Antes de falar de Inception

Se você é daqueles que fica de mimimi quando eu fazia as terças-feiras de Lost ou reclama que eu tou postando muita foto de mulher gata (!?) ou não suporta quando eu fico monotemático, um conselho: vaze. Durante esta semana, dedicarei boa parte do Trabalho Sujo a cortejar Inception, novo filme de Christopher Nolan que, de cara, não é o melhor filme do ano – este trunfo ainda segue com Toy Story, cuja terceira parte nos humilha com uma aula magna de cinema com cenas de apertar o peito (o close em Woody quase na última cena é a prova mais recente da máxima de Hitchcock – que só o diretor importa e ator é gado).

Mas Inception é importante por outros motivos. Primeiro, porque ao mesmo tempo consagra e ultrapassa a tendência onipresente da ficção científica no imaginário do século 21 (comentei sobre isso na minha coluna de ontem no Caderno 2). Consagra da mesma forma que Fringe e Lost, criando equipamentos e engenhocas claramente pseudocientíficas, quase caricaturas de tecnologias com explicações quaisquer, mais como uma homenagem ao gênero do que como invenção – chame de metaficção científica se quiser, eu acho melhor não. E ultrapassa porque cruza uma fronteira ainda tênue tanto à ciência quanto à ficção – e, portanto, de nossas rotinas: a natureza do sonho.

Só por isso, Inception já seria motivo de análise. Mas o filme de Christopher Nolan vai além e provoca a audiência com um filme, teoricamente, complexo. Mas, uma vez assistido, ele não é tão difícil assim. Sim, há narrativas sobre narrativas, mas da mesma forma, há um grupo fixo de poucos personagens que vão sendo apresentados à medida em que se afunda num novo nível da história, mas sem que eles mesmo sejam aprofundados psicologicamente. Cada personagem é rotulado com uma função e a segue por todo o filme, aconteça o que acontecer. Ariadne, a personagem de Ellen Page, é colocada na função de iniciante apenas para que o espectador possa ser conduzido por ela – como Dorothy, Alice, Neo ou o protagonista dos livros de Castañeda, somos nós mesmos iniciados na arte-ciência-trabalho de Dom Cobb, o personagem de Leonardo Di Caprio. Mais do que um filme difícil, Inception é como ele mesmo um quebra-cabeças, brincadeira que Nolan já havia feito ao transformar seu filme anterior ao último Batman (chamado The Prestige/O Grande Truque) numa pequena peça de ilusionismo. Mas se no filme com Bale e Jackman ele opta pela distância entre a verdade e a aparência, no filme deste ano ele nos questiona sobre a natureza da realidade. E brinca com a complexidade apenas para nos preparar para entendermos mais do que precisamos.

Por isso, se você já assistiu ao filme, comente à vontade aí embaixo. Depois eu vou juntar tudo num mesmo post, que vai se atualizando durante a semana, como eu fiz no final de Lost. Mas se você ainda não assisti, nada tema: o pouco que contei do filme nesse texto de apresentação conta menos do que você já sabe pela sinopse e pelo trailer – e vou me segurar um pouco antes de começar a falar do filme em si. Antes disso, começo uma contagem regressiva até às 4:20 (a hora do kick) desta tarde que lista algumas obras aparentadas de Inception. Tudo inofensivo para quem ainda não assistiu ao filme.

Depois, mais pro final do dia até o início da madrugada de terça, dou início a outra listagem de referências, antes de começar a debater o filme em si, falando sobre sonhos e realidade, fora da ficção. Na terça, reservo o dia para os spoilers e passo a enumeras as montagens, teorias e hipóteses do filme – inclusive as suas. Por isso, se você ainda não o assistiu, tire o dia de hoje para vê-lo ou desligue suas conexões com o saite durante esta semana. Claro que no meio virão as T-girls, o Vida Fodona, o Link, os 4:20 e outras coisas que sempre aparecem (além, claro, das notícias), mas por dedico esta semana inteira a um dos grandes filmes do ano.

E aí, o que você achou?

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Sem Resultados

  1. gi disse:

    Eu achei o filme foda, mas como já tinham me dito que era sensacional, fiquei esperando mais. O que é engraçado: como esperar mais de um filme que tem sonho dentro de sonho dentro de sonho, kicks e etc?

    Não gostei de todas as explicações e regras no começo, mas depois da primeira meia hora o filme engata numa quarta, passa pra quinta e vai.

    Achei o som muito foda e fiquei de cara quando vi este video: http://www.wimp.com/inceptionconstructed/

    Sai do cinema atordoada, sensação de sonho. E sim, tive sonhos vívidos depois de ver e até sonhei que estava sonhando – perigoso! Só por isso valeu ter ido no cinema com tela gigante e som poderoso.

  2. Ainda não assisti (não passa desta semana), mas em relação a filmes lançados no Brasil em 2010, “A Origem” vai ter que disputar o título de melhor do ano com o argentino “O Segredo dos Seus Olhos”. Outros filmes que se destacaram até agora: “Toy Story 3”, “Direito de Amar”, “Ilha do Medo” e “Educação”, entre outros.

    Grande abraço, parabéns pelo site mais uma vez,
    Tommy
    http://cinemagia.wordpress.com

  3. Luana disse:

    Eu realmente achei que seria um filme muito difícil de ver, como muito disseram, mas acabou sendo bem tranquilo. Uma ou outra confusão ali, mas dá pra contornar rápido. Mas não é o melhor do ano não, este ainda é, de Toy Story 3. Eu ainda estou na expectativa de ver Scott Pilgrim (se esse filme chegar aos cinemas brasileiros, pq tá difícil…), mas acho difícil algum filme ultrapassar a obra da Pixar.

