A empregada doméstica, por Juliana Cunha

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Aproveitando o gancho, lá vai um texto da Juliana sobre uma das pautas da semana, a profissionalização da empregada doméstica:

O emprego doméstico só deixou de ser a principal profissão das mulheres brasileiras em 2011. Eu e grande parte dos jovens de classe média da minha geração fomos parcialmente criados por mulheres que abdicaram de sua privacidade e vida individual para morar na casa de patrões, frequentemente sem carteira assinada. Muitas delas criaram seus filhos dentro do ambiente de trabalho, em condições pouco propícias para o desenvolvimento da autoestima de uma criança. Fico feliz em saber que se eu tiver filhos eles serão criados em um outro esquema. Será mais difícil e caro para mim e é também por isso que a minha geração tem filhos mais tarde, mas será indiscutivelmente melhor.

Ela aproveita o gancho para alfinetar aqui e ali, mas esse parágrafo acima é o centro do texto, que ainda cita colunistas de jornal, Clarice Lispector e adolescentes do século 21.

(A ilustração deste post é uma colagem de John Crossley)

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  1. 31/03/2013

    […] essa questão da empregada doméstica, lembro do ótimo livro Eu Não Sou Cachorro, Não, de Paulo César de Araújo, que, ao fazer um […]