Achtung Baby Covered

E por falar na revista Q, vocês viram o tributo que ela fez ao Achtung Baby? Felizmente o disco de 91 vem sendo cada vez mais celebrado como sendo o grande disco do U2, deixando clássicos anteriores como Joshua Tree ou Unforgettable Fire na poeira messiânica do passado. No disco-tributo, que acompanha a edição de dezembro, a revista reuniu nomes como Patti Smith, Jack White, Killers, Depeche Mode, Garbage e Nine Inch Nails, entre outros, para celebrar o primeiro disco europeu do grupo irlandês. O resultado, infelizmente, paira entre a pasmaceira e o horror. Os vídeos (e meus comentários) para cada uma das músicas do tributo seguem abaixo, como eu vi no Scream & Yell.


Nine Inch Nails – “Zoo Station”
Um pesadelo triste, como quase tudo associado ao Trent Reznor. Os fãs podem (devem) até gostar, mas é uma tortura ambient disfarçada de krautrock. Inofensivo.


U2 – “Even Better Than The Real Thing (Jaques Lu Cont Remix)”
Um remix de Jaques Lu Cont sempre promete – afinal, Stuart Price já produziu Madonna, Kylie Minogue, o Killers e o Scissor Sisters e que em outras épocas atendia por Les Rhytmes Digitales ou Zoot Woman. Mas essa versão de uma das melhores músicas do disco original nos joga no mesmo deserto glacial alemão onde Trent Reznor levou a sua para passear.
Não cola.


Damien Rice – “One”
Que o nada entedie, tudo bem, é sua função. Mas como nada pode incomodar? Tem coisas que só o Damien Rice consegue fazer…


Patti Smith – “Until The End Of The World”
É a primeira versão que foge do mais ou menos, mas não instiga nem o erguer de uma sobrancelha. Se esse disco fosse vendido sozinho, em vez de vir de brinde em uma revista, ninguém a compraria. Ou poderia venderia bem em supermercados, naquelas gôndolas de promoção, no máximo. E só por causa do elenco.


Garbage – “Who’s Gonna Ride Your Wild Horses”
Sabe aquele instante em que a volta do Garbage parece ser uma boa idéia, pelo menos pelo revival dos anos 90? Ele se desfaz assim que você escuta essa versão.


Depeche Mode – “So Cruel”
Sério que é o Depeche Mode? Que horror…


Snow Patrol – “Mysterious Ways”
Snow Patrol tocando “Mysterious Ways” é uma idéia tão estúpida quanto, sei lá, botar o Coldplay pra regravar “Where the Streets Have No Name”. E a versão consegue ser pior do que o esperado – a começar pelo falsete.


The Fray – “Trying To Throw Your Arms Around The World”
O que esperar de uma versão de uma música classe C sendo tocada por uma banda classe D? Parece trilha sonora daquelas comédias românticas com atores de televisão que, já no trailer, entrega que na metade do filme um dos protagonistas descobre que tem uma doença rara. Tudo errado.


Gavin Friday – “The Fly”
Uma versão que, pelo menos, não constrange. O que, no dado contexto, é lucro. Não que seja uma boa versão, perceba.


Killers – “Ultraviolet (Light My Way)”
A versão começa bem, com os Killers puxando o U2 para seu universo de pompa e circunstância, mas essa sensação não dura nem dez segundos. O que ouvimos depois é digno de um karaokê.


Glasvegas – “Acrobat”
O Glasvegas conseguiu um feito difícil. Gravar a pior música desse disco. Devem ter chamado eles só pra garantir essa, não é possível.


Jack White – “Love Is Blindness”
Credo…

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5 Resultados

  1. Bia disse:

    GEMT! Medo de ouvir tudo isso, embora eu sempre tenha sonhado (pesadelo?) em ver Coldplay fazendo versão de Where the streets have no name. Que ideia diabólica essa. Achei que só eu fosse capaz.

  2. fernando disse:

    É isso ae Matias. Ficou tudo bem devagar e, em alguns casos, constragendor. Ok, a tarefa não é fácil Mas, quanta preguiça desse povo… Acthung, Baby veio primeiro, é talvez o disco mais importante do U2 – pois representa o salto estílistico rumo ao sublime – mas eu gosto mais do Zooropa. Por mim, a banda tinha acabado ali.

  3. Paranoid disse:

    Será que esta humilde pessoa que comenta as versões está a altura de comentar alguma coisa relacionada ao U2??