  4. Debora Gemignani disse:

    Eu fui assistir sem ler nada sobre o filme. Assim seria mais divertido e interessante. Fiquei confusa nos primeiros 10 minutos, mas com um roteiro tão bom fui me envolvendo e a cada momento fui me prendendo mais e mais. Não sou muito fã de tiros, mas mesmo com aqueles eu fiquei presa, pois os sonhos eram tão bem amarrados, tudo era tão conectado…Quero ver novamente mais algumas vezes porque com certeza tem detalhes que deixei passar e só com mais algumas inserções conseguirei pegar tudo por completo.
    Com certeza ficou entre os top 5 da minha lista de favoritos.

  5. felix disse:

    vi ontem sem grandes expectativas, sem ler resenhas e só tendo visto a nota no imdb. e fez jus à nota. que filme! QUE FILME!

  6. Ramon disse:

    No La Nacion de hoje o Liniers conta outras desventuras do peão de Dom Cobb:
    http://autoliniers.blogspot.com/2010/08/liniers-macanudo-el-humor-de-macanudo_09.html

  7. Iberê Borges disse:

    Inception é o melhor filme do ano, sem dúvidas. A força do Toy Story vem de 15 anos. O jogo era praticamente ganho, antes de “Day & Night” acabar. Claro que é um ótimo filme, fez os marmanjos barbados chorarem e as crianças se divertirem. Há diálogos ótimos (se pensar na proposta) e ótimas ideias. Já Inception tinha um missão mais complicada: convencer de que era o melhor filme do ano (já que o anunciavam assim logo que surgiu o primeiro teaser), criar mitos e funcionar para o grande público.

    Saí do filme embasbacado. Dava pra sentir a torcida dentro da sala semi-lotada do cinema, para que aquele peão caísse. O filme envolveu tanto, que as pessoas já torciam pelos personagens, vibravam com as cenas e compreendiam tudo aquilo como se fosse algo possível. Sem falar na dificuldade que todas elas devem ter tido para dormir (1 membro).

    Tentando ser mais breve, digo que os símbolos criados pelo filme, os personagens carismáticos que parecem tão próximos, isso pelo tema “sonho” e tantas referências ao que acontece com a maioria do público enquanto dorme (pessoas que trocam de corpo, “kicks” e mais…), as cenas de tensão, uma complexidade tão fácil de se entender, as sacadas originais e, também, as diversas referências a outros universos já representados por outros filmes (a maneira mais fácil de acertar o grande público? com certeza) fazem de Inception não só o melhor filme do ano, mas o melhor filme em anos.

    Ficção científica de primeira. Christopher Nolan dificilmente superará essa, e nem precisa.

  8. @de_malungo disse:

    Inception não é um filme… é uma experiência sensorial! Após o final, eu saí meio perdido… sem noção de hora, dia ou o que eu fazia na “vida real”. Um pouco parecido com o que rolou quando eu assisti Matrix no cinema.

  9. Alex Racor disse:

    Magnífico, o filme com maior teste de QI ja elaborado!
    E o que mais me deixa feliz, é unico, não haveram concerteza continuaçãos bestas como andam pegando a mania de fazem em diversos filmes por ai, isso pela falta de criatividade claro, o que não falta para nolan.

    Dois detalhes, as cenas finais remetem ao climax dos filmes/seriados dos anos 60 e não precisa ser velho pra saber disso, basta ter cultura.
    Outra é a simples criação de um genero.

    Parabens Nolan! O Filme mais marcante da minha vida, nem só por mim, mas pelo meu pai também, fui com ele no dia dos pais e ele me agradeceu!…sem mais…

  10. Eu achei brilhante, e superior ao também espetacular Toy Story 3. Muita gente comparou esse filme a Matrix, mas mesmo gostando muito do primeiro filme sobre Neo, Morpheus e Cia, acho essa comparação uma ofensa a Inception.

    Segue abaixo a “conclusão” que dei pro meu review lá no Vida Ordinária (http://migre.me/1357l):

    “Vendo o filme, o elemento que poderia parecer um vilão para nós é Mal, a esposa de Cobb. Mas ela não passa de uma projeção do seu subconsciente, um fantasma do passado. O inimigo mais feroz de cada um de nós é nossa própria mente, e mais do que nos aterrorizar com a culpa, o medo ou qualquer outro sentimento ruim, pode fazer pior: nos fazer perder a noção do que é real ou não.

    Essa viagem psicológica que o filme e suas incursões aos sonhos traz à tona é bem exemplificada na cena final, aberta a interpretações. Eu consideroque, seja real ou sonho o final, não faz diferença. Ali, Cobb está finalmente em paz consigo mesmo interiormente, e está feliz. No fim das contas, não é isso que importa de verdade?

    A Origem entretem, mas faz isso com conteúdo, e nos incentiva a pensar. E sem precisar apelas pra frases rasteiras e conceitos básicos de filosofia barata, como Matrix (que também entretem um bocado, claro, mas que ao contrário do que muita gente pensa, é relativamente raso). Aqui, o Nolan não se preocupou em jogar conceitos pra platéia, e sim questionamentos. E isso acabou sendo a cereja no bolo desse grande filme.”

  11. Beth Ferreira disse:

    Achei o filme bom, apesar do excesso de cenas de ação. Adoro efeitos especiais, mas poderia te rum pouco menos de tiros.

