folkinhas, o blog Raw aproveitou o vazamento dos outtakes do A Basement On The Hill do Elliott Smith (que eu acho o melhor disco dele – mas eu nem sou fã, tem neguinho que se rasga pelo cara…) e linkou essa versão que ele fez pra “I’ll Be Back” dos Beatles. Bem boa, mas não tem muito erro, né.


Elliott Smith – “I’ll Be Back”

Tudo se transforma

Do Olly Moss.

Vida Fodona #145: Numa Bowa

No programa de hoje temos a vocalista do Yeah Yeah Yeahs virando o Mick Jagger (enquanto seu hit torna-se folk e inofensivo), a faixa que batiza o disco do ano passado de uma das melhores bandas instrumentais do Brasil, uma das músicas do Sensational Fix, novas do MSTRKRFT, Rômulo Fróes e Mulatu Astatke, Erasmo vintage, Hot Chip com Robert Wyatt, Arnaldo ao vivo, Booker T. tocando Beatles, Wilco tocando Costello, tributo a Lux Interior, Spoon, Momo, Of Montreal e Paul McCartney.

Arnaldo Baptista & Patrulha do Espaço – “Feel in Love One Day”
Rogue Wave – “Maps”
Paul McCartney – “Check My Machine”
N.A.S.A. (com Karen O, Fatlip e Ol’ Dirty Bastard) – “Strange Enough”
MSTRKRFT (com Lil Mo) – “It Ain’t Love”
Smokey Robinson & the Miracles – “Tears of a Clown (Action Jackson Remix)”
Booket T. & the MG’s – “I Want You (She’s So Heavy)”
Mulatu & The Heliocentrics – “Chinese New Year”
Sonic Youth – “Rats”
Of Montreal – “And I’ve Seen a Bloody Shadow”
Pata de Elefante – “Um Olho no Fósforo, Outro na Fagulha”
Wilco – “Peace, Love and Understanding”
Rafael Castro e os Monumentais – “TV”
Momo – “Fin”
Rômulo Fróes – “A Anti-Musa”
Hot Chip com Robert Wyatt – “We’re Looking for a Lot of Love (Remixed by Geese)”
Erasmo Carlos – “Grilos”
Spoon – “The Way We Get By”
Cramps – “Sunglasses After Dark”

Vambora?