    Quanto à ideia, é fantástica, mas acho o filme imoral. Cobb deliberadamente “inserta” uma idéia no herdeiro do império do concorrente do cara que vai subornar alguém pra ele ser absolvido da acusação de assassinato da mulher. Sendo que ele realmente, dentro da lógica do filme, assassinou a mulher.

    Imoral! Anti-ético. Mas um ótimo filme, sem dúvida. Glorificação de um canalha.

  12. Maiane disse:

    Fui assistir logo na pré-estreia, mas sem ler resenhas… O filme é realmente muito bom, me predenteu do inicio ao fim. E ao chegar ao fim, minha mente não entendeu e continuou sonhando, fiquei atordoada e foi bem dificil de dormir naquele dia. Preciso assistir pelo menos mais uma vez, para pegar todos os detalhes. Filme rápido e inteligente.
    Quanto ao peão, torci muito naqueles segundos para ele cair…mas…

  13. Rafael Samora disse:

    Como bem lembrado por Iberê Borges não tem como comparar Toy Story com Inception.
    Depois dos créditos, saí do cinema confuso com tantas idéias e reflexões provocadas pelo filme. A comparação com Matrix é muito feliz pois o efeito foi/é parecido. A obra é quase perfeita. Tiveram alguns erros principalmente nessa questão da explicação rápida e superficial de certas situações. Sai do cinema querendo ver mais 2 horas de filme porque as primeiras 2h não foram necessárias pra explorar bem a idéia. Senti falta de uma profundidade maior dos personagens. Alguns chegaram prontos a nós e tivemos que nos contentar com isso apesar de tais personagens aguçarem a nosso interesse em seu passado, como chegaram a tal situação etc. Enfim. Ótimo filme! O melhor do ano por enquanto.

  14. Hemeterio disse:

    Inception avança a picada no mato começada por Matrix. Ou por TRON? Só que o filme do Nolan ousa mais onde Matrix estacionou. Sabe aquela cena de Matrix II onde o Neo desarama uma sentinela no mundo real? Muito se especulou que na verdade seriam Matrixes dentro de Matrixes, mas no final abandonaram essa elegante solução cosmológica por uma teológica! Aí é de lascar. O Nolan desenvolveu essa linha e foi, literalmente, mais fundo. O melhor filme da década que passou ou o melhor da que virá?

  15. Salve, Matias.

    Bom saber que teremos muito Inception por aqui. É um grande filme, e mais, vai além, é uma experiência, senti algo inédito, um outro entretenimento. É blockbuster-filme-do-ano, mas tem algo que vai muito longe disso. O que Nolan criou foi surpreendente. Vale destacar também a trilha incrível de Hans Zimmer.

    Saí do filme ainda tentando pensar em quem conseguiria fazer o papel do Di Caprio. Não por ele ser o melhor ator do mundo. Mas sim, por ter caído ali perfeitamente. Quem mais? É uma boa questão com filmes únicos e especiais. (Ninguém poderia fazer Show de Truman como J Carrey, por exemplo)

    Voltarei mais pra frente aqui, depois de acompanhar os posts. Ainda é difícil organizar em um comentário tudo que o filme jogou pro lado de cá da realidade.

  16. Carolina disse:

    Com certeza não é o melhor filme do ano, mas é muito bem construído na montagem e no som (e que som!). Só achei a sequência da neve meio Michael Bay, poderia ter durado bem menos tempo. E, por incrível que pareça, achei os diálogos da Ariadne (Ellen Page) os mais complexos, e olha que ela era a iniciante ali. Nolan acertou mais uma vez!

  17. Carlos Gurgel disse:

    O roteiro é redondo, os efeitos espetaculares (talvez os mais impressionantes desde Matrix) e a ideia original dispensa comentários.

    Um filme dos sonhos realmente: fazer um cinema inteiro ficar sem respirar, torcendo pelos protagonistas. Só em sonho mesmo. rs.

    Todo mundo torceu para o peão cair, mas eu ainda fiquei numa dúvida anterior: como Cobb fui buscar Saito no limbo e ainda permanecia jovem? Os dois estariam no limbo? Por que ele não envelheceu também?

    Realmente, vai ser difícil o Nolan superar seus últimos dois filmes.

  18. silvio césar disse:

    Alexandre, fiz um pequeno texto sobre A Origem em http://cdcrime.wordpress.com/2010/08/09/a-origem/
    Espero que dê para aumentar a massa de ideias sobre esse filme.
    Abraço.

  19. Tiago disse:

    Acima de tudo, Nolan se repetiu. De novo, agora, de forma megalomaníaca. As montagens em três níveis de O cavaleiro das trevas passaa ter cinco níveis, justificados pela cinco níveis de sonhos dentro do sonho. Nolan insistiu mais uma vez em brincar com a expectativa dos espectadores, brincando de “turning points” e esvaziar as personagens para escancarar seu “virtuosismo” narrativo e estético. O filme é bom (no sentido hollywoodiano da palavra – que é bom de qualquer forma), mas parece repetir uma fórmula que começa a mostrar sinais de falência, por ter sido usado nos últimos filmes do diretor. A narrativa “original” que parte de uma premissa “realista” pra se sustentar enquanto obra, o dito mote corporativo. Claro, o filme não é sobre isso diriam muitos. O conceito de inserir uma idéia é ótimo, mas não funciona no filme, parece inverossímil, coisa que Nolan morreria de vergonha se lêsse isso (haha), já que ele é tão preocupado em dar aquela roupagem “realista” pra tudo que faz, mesmo que use da ficção científica pra construir seu filme.
    Mas com tanto “virtuosimo” narrativo e de montagem, as personagens são de fato sombras, gado como já citou o Alexandre quando mencionou Hitchcock. São vazias, apenas estão lá pra fazer a “genialidade repetida” do Nolan ser aplaudida. Há algo de errado quando um “cinema de autor” apenas repete fórmulas. Agora de uma forma que Peter Jackson (ele mesmo um megalomaníaco assumido) morrreria de inveja.
    Nolan construi uma narrativa supostamente díficil de ser compreendida talvez pra disfarçar a apática história de amor entre Dom e Mal. Olha só como são curiosos os nomes deles…e fazem ainda mais “sentido” em português.
    Chega, escrevi demais.

  20. Bruno disse:

    Bonito pra cacete e a trama é legal, aberta, propõe bastante discussão. Só achei que o clima “Avatar”, de cada cena ter uma bula lida pelos personagens pra apresentar as possibilidades, meio chato. Porém, entendo que pra ser um blockbuster tem que ser assim.

  21. nhoque à bolonhesa disse:

    A Ellen Page provou ser uma pessima atriz, não havia convicção alguma nas expressões dela, pra mim foi um incoveniente dentro da história.

    Hans Zimmer conseguiu fazer uma trilha mais bela e tão tensa quanto a do Caveleiro das Trevas, porém ela incomodou em certas cenas, quando algum personagem falava algo importante, a musica frenética de fundo distraía.

    Não achei as explicações exageradas, com exceção na cena climáx(prédio se desintegrando), aonde ficam falando um zilhão de vezes o que acontece na situação.

  22. Antes de tudo é um filme super bem construído em todos os aspectos. Nolan conseguiu fazer um roteiro tranquilo de entender pra um tema mirabolante. Trilha sonora foda e ponto final. Mais os atores top de linha, que nesse filme ficaram todos em pé de igualdade.

    Além disso é um filme absurdamente conceitual. Daqueles que merecem todo tipo de teorias e entendimentos. E que conseguiu dar um kick no espectador muito muito muito mais forte que Matrix.

    Sinceramente, superou até toy story 3 e fica como filme do ano (pelo menos até agora). Afinal por mais foda que toy story 3 seja, a nostalgia ainda da uma amplificada.

  23. Carlos Gurgel disse:

    Li num fórum e fez sentido:

    the fourth level was Cobb’s dream and the reason Fischer was there was because he wasn’t fully dead, he was just unconscious, if he was dead he actually would of been in limbo and Cobb and Ellen Page’s character wouldn’t have been able to reach him because you cant purposely go to limbo.

    Now as for Cobb and Saito, well I think Saito died in level 3 and Cobb died in level 1 in the underwater van since he didnt feel the kick so he drowned.

    At the point he drowns/dies he is already in level 4 so instead of waking up he goes into limbo, Saito has already been in limbo for a while so that’s why he looks older (you age faster in dream world).

    Saito doesn’t remember Cobb right away because it’s been so long since he has seen him. The film ends with Cobb and Saito creating a new dream world for themselves while in limbo, one where the inception job went well and cobb got to see his kids, in reality neither make it back.

  24. Adorei o filme. Achei visualmente impressionante, grande trilha (e li agora há pouco que Johnny Marr contribuiu, uau!), e o elenco… Só gente boa. Sou fã do Nolan e agora, mais ainda.

  25. Mateus disse:

    Este post despertou minha curiosidade em ver o filme. Além de um gosto fora do comum por assuntos que permeiam a nossa noção de realidade, vivi uma realidade paralela (minha, unicamente minha) que me rendeu tratamento psiquiátrico e terapia até hoje (e durará ainda uma eternidade!
    Apesar do seu aviso, vou continuar frequentando o blog durante essa semana, ainda que eu não tenha visto (e nem sei quando vou ver). O motivo? Estar munido de mais informações sobre o filme e o que ele aborda, para estar melhor preparado para vê-lo!
    A propósito: excelente blog, Matias!
    Cheers!

  26. Paula Fiuza disse:

    O filme é fantástico. Concordo que Toy Story foi bom (melhor que o 2, mas incomparável ao 1), mas, pra mim, Inception é o filme do ano. A década de produção interrompida pros dois ótimos filmes do morcego valeu a pena: o resultado final impressiona.

    O Bruno, do URbe, disse que achou que o filme se explica demais. Não sei se tanto assim, principalmente porque ninguém sabe, ao certo, o que é sonho e o que é realidade. O visual é indiscutivelmente demais – é o Matrix dos anos 2000? (porque desconsidero os 2 últimos da trilogia) – e a cena em que Joseph Gordon-Levitt luta (sem dublês), com gravidade zero, é o resumo da ópera.

    Christopher Nolan veio chegando como quem não quer nada com filmes do cacife de Amnésia, que o público maior não viu, mas que tinha muito a dizer, causou o impacto com Batman Begins, conquistou milhares de fãs com The Dark Knight e agora fica de vez na lista dos preferidos com Inception. O mais bacana de um filme assim é ver gente de todo jeito ir assistir e comentar depois. Filme bom é filme que deixa você pensando – seja em milhares de teorias a respeito da trama ou na sua vida como você a conhece.
    E o que Inception faz? Exatamente isso. Comentários, discussões, infográficos e muito mais pululam pela internet (pelos tumblrs, então!) e convergem todas as discussões cinematográficas do momento pra Christopher Nolan e seu primeiro trabalho original em um bom tempo.

    E nem precisa falar nada do Leonardo DiCaprio, magistral, que passou de galã de menininhas a ator de alto calibre (aliás, exigência do diretor pro papel) e dos outros grandes ao seu lado. Concordo que Ellen Page estava meio “morna”, mas Joseph Gordon-Levitt compensa o time “novo” de atores: anotaí, esse menino ainda vai aparecer muito!

    O negócio é: filmaço. Quero ver de novo. (e de novo)

  27. Leandrolopesp disse:

    Esse filme é bom demais! Mas demais mesmo! Só acho que qualquer comentário sobre ele vira spoiler.

    Eu saí do cinema meio fora da realidade, minha esposa até brincou dizendo que ia se jogar daquele andar do villa lobos, pra acordar pra ir ao banheiro. Longe de ser um comentário pessoal, todo mundo deve sair meio torto do cinema.

    A forma como ficção, romance e universo fantástico se fundem, fazem desse filme um obra-prima digna de ser lembrada daqui a muito tempo como Matrix, Em Algum Lugar do Passado e até a Rosa Purpura do Cairo

  28. Leandrolopesp disse:

    Discordo do comentário da Beth onde ela diz que a “canalhisse” é exaltada. Este é um filme sem bandidos e mocinhos. O que parece imoral vai se justificando com o passarvdo filme. A idéia posta no herdeiro nada tem de ruim. O que tem de errado em “Ser você mesmo”? Além disto, não é possível dizer quem foi o responsável pela morte dela. Ele se sente culpado, mas, onde fica o livre arbítrio e o senso dela?

    Acho que o resultado final ficou bom pra todos os personagens. O Saito não saiu dali lucrando, nem o milionário frágil saiu perdendo, pelo contrário, virou um homem.
    São novos tempos. Não exite mais o senso de mau e bom.

  29. Paula Fiuza disse:

    Ah, e li em algum lugar que a trilha toda é, na verdade, a mesma música, Je ne regrette rien (!), trabalhada de maneiras diferentes.

  30. Paula Fiuza disse:

    E uma pergunta: como é que todo mundo sonha nos cenários que a Ariadne constrói?

  31. Thiago disse:

    Fui assistir na estreia e sem ler nada alem do primeiro paragrafo das criticas para que nenhuma surpresa tivesse chance de ser estragada. O que mais me motivou, alem do elenco e do Nolan dirigindo foi uma critica dizendo que esse era um filme impossivel de se criticar e que contar o fim pra alguem nao mudaria nada, ja que você precisava do filme inteiro pra que o final fizesse sentido. Fui pro cinema preparado pro filme mais complicado e original da decada. E acabei um pouco decepcionado.

    Acho que a minha maior critica quanto ao filme é que ele simplesmente não conta nada de novo. Nada dito ali ja nao foi dito no Matrix ou no proprio Memento (a questão sobre se o importante é saber a verdade ou ser feliz/ter uma razão de viver). Pra mim o Inception todo cabe na cena do restaurante do Matrix que conclui com o Cypher dizendo que “ignorance is bliss”.

    é claro que alem disso o filme tem o merito de um roteiro bem amarrado e um visual/direção do cacete (ver Paris dobrando ao meio foi demais), mas uma outra critica que eu ja tive com o Batman Begins é que o Christopher Nolan não sabe fazer cenas de ação. Assim como no climax do Batman Begins, com o trem suspenso, eu quase bocejei com todas aquelas cenas intercaladas de perseguição de carro / briga em gravidade zero / perseguições de treno na neve, etc. Acho que uma das razões do Dark Knight ter sido tão foda é que o climax é muito mais “dramatico” do que “cena de ação”.

    Inception é um bom filme, mas eu realmente não consegui entender o buzz todo que se criou em torno dele. Preciso assistir Toy Story 3 🙂

  32. Fábio disse:

    Inception é tudo que eu esperava e mais. Fui ver na estreia e no Imax aqui de Curitiba, é realmente um deleite visual. Chris Nolan já era um baita diretor por Amnésia, Batman Begins e Cavaleiro das Trevas. Agora é gênio. Inception vai ditar os rumos do cinema (e de outras mídias como televisão e videogames) pelos próximos 10 anos (pelo menos).

  33. Quando Cobb fala sobre a sua culpa por ter inserido uma idéia na mente dela que a levou a morte…creio que alí se admite que sim, o cinema pode sim influenciar a cabeça daqueles assassinos que atiram nas pessoas depois de ver Matrix, por exemplo.

  34. Annie Hall disse:

    1. O que garante que, num sonho, o totem de Cobb (ou de sua esposa, que seja) giraria eternamente?

    2. Sonho, exílio, manipulação, dilatação do tempo, limbo, dad issues, voo Sidney-Los Angeles… Nolan quis dar uma explicação mais decente para Lost?

  35. O filme é incrível. Quando saí da sala de cinema não sabia se eu estava num sonho ou o que era realidade rs.
    Ainda acho Toy Story 3 o filme do ano, mas Inception não fica muito atrás, não.
    Achei que o Joseph Gordon-Levitt estava ótimo no filme assim como a Marion Cotillard.

    Só me ficou confuso a forma que o Dom foi parar naquele sonho de 50 anos com Mal. A forma que eles saíram deste sonho ficou bem explicada (talvez até de mais).

  36. André Quitério disse:

    Não gostei do filme. Todas as narrativas não foram bem desenvolvidas. Algumas respostas não aparecem, e a última cena mostra como o roteiro confuso não resolve bem as várias tramas das histórias/sonhos. Mas a ideia central é muito legal sim, apesar de ser baseado em Matrix, Efeito Borboleta, coisa do tipo. Não vi nada muito original. Enfim, tem uma galera que gostou. Eu não, pelo contrário, achei fraco.

  37. João Paulo disse:

    Por enquanto, seria Inception o filme da década? exagero?!

  38. André disse:

    Muito, muito bom. Filme mais criativo do ano.
    Ja viu essa info? http://www.iwatchstuff.com/2010/07/28/inception-infographic.jpg

  39. b2kn disse:

    deve ser pq li mto sandman, mas não achei nada em inception assim tão groundbreaking. é um filme muito bom, mas *teoricamente complexo*? pra restringir ao nolan, estruturalmente, amnésia é mais interessante (e até mais difícil de acompanhar – inception eh bem linearzinho e bota todas as cartas na mesa uma depois da outra)

    sobre a aparente grande questão do filme (“sonho ou realidade?”), sugiro o textinho do last psychiatrist:

    http://thelastpsychiatrist.com/2010/07/the_ultimate_explanation_of_in.html

  40. swk disse:

    uma coisa q ainda não achei explicação:

    SPOILER ABAIXO

    se depois q yusuf passa a proteção da ponte e os passageiros ficam em queda livre, no sonho de arthuer – dentro da van – o sonho perde a gravidade; porque no sonho de eames – que está flutuando no sonho de arthur – o sonho também não perde a gravidade?

    outra coisa, alguém me diz o q o velho fala no sonho qdo ele tá na cama, antes de morrer.
    assisti o filme em inglês com legendas em japonês, e não entendi o sussurro do velho e não deu tempo de conferir a legenda….

    li uma crítica q falava q inception tem um primeiro impacto muito grande, mas depois de assistir mais de uma vez – eu assisti 2 vezes – você começa a perceber algumas nuances e algumas dúvidas surgem, mesmo q o filme seja bom.

    Passada a primeira impressão, A Origem tende a depreciar a curto prazo.
    de: http://omelete.com.br/cinema/critica-origem/

  41. Diego! disse:

    Nolan acabou de fazer o terceiro strike! Por sorte depois de BtDK ele tem crédito pra fazer isso mais umas 200 vezes. Detalhe para o barulho que ouvimos no final do Inception (que se não me engano, é o mesmo do Prestige)

  42. Brunna disse:

    Achei o filme interessante e envolvente, apesar da linearidade. É de fácil compreensão, nada tão complexo como estão fazendo parecer. A temática encanta, obviamente por se tratar do desconhecido que é o sonhar.

    Desde que assisti no sábado, tenho sonhado todas as noites coisas muito mais vívidas e reais do que sonhei até hoje. Acho interessante esse fato, não sei se com mais alguém foi assim, mas foi um filme que realmente deve ter penetrado no meu inconsciente – apesar de na “realidade” não ter me marcado tanto.

    Uma das coisas que me incomodou foi o personagem da Elen Page. Tenho uma implicância natural com a atriz, acho ela extremamente rasa. Foi uma má escolha, visto que o personagem Ariadne tem mitologicamente a função de conduzir Teseu para fora do labirinto do Minotauro. Isso aparece no filme, com a personagem tendo a função de desenhar o sonho, criando labirintos que apenas ela conhecesse, possibilitando uma fuga.

    Ela também atua como uma auxiliar para que Cobb consiga sair do próprio labirinto que é sua mente/Mel (clichê, mas verdade). Mas a questão toda acaba sendo se ele conseguiu ou não libertar-se. Coisa que após todo o desenvolvimento do filme fica quase irrelevante, tamanho o prazer se envolver-se em um sonho após o outro.

  43. Leticia disse:

    Inception foi uma mindfuck fenomenal. Se Christopher Nolan perguntar eu digo sim, foi bom para mim.

    Um dos melhores filmes que eu vi ultimamente (perdendo talvez para Toy Story 3, mas competir com minha infância é covardia). E conseguiu o mais difícil: acho que é o único filme do qual eu ouvi MUITO, e criei enormes expectativas, e ainda assim gostei. Saí com a sensação de que “era tudo isso que estavam falando mesmo”, pensando que talvez fosse mais, e que não via a hora de ver pela segunda vez para entender melhor os miúdos.

    E palmas especiais para o final: me fez gritar, literamente, “CHRISTOPHER NOLAN, SEU FDP” no cinema, e ainda assim sair achando o cara um gênio. Será que a gente estaria falando tanto do filme se o pião tivesse caído? Provavelmente não. Foi uma sacada simples e talvez até previsível, mas perfeita para a trama.

  44. Tiago disse:

    50 minutos de clímax, em quatro planos diferentes! Tudo ao mesmo tempo, coreografado, orquestrado pela trilha marcante de Hans Zimmer… Simplesmente fantástico.

    Some-se a isso a atmosfera enigmática nos deixa sem chão, pensando e formulando teorias para o filme que acabamos de ver. E aí, talvez, esteja o maior trunfo de Inception.

    “Em um filme classe A de verdade, você deixa o público pensar com o filme; num filme B, você explica tudo. Você tenta fazer as pessoas alcançarem a história, encontrarem coisas nela, escolherem pequenas coisas que elas apreciam. É muito mais divertido do que ter uma explicação jogada na sua cara como um tapa.” Quem disse isso foi o Clint Eastwood, um dos diretores mais respeitados de Hollywood, em uma entrevista à Rolling Stone. Só posso concordar com ele.

    Inception é um filme classe A de verdade, e recomendo que toda pessoa o assista o quanto antes. Eu já estou doido para ver novamente.

    ******

    Parabéns pelo blog, Alexandre. Um dos meus favoritos, de longe. Aproveitando, fica aqui minha contribuição para a esbórnia coletiva de Inception: http://cagandoregra.wordpress.com/2010/08/10/inception-a-origem/

  45. Vi finalmente. Minha humilde resenha:

    http://cinemagia.wordpress.com/2010/08/11/resenhas-a-origem/

    Um abraço a todos,
    Tommy

    .

  46. carol scalice disse:

    de cara, descordo com sua opinião de que Toy Story é o melhor filme do ano. 1o pq dos 3, acho que o mais impactante foi o 1o (alguém aí disse que Toy tem o peso de 15 anos: exato! é mais o peso do que a história e os efeitos – aliás, um 3D desperdiçado neste filme). mas obviamente que eu, chorona como sou, ME ACABEI DE CHORAR com a despedida de Woody. mas como animação de 2010, a Pixar é difícil mesmo de ser batida.
    bom, sobre Inception, fui segura de que não veria um grande filme, sim, esta coisa de TODOS falarem sobre o filme me dá um pouco de medo. acabei não vendo um grande filme, mas sim um filme surpreendente. a cada minuto eu me surpreendia mais e mais, seja pelo roteiro in-crí-vel, pelos efeitos devastadores, pela fotografia belíssima (dos planos mais simples aos mais elaborados – as N perseguiçoes, as brigas sem gravidade, o slow motion muitíssimo bem aplicado da van caindo na água etc) e pelo conjunto de atuações.
    dentre tantas estrelas, TENHO que destacar a atuação brilhante de Di Caprio. é realmente uma pena que as pessoas subestimem tanto um ator como ele, só pq um dia seu grande marco FOI Titanic. é só dar uma olhada em Shutter Island e ver mais uma brilhante atuação do cara em parceria com o Scorcese (este, pra mim, um dos melhores filmes do ano).

    adoro seu blog e nem falo sobre minha lista de melhores filmes do ano pra não me estender aqui…. bj!

  47. Ju S disse:

    na noite que vi inception, fiquei tão impressionada que até sonhei com o filme (é sério).

  48. João disse:

    Daqui a 1 ano esse filme não vale mais nada. Fraco esse filme, dormi naquela troca de tiros.

  49. Há um ponto comum com Inteligência Artiicial que não vi ninguém apontar. A Mal do Cobb é a Mãe do Dave no fim do filme.

    A Mal que vimos, em todo o filme, era apenas uma projeção de sua existência, conforme a percepção do Cobb. Toda a Mal que vimos era apenas a Mal que o Cobb poderia conceber.

    Esse limitador da realidade, a nossa percepção, tem um peso na pergunta sobre ser melhor viver um sonho perfeito ou enfrentar uma realidade imperfeita, mas complexa, que foge ao controle.

    Pois ao final do AI, a fada madrinha e a mãe do Dave (o garoto robô) era criações dos robôs do futuro a partir das memórias de Dave. Eram como a Mal do Cobb. E a sensação que me dá, tanto no AI como no Inception, sempre que a Mal aparece ou que a Mãe do Dave demonstrava afeto, é uma sensação meio de pena, de tristeza pelo personagem.

    Essa melancolia a Ariadne percebe bem e avisa pro Dave o tempo todo. No AI, só o ursinho entende, mas fica na dele.

  50. Rafael Rosa disse:

    Eu achei o filme ótimo! Uma boa estrutura e os plot twists são de fazer a cabeça rodar. Mas me considero um bom onironauta e não consigo aceitar que Nolan tenha tratado o mundo dos sonhos de forma tão boba. O máximo de “coisa de sonho” que vemos o filme inteiro são: A cena em que a Ariadne modela o sonho de Cobb, a cena em que Eames saca uma bazuca do nada e a cena do hotel sem gravidade. Só a cena da bazuca já é motivo pra contradizer tudo o que acontece no filme. Se é tão fácil criar objetos no sonho, porque Yussuf não tranforma a van numa espaçonave (ou pelo menos cria uma blindagem melhor, umas metrancas saindo do capô). Ninguém ao menos cogita apossibilidade de voar que é coisa que todo mundo que tem sonho lúcido faz. Os sonhos nesse filme, se comparados com verdadeiros sonhos, são bem chatos. Gravidade normal, botões que respondem a comandos (coisa que nunca funciona em sonhos) e balas que realmente matam. Mas entendo que, mesmo com um roteiro amarradinho, já tem gente que diz que o filme é difícil, tornar o filme mais onírico ia só piorar a situação.

    E sou do time que acha que o filme se passou todo no subconsciente de Cobb. Não acredito que os filhos dele não cresceram nada nesse tempo que ele esteve fora (anos?).

  51. Paulo Gadioli disse:

    Para colaborar com a massa de comentários, segue minhas impressões sobre esse grande filme. http://onegocio.wordpress.com/2010/08/13/inception-2010/

  52. Beleza Matias. Mais uma boa iniciativa de reservar espaço para discussão.

    Inception, que teve a horrível tradução pra A Origem, é um filme que nos faz pensar e sonhar. As cenas e efeitos estão ali mas num mundo de sonhos o abuso deles é permitido e se pensarmos assim teve até poucos efeitos, comparando com Transformers então.
    Uma história complexa que nos faz a gente se snetir perdido, mas graças a “arquiteta” Ellen Page e suas perguntas cnseguimos entender novamente. O filme se desenrola e o ritmo do filme assim como sua trilha faz com que o tempo passe depressa. A solução final pra implantação da ideia na “vítima” e o retorno de Cobb do limbo foram excelentes e no fim acabaram dando a sensação de que toda a confusão de sonhos fizeram sentido.

    parabéns Nolan, parabens Hans Zimmer pela trilha, e parabens ao elenco que estava mto bem.

  53. Alexandre disse:

    Inception não é importante porque nem é dos melhores filmes de C. Nolan. É um bom filme pq o CN é muito bom, Mas nesse ele erra a mão várias vezes. O filme não é tão complexo quanto o Memento (onde ele explica o que tem que explcar, mas não é preciso entender tudo) e ainda assim, se complica ao tentar explicar a relação entre mortes nos níveis de sonhos.

    Enquanto no Memento, o clima noir impera e os personagens vão se desenvolvendo muito bem, aqui os personagens vão sendo jogados em um filme de ritmo truncado. As idéias inicias eram muito boas, mas o CN se perde por colocar níveis demais, personagens clichê demais, pirotecnia demais. A historia do personagem torurado se embola com cenas de ação 007 e certas horas o filme fica chato p/ alguns. E o pior de tudo, previsível.

    É um filme para agradar um público de ficção cientíífica, ávido por novas idéias mirabolantes, mas cinematograficamente, é dos filmes mais fracos de CN.

  54. Nilson disse:

    De fato, é cinema. Psicanálise aplicada(acho que é a maior influência do Cinema, esta pseudo-ciência pra lá de irracional que também é uma evasão). O que conta é a ”experiência” do filme? O personagem do Di Caprio se cura da neurose e o filme termina. É isso? Só não me decidi se o filme – tal como o recente O Anticristo – desespera da psicanálise com aquele peão rodopiando na última cena…

  55. Nilson disse:

    *pião…

  56. Filmão! A primeira hora é chata, muita conversa e explicação que não precisa. MAs de repente o filme engata e vai que é uma maravilha. Aquela van cainda por mais de uma hora em camera lenta é sensacional.

    O mais incrível é o fim. Se aquele peãozinho não cair, significa que tudo é um sonho e, mais importante, que a mulher do DiCaprio NÃO MORREU, ela estava certa o tempo todo e a presença dela nos sonhos do cara não é uma assombração, é ela mesmo, tentando acordar o cara do sonho em que ele está preso. A personagem dela é sensacional.

  57. Roberta disse:

    Acho interessante pensar em Inception como um filme metalingüístico. Nolan fala de cinema, do fazer cinematográfico e homenageia estéticas e diretores distintos num pastiche produtivo e positivo, a meu ver. Ao final, dá um peteleco no nosso pião antes do pião de Cobb cair, e nos leva a pensar sobre a relação do espectador com o conteúdo e a forma do filme.

  58. Tiago disse:

    Assitindo ao filme pela segunda vez, resolvo mudar minha nota de 9 para 10.
    O prazer de revê-lo foi melhor do que o de tê-lo visto na primeira vez. Uma vez que a ansiedade de assistir ao filme que todos comentavam não havia mais e pude perceber todos os detalhes (pelo menos, a maioria deles) que Nolan coloca durante o filme.

  59. Suiane disse:

    Bom entretenimento e tal, mas nada tão complexo e com alguns furos de roteiro na minha opinião.
    Inception não apresenta nada novo, o conceito de vivermos em uma realidade projetada já foi bem explorada em outros filmes e também não tem nenhuma tecnologia inovadora em efeitos especiais. Matrix foi muito mais desafiador na sua época.

    Duas coisas me intrigam muito:

    1º: Fischer é o maior concorrente de Saito, mas ele não sabe quem ele é? Pegam o mesmo vôo, o cara aparece no seu sonho e ele não estranha nem um pouquinho… impossível.

    2º: Se Mal e Cobb eram tão apaixonados, tinham filhos lindos, pq precisaram passar 50 anos em um mundo invetado? Ok, poucos minutos na vida real, mas pq a necessidade de fuga? E um mundo todo de concreto e prédios… isso não me parece um mundo ideal para um casal apaixonado. Pra mim Mal nunca existiu, Cobb nunca foi casado e eles nunca tiveram filhos. Foi tudo uma idéia colocada na cabeça dele para ele cumprir uma meta.

  60. Lucius disse:

    Só vi o filme hoje, no cinema. Minha teoria é que a verdadeira “inception” foi feita no Cobb, durante todo aquele tempo. Tudo que ele queria fazer no Fisher na verdade estava sendo feito com ele: inseriram uma idéia na mente do Coob.
    O brinquedo do garoto, encontrado dentro do cofre teve o efeito para o Fisher semelhante ao encontro com as crianças no final do filme. A conversa com o pai do Fisher morrendo na cama e a conversa do Cobb com a esposa quando ela “morre” no “mundo construído por ele”. O desapego do Fisher com a empresa do pai e o desapego do Cobb com aquele mundo criado por ele.
    Sempre tiravam a foto do Fisher garoto com o cata-vento e sempre o Cobb via as crinaças. Eram sinais do que iria acontecer.

  61. Lucius disse:

    E acrescentando, o final do filme me lembrou do filme 13º Floor.

  1. 12/08/2010

    […] centralizando as discussões sobre o filme neste post e depois vou publicar as melhores. Se você escreveu no seu site, posta o link nos comentários, […]

  2. 12/08/2010

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